MANANCIAL

MANANCIAL
"Jardim fechado és tu, minha irmã, esposa minha, manancial fechado, fonte selada". (Cânticos 4:12)

terça-feira, 16 de maio de 2017

MARIONETES DE DEUS? CALVINISMO E ARMINIANISMO EM XEQUE?


Instrui o sábio e ele se fará mais sábio; ensina o justo e ele crescerá em entendimento (Provérbios 9:9).

O que segue abaixo é a melhor explicação da "soberania de Deus" em perfeita harmonia com o "livre-arbítrio do homem.
L. M. S.

Por: Rubem Amorese.

Aproveitando a polêmica decisão do governo paulista de internar usuários de crack à força, gostaria de voltar a pensar sobre um problema que já atravessa séculos — uma disputa entre os arminianos e os calvinistas. Correndo todos os riscos da simplificação, descrevo-a assim: se Deus é soberano (como afirmam os calvinistas), o homem não tem livre-arbítrio; é marionete de Deus. Se, por outro lado, o homem pode rejeitar a Deus, e inclusive perder sua salvação (como afirmam os arminianos), então, como fica Sua soberania? A disputa vai longe, uma vez que os dois lados (arminianos e calvinistas) estão munidos de versos bíblicos perfeitamente contextualizados.

Louis Berckhof nos sugere que se duas afirmações bíblicas, em seus contextos, parecerem contraditórias entre si, afirme as duas, pois elas se resolvem em plano superior. Um exemplo é o texto de Paulo aos Romanos, 9 a 11, onde ele contrapõe a responsabilidade de Israel à afirmação de sua soberania aplicada ao caso de Esaú e Jacó.

Os arminianos e calvinistas mais combativos não seguem o conselho de Berckhof. Escolhem um lado e lutam por ele, apaixonadamente. Talvez essa paixão explique o fato de ainda não termos chegado a uma melhor compreensão do tema, tachando-o, quando muito, de paradoxal, ou de insolúvel. A Confissão de Fé de Westminster afirma, em uma mesma frase, que o homem está morto para escolher, mas tem livre-arbítrio. Assim, à busca do referido “plano superior”, compartilho meu modo de ver esse problema. E já pergunto: e se Deus, em sua misericórdia e soberania, determinasse que o homem pudesse decidir sobre amá-lo ou rejeitá-lo? E se Deus nos tivesse feito assim, considerando isso o cerne da “imagem e semelhança”? Uma criatura absolutamente livre, no que concerne à sua possibilidade de amá-lo ou não? Nesse caso, qualquer que fosse a resposta humana, estaria dentro das possibilidades previstas (e determinadas) pelo Criador. Pois bem, entendo que o Gênesis nos relata exatamente isso. E essa compreensão se reflete na própria Confissão de Westminster, capítulo III: “de modo que nem Deus é o autor do pecado, nem violentada é a vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias, antes estabelecidas”.

Resta, no entanto, um embaraço bíblico: Efésios 2 nos diz que o uso que fizemos (em Adão) da liberdade nos levou a uma escravidão tal que, se Adão foi livre um dia, o mesmo não ocorre conosco. O homem natural é escravo do pecado, de forma que sua vontade está aprisionada. Bem, é aí que eu vejo a ligação entre a soberania de Deus e a liberdade humana. Ao invés de uma se contrapor à outra, harmonizam-se na mente e nos projetos do Altíssimo. Deixe-me explicar.

A BALANÇA - Imagine a situação humana como um fiel de balança. Adão foi feito com seu ponteiro no ponto zero, no prumo. Não pendia nem para a direita nem para a esquerda. É o que chamaríamos de livre-arbítrio. Mas Satanás se valeu de sua escolha desastrada e nos aprisionou a todos do lado esquerdo. Com cadeado. De forma que Efésios 2:1-3 fica retratado nessa situação. Não temos mais escolhas livres. Nosso “escolhedor” está viciado, amarrado.

Então Deus, “por causa do grande amor com que nos amou”, e após nos ter revelado essa nossa condição desesperadora, encerrando-nos todos debaixo da desobediência (Rom. 11:32), usa de misericórdia para com todos. Como? Num determinado momento (ou período, ou fase, sei lá) de nossa vida, chamado pelo autor de Hebreus de “Hoje”, o Altíssimo se vale de seu poder e soberania e atua em nossas vidas, colocando nosso “fiel da balança” no centro de novo. Então, Ele me diz: “escolhe livremente”. E a principados e potestades, diz: “ninguém interfere!” Nesse momento, por causa da soberania e do poder de Deus, e pela atuação de seu Espírito, somos livres; para aceitá-Lo ou rejeitá-Lo. É importante ressaltar que, diferentemente do diabo, Ele não leva nosso fiel para a direita total. Nem o amarra lá. Não. Ele é Senhor gentil: leva-o ao meio, onde exercitamos o “pendor do Espírito” ou o “pendor da carne” (cf. Rom. 8:5). E nos avisa que o pendor da carne é inimizade contra Deus (Rom. 8:7).

Criei uma imagem, inspirado em C. S. Lewis, mais ou menos assim: Qual das lâminas da tesoura corta o pano? Pois bem, aprouve a Deus que nossa salvação se fizesse por meio de uma “tesoura”. Deus se faz uma das lâminas, e nos atribui o papel da outra. Sem Ele, estamos no inferno. Sem a nossa, estamos no inferno. Isso não nos iguala a Deus, pois jamais poderíamos, por nós mesmos, construir essa tesoura e “cortar o pano”. Ele permanece no seu Santo Trono. Soberano. Justo, reto… E misericordioso.

Terminando o argumento, acho que é por isso que Jesus ensina a mulher samaritana que Deus procura alguma coisa. Procura verdadeiros adoradores. Criou a tesoura e espera que ofereçamos nossa lâmina, para nosso bem.

UMA PARÁBOLA - Na época, em 1996, a televisão levou ao ar uma reportagem sobre o uso de crack pelos adolescentes (e o assunto, hoje, virou epidemia). Ao ver, na reportagem, o sofrimento dos pais e a luta ingente do drogado, lutando para se livrar das garras tirânicas da dependência, me ocorreu a seguinte parábola sobre esta questão da soberania divina e da liberdade humana. 

Ei-la: Certo dia, um pai descobre que seu filho é um drogado, dependente de crack. Faz de tudo para ajudar o rapaz, mas este, ainda que lute para se desvencilhar, não tem mais forças para largá-la, e tenta se matar, inclusive para se livrar do complexo de culpa, pelo desgosto causado aos pais. O pai o acha a tempo (estava meio de olho), socorre-o e o salva. Alguns dias depois, em conversa com o filho já convalescente, propõe-lhe uma solução extrema. O pai tem uma ideia para devolver ao filho a força (o livre-arbítrio) para sair daquela situação. Propõe ao filho e este aceita. Pegam um carro e vão somente os dois, para um sítio isolado. Longe de tudo e de todos. Ali, tentarão lutar contra a droga, cortando lenha, subindo corredeiras, trabalhando pesado até caírem mortos de cansaço. O pai está atento e determinado a aguentar mais que o fragilizado rapaz.

No segundo dia, o jovem começa a mudar: a mostrar-se indócil, agitado, impaciente, nervoso, irado, truculento, violento. Ele precisa daquela droga. Seu organismo exige (seu “senhor” o está chamando de volta). O pai vai contemporizando, conversando, distraindo, sabendo que precisa ganhar tempo. Precisa, pelo menos, de uma semana (este é o tempo que os médicos estabelecem para a desintoxicação química do organismo).

No terceiro dia, o filho tenta fugir de noite, mas o pai, que a esta altura está dormindo com um olho só, intercepta-o. O garoto está transtornado. O pai o agarra. Este, cego por dores internas fortíssimas, agride o pai com fúria, e tenta correr. O pai se levanta e o alcança. Está determinado a ajudar o filho. Uma semana, é a meta. Faltam 4 dias ainda. Agarra o garoto, que tenta agredi-lo novamente. Mas desta vez o pai é quem o soca violentamente. O garoto cai desacordado. O pai o leva de volta para a casa e o amarra na cama. Quando o rapaz acorda, começa a gritar, gemer, xingar, blasfemar, contorcer-se, desafiar o pai, e a dizer-lhe os piores desaforos. O pai tenta abraçá-lo, mas é recebido com cusparadas e palavrões. Uma noite de cão! A estas alturas, imagino um calvinista dizendo: “aqui, o pai retirou o livre-arbítrio do menino”. E eu responderia: “Que livre-arbítrio?”

Amarrado, o rapaz fica ali por mais quatro dias. Reclama de dores nas costas, de mau-jeito, de dores nas mãos, nos tornozelos, por causa das cordas. O pai, algumas vezes, tentou afrouxá-las, para aliviar o desconforto, para levá-lo ao banheiro, etc., mas ele tentou escapar. Foi preciso lutar, agarrar, bater de novo. Bem, não vou me alongar nos detalhes deste transe medonho. O fato é que a semana se passa, e, ao raiar do oitavo dia, o garoto já não está mais suando, nem com cólicas, nem trêmulo, nem com dores. Passou. A dependência química está cedendo. Nesse dia, logo pela manhã, o rapaz acorda com um cheiro de café coado na hora, broas de milho, pão, manteiga e outras guloseimas, uma mesa posta para ele. E como não comia nada há alguns dias, estava faminto.

Então o pai o surpreende: chega à sua cama com um sorriso e desata-lhe as cordas. Solta o rapaz e convida-o para o café. Ele toma um banho quente e se assenta à mesa. Está mais animado, e chega a balbuciar algumas palavras monossilábicas, em resposta às tentativas de conversa do pai. Está despertando de um pesadelo. No meio do café, num gesto brusco, o rapaz se levanta e corre para a porta. Num segundo, já está lá na porteira. Mas estranha que seu pai não esteja ao seu encalço. Olha para trás e constata que ele ficou parado, na porta da casa. Desconcertado e curioso, ele para e arrisca uma olhada, como que a perguntar: você não vai me prender? O pai, entendendo a perplexidade do filho, grita de lá: “filho, Hoje você é um homem livre, das drogas e de mim. Você volta para elas se quiser; volta para mim se quiser. 

Meu filho! Não quer terminar o seu café?”

OUT 03, 2016 BY DALADIER LIMAIN ESTUDOS. 

O DIVÓRCIO.

"Eu odeio o divórcio", diz o Senhor, o Deus de Israel... (Malaquias 2:16).

Será que Deus, que odeia o divórcio, pode receber a adoração nas igrejas que adotaram tal prática?

Alguns pregadores que são contra o divórcio dizem que ele só é permitido aos crentes em caso de adultério por parte do marido ou da mulher, isto é, quando um deles manchou o seu leito conjugal e, portanto, o cônjuge que sofreu o dano poderá se divorciar e assim ficará livre para se casar com outra pessoa, pois o adultério rompeu os laços matrimoniais. Eles até usam o que Jesus disse em Seu "Sermão do Monte" para corroborar seus pontos de vista; mas será que estão certos?

Os fariseus vieram até Jesus e afirmaram que Moisés permitiu repudiar uma mulher dando-lhe carta de divórcio, mas Cristo lhes respondeu: Foi por causa da dureza dos vossos corações que Moisés lhes deixou esse mandamento, mas no princípio não foi assim; Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, e os dois serão uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne (Marcos 10:5-8).

As Escrituras Sagradas proíbem o divórcio, pois Deus criou o homem e a mulher para que eles se unam em casamento e ambos se tornem uma só carne. “Portanto, o que Deus uniu, não separe o homem” (Marcos 10:9). 

Também foi dito: Qualquer que deixar sua mulher dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, “a não ser por causa de fornicação”, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério (Mateus 5:31,32).

Pela dureza dos corações daqueles que querem adequar a vida cristã com os prazeres do mundo as Escrituras são vituperadas diariamente. Esses evangélicos carnais tropeçam na Palavra, pois têm a aparência da piedade, mas negam a eficácia dela (2 Tim 3:5).

Distorcendo o que nos foi confiado em herança, homens de corações dúplices separam frases da Escritura Sagrada como se ela não fosse um todo, isto é, como se pudéssemos interpretar a Bíblia sem considerar tudo o que ela nos diz a respeito de uma determinada questão. Isto pode ser constatado claramente neste caso do divórcio e do novo casamento que várias denominações adotaram para si como regra, pois da frase dita por Jesus no sermão do monte [“Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de relações sexuais ilícitas”...] eles extraem a afirmação de que se um dos cônjuges adultera, a vítima (a parte inocente, a que sofreu a afronta) poderá casar-se novamente, pois a traição do seu parceiro desfez o casamento, mas na verdade Cristo não disse isso.

Precisamos entender que Jesus dirigia a Sua Palavra aos judeus, a homens nascidos sob a Lei de Moisés, portanto se uma mulher ou um homem manchasse seu leito matrimonial, aquele que adulterou seria apedrejado até a morte, pois esta era a pena pelo crime de adultério segundo a Lei.

Quando um homem for achado deitado com mulher que tenha marido, então ambos morrerão o homem que se deitou com a mulher, e a mulher; assim tirarás o mal de Israel. (Deut. 22:22).

Perceberam que o ensinamento de Jesus envolve a Lei de Moisés em sua essência? Sim, pois se alguém fosse traído pelo seu par, o que pecou seria morto apedrejado e então a pessoa traída ficaria viúva e não divorciada, portanto, como viúvo ou viúva, ele ou ela estaria livre para casar de novo com quem quisesse. Entenderam?! 

Mas alguns gostam de complicar. Porém, não existe nada de complicado se a Bíblia for a regra para os crentes; os divorciados e recasados que vêm do mundo nessa situação podem ser aceitos no Corpo de Cristo, mas nunca poderão assumir um ministério; porém se o divórcio acontecer entre crentes, os dois deverão permanecer solteiros até a morte de um deles, isto é, não poderão casar-se com outra pessoa porque estariam cometendo adultério, pois, perante Deus, quando um homem e uma mulher se unem em casamento eles se tornam um só.

L. M. S.


sexta-feira, 12 de maio de 2017

O ESPÍRITO SANTO NÃO ESTÁ AQUI.

Não entristeçais o Espírito Santo no qual fostes selados para o dia da redenção [Efésios 4:30].

Creio que esta é última geração da Era Cristã, a geração que presenciará as Sete Taças da Ira de Deus; somos os filhos de Laodiceia, a filha de Babilônia; somos os descendentes da Igreja satisfeita consigo mesma, a que é rica e que de nada tem falta, e se assenta como rainha num trono e diz em seu coração: "Não sou viúva e nunca verei o pranto"; porém vive uma mentira, pois não passa de uma instituição humana apegada ao mundo e misturada com ele. Sei que muitos dos que lerem estas palavras se escandalizarão, porém esses mesmos não se escandalizam com falso cristianismo que vivem e nem com as suas Igrejas corrompidas. Mas a verdade dos fatos comprova que “os que se chamam” pelo Nome do Senhor usurparam o Reino do Céu tomando-o pela força. Se vocês acham que eu estou falando bobagens; então por que os enfermos não são curados nos cultos das Igrejas? Por que os mortos não são ressuscitados? Por que os paralíticos, os cegos e os surdos não são restaurados? Por que os demônios não mais se estremecem, estrebucham e clamam nos cultos? E por que os endemoninhados ficam tranquilamente no meio reuniões do povo que se chama pelo Nome de Cristo? Digam-me o porquê!

Por isso há entre vós muitos fracos e doentes e muitos que dormem... Pois comem e bebem indignamente não discernindo o Corpo do Senhor... E comem e bebem para sua própria perdição.

Mateus 10:8 – Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios; de graça recebestes de graça daí.

Lucas 10:9 – “E curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: É chegado a vós o reino de Deus”.

Quando o Espírito Santo se manifesta com Sua glória, o local da Sua manifestação fica cheio da Sua santidade, e o mal, o pecado e a falsidade fogem da Sua presença, pois não se acha mais lugar para eles. Se nas igrejas cristãs atuais houvesse realmente a manifestação do Espírito Santo, todos os seus membros já estariam mortos, pois Deus os mataria com Sua presença; porque mesmo homens do passado muito melhores do que nós, homens tementes a Deus recearam por suas vidas quando a glória do Senhor se manifestou a eles. Vejam o exemplo de Isaías quando disse: “Ai de mim que vou perecendo (vou morrer, estou morrendo), porque eu sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios: e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos Exércitos” [Isaías 6:5]. Portanto Deus não está nesses lugares que apenas se “chamam pelo Seu Nome”, mas estará naqueles que se identificam com Ele.

Parafraseando Jeremias capítulo sete aos dias atuais:

Não vos fieis em palavras falsas dizendo: Templo do Senhor! Templo do Senhor! Templo do Senhor é este. Emendai (corrijam, melhorem, modifiquem) os vossos caminhos e as vossas obras, pratiqueis a justiça ao próximo, não oprimam aos necessitados, nem derrameis sangue inocente neste lugar, nem andeis após os ídolos para o vosso mal e Eu vos farei habitar no lugar que dei aos vossos pais (aos primeiros cristãos) nos tempos antigos (do primeiro amor). Porém, eis que vós confiais em palavras falsas que para nada vos aproveitam (rejeitais a verdade e a correção). Furtais, e adulterais, e matais, e jurais falsamente, incensais a Baal (aos ídolos, ao dinheiro, aos bens materiais, a si mesmo, aos homens) e andais após outros deuses... Então vindes a Mim, nesta casa que “se chama pelo meu Nome” e dizeis: “Estamos salvos”; para continuar a fazer todas essas abominações? É, pois esta casa, que “se chama pelo meu nome”, um covil de salteadores (ladrões) aos vossos olhos? Eis que Eu, Eu mesmo, vi isto, diz o Senhor. Mas ide agora ao meu lugar que estava em Siló (vejam o que sobrou do Templo de Jerusalém), onde, ao princípio, fiz habitar o Meu Nome, e vede o que lhe fiz por causa da maldade do Meu povo Israel. Agora, pois, porquanto vós fazeis todas estas obras, diz o Senhor, e Eu vos falei, madrugando, e falando, e não ouvistes, e chamei-vos, e não respondestes, farei também a “esta casa”, que “se chama pelo Meu Nome”, na qual confiais, e a “este lugar”, que vos dei a vós e a vossos pais, como fiz a Siló (do Templo de Jerusalém restou somente um muro de lamentações). E lançar-vos-ei de diante de Minha face, como lancei a todos (os que não temeram e nem tremeram do Meu Nome). 

Ananias e Safira se fingiam de crentes, pois dissimulavam uma vida piedosa, aparentavam ser tementes a Deus, mas tentaram ao Senhor em seus corações idólatras e mentiram ao Espírito Santo, por isso Deus os matou. Portanto, se o Espírito Santo estivesse entre nós, nos cultos das Igrejas que se chamam cristãs, já há muito que estaríamos mortos.

2 Pedro 3:9 – Porém o Senhor é longânimo conosco e não quer que alguns se percam, senão que todos venham ao arrependimento.

Mateus 21:13 – A Minha Casa será chamada de casa de oração, mas vós a tendes convertido em covil de ladrões.

Sim! A “casa de oração” foi convertida num covil de ladrões com aval da falsa pena dos escribas de hoje que transformou a verdade em mentira (Jeremias 8:8).

Dizem eles: não sofrerás o dano! Então disseste: Eu serei senhora para sempre!... Agora, pois ouve isto, tu que és dada a prazeres, que habitas descuidada, que dizes no teu coração: “Eu sou e fora de mim não há outra”, e não ficarei viúva, nem conhecerei a perda de filhos. Mas ambas estas coisas virão sobre ti num momento, no mesmo dia, perda de filhos e viuvez; em toda a sua plenitude virão sobre ti, apesar da multidão das tuas feitiçarias, e da grande abundância dos teus encantamentos. Porque dizes no teu coração: nós nos enriquecemos e de nada temos falta? Não sabeis que sois pobres, que sois e cegos e que estais nus? (Isaías 47; Apocalipse 3:17 e 18:7).

A Igreja primitiva julgará esta geração de cristãos e a condenará, pois se eles estivessem em nosso lugar, com a mesma liberdade para adorar e anunciar ao Senhor como nós temos e a facilidade dos transportes de hoje em dia, há muito que o mundo todo teria ouvido a mensagem do Evangelho. Os mártires dos primeiros séculos levantarão de seus tronos no Dia do Juízo e julgarão e condenarão os nossos shows gospel, as nossas negociatas com Deus, as nossas ofertas sacrificiais, os nossos seminários outorgantes de ministros, nossos louvores ensaiados, nossos títulos ministeriais, nossa piedade interesseira, e a nossa falsa adoração. Sim, eles nos condenarão, porque se eles vivessem nos dias de hoje com o fácil acesso às Escrituras e à alfabetização como nós temos, não permitiriam que falsos mestres conduzissem o rebanho do Senhor ao inferno.

Ai dos profetas insensatos, que seguem o seu próprio espírito e que nada viram. Os teus profetas, ó Israel, têm sido como raposas nos desertos. Não subistes às brechas, nem fizestes uma cerca para a casa de Israel, para que permaneça firme na peleja no dia do Senhor. Viram vaidade e adivinhação mentirosa os que dizem: O Senhor diz; quando o Senhor não os enviou; e esperam que seja cumprida a palavra [Ezequiel 13:3-6].

Não meus irmãos, o Espírito Santo não está mais entre nós, pois ele fica onde é querido e permanece onde é buscado. Deus dá o Seu Espírito aos que lhe obedecem; aos fiéis e não aos mornos, porque aos mornos ele os vomita da Sua boca. O Espírito Santo não está no nosso meio, não a com o peso (kaved) da Sua majestosa glória (kavod) a qual estremece o lugar onde se faz presente, e que move os alicerces das edificações, e que enche toda a casa onde o Senhor é invocado de tal forma que ninguém conseguirá mais permanecer em pé, mas somente de joelhos ante a Sua face, diante da qual os corações serão desnudos e os pecados ocultos revelados e expurgados. Amém!


Templo de Jerusalém em chamas sendo saqueado pelo exército romano.
Porque o Senhor estará conosco, enquanto nós estivermos com Ele; se O buscarmos, O acharemos; mas se O deixarmos, Ele nos deixará [2 Crônicas 15:2].

L. M. S.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

CONVÉM QUE ELE CRESÇA E EU DIMINUA.

Estive lembrando do início de minha consciência de pecado; acho que foi por volta dos seis aos nove anos de idade. Nesse tempo comecei a discernir coisas como boas ou más. Foi também nesse tempo que tomei ciência do Evangelho, pois nasci em um lar evangélico, muito embora não nos chamássemos assim, mas de crentes; e na minha tenra idade pude sentir o amor de Jesus Cristo o qual produziu em mim entranhável e inexplicável afeição por Ele. Hoje, olhando para trás, entendo o que está escrito em 1 João 4:19 – “Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro”.

Naquela época eu gostava de assistir filmes de bang-bang, de ficção científica e de ação, mas aos poucos os meus heróis da TV começaram a cair em meus conceitos, pois eles matavam outras pessoas, eles atiravam, eles brigavam, explodiam os lugares onde os seus inimigos estavam...  Eu tentava adequá-los à minha crença, e pensava: “Eles estão matando, mas apenas os maus”; mas isso ainda soava errado porque Jesus me fez sentir o amor e o amor não faz mal e eu não queria machucar a ninguém... Só sei que as coisas “não batiam”, não se encaixavam com a fé cristã, mesmo que eu não soubesse praticamente nada da fé cristã. Mas eu amava a Jesus e sabia que Ele me amava, pois sentia o Seu amor em meu coração.

Conforme os anos se passaram e eu fui crescendo, o amor irrestrito perdeu seu espaço dentro de meu coração e outro sentimento passou a ocupar-lhe a vacância deixada. Aos poucos, o ódio pelos maus me pareceu certo, e a retribuição na mesma medida aos atos injustos, equidade. Mas tudo isto fez com que o meu amor por Cristo Jesus se esfriasse e que a sua chama quase se apagasse... Creio ser por isso e por outras coisas que Jesus disse aos seus discípulos se eles não se convertessem e se tornassem como meninos jamais veriam o Reino de Deus.

As pessoas estão preocupadas em conhecer a Palavra de Deus da maneira errada, pois elas estudam a Bíblia, e leem livros, e ouvem opiniões de especialistas, e buscam conhecer as palavras nos originais do hebraico e do grego, e leem mais livros, consultam os dicionários e buscam tantas outras coisas, mas se esquecem que Deus é nosso Pai e que somos as Suas criancinhas, e que as Suas criancinhas só precisam do Seu leite racional não falsificado para crescer no Seu Espírito.

Ó Senhor! Deixa-nos ter fome e deixa-nos ter sede como Tu fizeste ao Teu povo no deserto de Zim, pelo caminho do mar, nas terras de Edom. Sacia-nos da água da rocha e do maná do céu para que aprendamos que nem só de pão vive o homem, mas de toda a Palavra que saiu da Tua boca. Uma criancinha soube disso e os que ainda mamavam no peito, reconheceram, mas nós adultos já nos esquecemos. Ah! Que gostoso é estar debaixo das Tuas asas meu Deus, como fazem os pintainhos quando se aconchegam à sua mãe. Ah! Como é bom descansar à Tua sombra e ali, seguros dos perigos, permanecer. Ó Senhor, chama-nos! Chama-nos, pois ouviremos a Tua voz! Porque há muito o Senhor nos apareceu dizendo: "Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí"...  

Quando Jesus entrou em Jerusalém montado numa jumenta com seu jumentinho, as pessoas puseram suas vestes no caminho e outras, ramos de árvores pelo chão; e diziam: “Hosana ao Filho de Davi”, bendito o que vem em Nome do Senhor...; aí toda a cidade se alvoroçou dizendo: Quem é este? E a multidão respondia: este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia... Mas, dentro do Templo Jesus ouviu outras vozes, eram alguns meninos que clamavam: “Hosana ao Filho de Davi”; destes pequeninos Ele disse: “Da boca dos meninos e das crianças de peito tiraste o perfeito louvor”.


Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus. (Mateus 18:4).

L. M. S.     

domingo, 7 de maio de 2017

UMA VEZ SALVO, SEMPRE SALVO?

Se me perguntarem sobre a predestinação, ou da doutrina da eleição, e dos cinco pontos da fé estabelecidos no Sínodo de Dort, eu responderei a questão assim: “Senhor, meu coração não se elevou nem meus olhos se exaltaram. Não me exercito em grandes assuntos nem em coisas elevadas para mim; decerto, eu fiz calar e sossegar a minha alma; qual criança desmamada para com sua mãe, tal é minha alma para comigo. Espera Israel no Senhor desde agora para sempre” (Salmo 131).

Creio que alguns não entenderão a minha resposta e aí poderão perguntar se tenho certeza da minha salvação; não, não tenho certeza da “minha salvação”, mas tenho certeza da salvação em Cristo Jesus pelo Seu sangue expiador; tenho certeza da obra completa de Cristo no Calvário, pois creio que Deus estava em Jesus reconciliando o mundo Consigo mesmo; tenho plena convicção de que Jesus morreu em meu lugar e que ressuscitou para justificar-me diante de Deus Pai. Portanto esperarei NEle e não em mim; confiarei no Seu sacrifício e não no meu coração; temerei ao Senhor com o temor que Lhe é devido; temerei e tremerei da Sua Palavra para que a minha alma não se ensoberbeça e eu venha cair em laço, pois sou apenas um ramo enxertado (eu não sustento a raiz, mas sou sustentado por ela) e se Deus não poupou aos naturais... Considerarei em mim a bondade e a severidade de Deus (Rom. 11:17-22), pois maldito é o homem que confia no homem (Jeremias 17:5).

Seminaristas estão se ocupando das coisas erradas, pois Calvino ou Armínio não foram apóstolos de Cristo e as suas conjecturas não são as Escrituras; os cinco pontos do calvinismo não contêm a inspiração divina das Escrituras, e o Sínodo de Dort foi apenas mais uma reunião de homens corrompidos estribados em seus corações enganadores; o Espírito Santo não fez parte disso.

Eis que a sua alma está orgulhosa, não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá. (Habacuque 2:4).

Viver é uma luta segundo após segundo; o viver pela fé é uma batalha travada no espírito e na carne e não um recreio; necessitamos de perseverança para que depois de havermos feito a vontade do Senhor permaneçamos firmes na fé (Hebreus 10:36), porque Deus é soberano e nós, apenas pó.

“Mas” o justo viverá pela fé; e, “se” ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. Nós, “porém”, não somos daqueles que se retiram para a perdição, “mas” daqueles que creem para a conservação da alma. (Hebreus 10:38,39).

A Palavra do Senhor está repleta de “se”, “mas” e “porém”; isto para indicar que não devemos confiar em nós mesmos, mas nos submetermos a Deus para resistirmos ao diabo que anda rugindo como um leão em derredor; quem vacilar ou relaxar na fé vira presa dele, mas aquele que perseverar até o fim será salvo.

Aos “doutores em divindade” deixo a poesia cantada aos cristãos em Roma:

Ó Profundidade das riquezas, tanto de sabedoria como e da ciência de Deus! Quão insondáveis são os Teus juízos e quão inescrutáveis são os Teus caminhos! Pois, quem conheceu a mente do Senhor para ser o Seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a Ele para que seja recompensado? Porque DEle, e por meio DEle, e para Ele são todas as coisas. A Ele seja, pois, toda a glória eternamente. Amém! (Epístola aos Romanos 11:33-36).

“E a semente de Deus permanece nele...” (1 João 3:9).

L. M. S.        

sexta-feira, 5 de maio de 2017

A FÉ E O SACRIFÍCIO.


Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício (oferta) do que Caim, pelo qual (pelo sacrifício) alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons (aceitando a oferta), e por ela (pela fé), depois de morto, ainda fala. (Hebreus11:4).

O sacrifício oferecido por Abel foi aceito porque foi feito por fé e não por obras, assim também as boas obras são aceitas somente se forem oferecidas a Deus pela fé NEle. Uma vida piedosa pode ser agradável a Deus por causa da fé e não o contrário, porque tudo o que não vem da fé é pecado (Rom. 14:23); as boas obras dos justos apenas confirmam a justiça que provém da fé, porque Deus as fez para que os Seus servos andassem por elas (Ef. 2:10); só a fé pode agradar a Deus e é por isso que Ele recebe as boas obras geradas por fé, pois aquele que afirma que está NEle, deve andar como Ele andou (1 João 2:6).

O ALTAR SANTIFICA A OFERTA (Mateus 23:19).

A fé é o fogo que consome o holocausto e levanta a sua fumaça fazendo-o subir como cheiro suave até as narinas de Deus. Obras sem fé são os sacrifícios sem o fogo do altar, elas não podem chegar por si mesmas até os céus; a fé sem obras é o fogo do altar sem o sacrifício, portanto, morta, pois o propósito do altar é de oferecer dons a Deus e o melhor dom a ser ofertado pelo crente piedoso em seu altar, isto é, em seu coração não são os bens materiais, mas aquele que o Senhor mesmo proveu, ou seja, Cristo Jesus, o Cordeiro de Deus. Não entendam mal; Jesus ofereceu-se por sacrifício perfeito ao Pai para remir-nos de todo o pecado, porém se alguém não crê na suficiência desse sacrifício, sua vida e suas obras não serão agradáveis a Deus, pois seu "altar" está desprovido do "fogo" da fé (Hebreus 11:6).

Mas a justiça que é pela fé diz assim: Não digas em teu coração: Quem subirá ao céu? (isto é, a trazer do alto a Cristo). Ou: Quem descerá ao abismo? (isto é, a tornar a trazer dentre os mortos a Cristo). Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, a saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. (Romanos 10:6-10).

L. M. S.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

ONDE ESTÁ O DEUS DE ELIAS? (2 Reis 2:14).

... Se o Senhor é conosco por que nos sobreveio tudo isto? E que é feito de todas as maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito? Porém, agora, o Senhor nos desamparou... (Juízes 6:13).

Creio que viver pela fé tem haver com o que Jesus disse sobre “negar-se a si mesmo”, isto é, o que eu quero não importa, mas sim o que Deus quer; pois eu quero ver para crer, mas Deus quer que eu creia ainda que cego; eu quero ser forte para vencer as lutas e as provações, mas Deus quer que eu seja fortalecido nas lutas e provações; eu quero ter abundância de bens, mas Deus quer que seja fiel no pouco...

Nós crentes ouvimos desde sempre que Deus operou sinais e maravilhas no passado. Muitos prodígios foram realizados por Jesus e seus discípulos; os Evangelhos estão cheios de relatos das maravilhas operadas por Deus; o Livro de Atos confirma que o Senhor permitia que pelas mãos dos seus servos se fizessem muitos milagres. Mas... E agora? Onde estão as curas?

Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens (1 Cor. 15:19).

Precisamos entender que há condições para que Deus opere seus sinais, e as exigências são: obediência da fé, ou seja, fé com compromisso, a fidelidade; amar a Deus e ao próximo, isto é, crer Nele e compadecer-se das misérias dos outros; odiar o pecado, rejeitar o mal e buscar a santidade em Deus; suportar (dar suporte – apoio – sustentação) e orar uns pelos outros. Todos estes atos se traduzem numa vida de comunhão no Espírito Santo.
Outro item importante é que os sinais “seguiriam” somente os que cressem na Palavra de Deus, pois os milagres são a confirmação do Espírito Santo à Palavra pregada (Marcos 16:17-20). O Senhor não dá pérolas aos porcos nem as coisas santas aos cães (Mateus 7:6), porque do “pão que desceu do céu” só podem comer os creem que Cristo é o “pão da vida” (Mateus 12:4, João 6:32-48).

... e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos. (Atos 2:42-47).

O amor a Deus e ao próximo é a receita para que o Espírito Santo permita que os sinais e maravilhas se manifestem e é por isso que não os vemos mais nas igrejas, senão as falsas manifestações.

A carnalidade das igrejas de hoje não traduz o pentecostalismo bíblico; o que está havendo nas igrejas atuais é que por falta do ensino das Escrituras elas estão descambando para as superstições e mentiras, pois ignoram que o princípio da sabedoria é o temor do Senhor e que tudo o que dantes foi escrito na Bíblia, para nosso ensino foi escrito (Rom. 15:4), pois essas manifestações não são espirituais, senão carnais. Até mesmo onde havia manifestações verdadeiras do Espírito Santo como na igreja de Corinto, foi necessário que o apóstolo Paulo interviesse porque, ela abundava nos dons, porém era ignorante quanto ao seu devido uso e fins e, além disso, tolerava em seu meio o partidarismo, o adultério, a injustiça e consequentemente a bagunça, permitindo assim, que o Nome de Cristo e Seu Evangelho fossem caluniados por incrédulos, muito semelhante às denominações de hoje. 

Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, donde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; e se não, brevemente virei a ti, E REMOVEREI DO SEU LUGAR O TEU CANDEEIRO, se não te arrependeres. (Apocalipse 2:4,5).

Os cristãos verdadeiros sofrem angústias por causa da corrupção que se instalou nas Igrejas atuais, da mesma maneira que sete mil fiéis remanescentes de Israel devem ter sofrido por causa das abominações desoladoras institucionalizadas por Jezabel (1 Reis 19:18), ou como os judeus cativos choravam por Jerusalém destruída, nas margens dos rios de Babilônia (Salmos 137; Ezequiel 1:1,2); contudo, embora não vejamos mais os prodígios do Espírito, sabemos que o justo pela sua fé viverá, pois mesmo que a figueira não floresça, e que não haja fruto na vide, e os campos não produzam o cereal; e mesmo ainda que as ovelhas sejam roubadas, e nos currais não haja mais o gado; todavia nós nos alegraremos no Senhor, e exultaremos no Deus da nossa salvação, porque o Senhor é a nossa força e Ele nos fará andar nas alturas (Habacuque 2:4 e cap. 3:17-19).
    
Voltemos ao primeiro amor!

L. M. S.