MANANCIAL

MANANCIAL
"Jardim fechado és tu, minha irmã, esposa minha, manancial fechado, fonte selada". (Cânticos 4:12)

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

A IGREJA DE ROMA NOS SEUS PRIMÓRDIOS.

Muito pouco se tem falado ou escrito a respeito dos primórdios da Igreja de Cristo em Roma, do ponto de vista histórico. Sabemos que o apóstolo Paulo, ao escrever sua carta à Igreja que estava em Roma, sabia que ali se encontrava um grupo de crentes fiéis que apresentavam uma fé consolidada e firmemente estabelecida na Palavra de Deus.

Paulo já havia feito duas viagens missionárias e se encontrava em sua terceira, rumando de Cencreia, distrito de Corinto, cerca de sete km desta, para Bereia, regressando a Jerusalém, não sem antes propagar o Evangelho de Cristo em várias outras cidades da Europa.

Sabemos por inferência das narrativas constantes do livro de Atos, que os judeus deram muito trabalho a Paulo. Por inferência ainda, podemos entender que os judeus chegaram a Roma bem antes dos cristãos se tornarem um grupo e se reunirem como igreja. Inscrições nas catacumbas dos judeus em Roma bem como documentos a eles alusivos dão conta de que houve ali alguns conflitos em que vários judeus perderam a vida, ainda entre o segundo e o quinto séculos da era cristã.

Segundo Richardson, havia pelo menos cinco sinagogas em Roma no início do Séc. I, sendo estas de origem hebraica. Havia ainda outras sinagogas provavelmente de prosélitos e amigos dos judeus.
Cícero (cerca de 59 a.C.), em sua apologética a Flaccus, fala de uma grande comunidade judaica em Roma que se reunia em assembleias informais e anualmente enviava ouro para Jerusalém.

Com a perseguição dos cristãos na Palestina e sua consequente dispersão, alguns cristãos, de origem judaica, foram parar em Roma, sendo, a priori, bem recebidos pelos judeus em suas sinagogas. Com o passar dos anos, tanto pela pregação centrada em Cristo, o Messias, como pelo testemunho que ostentavam diante dos seus patrícios ortodoxos, acabaram por ganhar vários deles para Cristo, o Messias tão esperado por eles e que, segundo sua mensagem, havia nascido em Belém, vivido inicialmente na Galileia, saindo de lá para reunir discípulos e pregar as boas-novas da salvação tão esperada pelos judeus hassiditas (hassidim = piedosos), vindo a sofrer a morte na cruz e ressuscitando ao terceiro dia.

Dentre estes estavam Áquila e Priscilla que compreenderam a mensagem de salvação e se tornaram testemunhas e pregadores nas sinagogas da Itália até a expulsão dos judeus de Roma por Claudius, imperador romano, como nos informa Lucas (At. 18.2) e Suetonius, historiador romano. O ano provavelmente era 49, como nos infere Lucas (At. 18.11-12) e a inscrição de Gálio, procônsul da Acaia.

Esta expulsão, segundo Osório, historiador cristão do Séc. V, teve como motivo o ressentimento que tinham contra Cristo, algumas vezes querendo tirar a vida de compatriotas seus, criando, destarte, confusões que poderiam pôr em risco o império, já que muitos judeus eram cidadãos romanos e somente Roma poderia decretar sua execução.

Como Áquila e Priscilla, outros judeus convertidos saíram de Roma e foram para outras regiões. Todavia, o Evangelho cresceu devido à conversão de gentios romanos que se apossaram da graça e se tornaram testemunhas de Cristo em Roma.

O fato é que, alguns anos depois da expulsão dos judeus de Roma, Paulo escreve sua carta endereçada aos cristãos daquela cidade (57). Febe, a quem Paulo encomenda a partir da igreja em Cencreia, é que é ao que tudo indica, a portadora da missiva. Alguns irmãos nela citados converteram-se a Cristo antes de Paulo, o que indica a presença de uma igreja atuante e comunicadora da verdade e da fé em Cristo Jesus.

Não gozando do apreço dos judeus incrédulos, os gentios convertidos formaram sua própria comunidade cristã, recebendo, mais tarde, os irmãos judeus que rompiam com o legalismo judaico em prol do evangelho da graça. Afinal, foram eles que, do Pentecostes em diante, levaram o evangelho para suas famílias e clãs na Europa e Ásia. Foi pela pregação deles que os demais judeus e os gentios se converteram.

Levando-se em conta o conteúdo da Epístola de Paulo aos Romanos, pode-se notar que os cristãos já eram uma comunidade, ou quiçá, várias comunidades naquela cidade[1], alguns dos quais já haviam crido e recebido Cristo antes mesmo de Paulo[2].
Considerando ainda a listagem de nomes de irmãos em Cristo aos quais Paulo recomenda preciosas saudações, pode-se notar uma forte evidência do desenvolvimento de um corpo de cristãos em Roma antes mesmo de ter o apóstolo mantido qualquer contato com os mesmos[3].

A considerar a prioridade dada pelo apóstolo em suas saudações ao casal Áquila e Priscila, percebe-se que estes já haviam retornado a Roma, após terem sido de lá banidos por Cláudio. É, inclusive, bem provável que tenha surgido uma comunidade cristã de gentios independente das sinagogas judias antes mesmo do decreto de Cláudio em 41[4].

COMO O EVANGELHO SE ESPALHOU DE JERUSALÉM A ROMA.

Uma das teorias, por sinal convincente, é a de que dentre os visitantes estrangeiros em Jerusalém havia vários romanos, alguns de origem judaica e outros funcionários e familiares destes que residiam em Jerusalém, embora não sendo de origem judaica[5]. É bem provável ainda que muitos destes romanos visitantes, embora sendo judeus, mantinham a cidadania romana e, ao regressar a Roma convertidos, passaram a se reunir nas sinagogas e a relatar os fatos com a sobeja orientação do Santo Espírito de Deus (promessa cumprida).

Destarte, muitos judeus romanos creram na Palavra e outros, por rebeldia, passaram a persegui-los, ocasionando a ira do imperador Cláudio que acabou banindo os judeus cristãos de Roma.

Um fato interessante é a menção que Lucas faz, em Atos 6.9, de judeus da sinagoga dos libertinos[6]. Se alguns desses judeus receberam e creram no Evangelho, isso tornou possível a sua recepção nas outras regiões, inclusive em Roma[7].

CONCLUSÃO

A julgar pelo exposto, fica até certo ponto claro que judeus convertidos, que não tinham relação com a nata apostólica, levaram o Evangelho até a grande Roma, de onde se espalhou pelas sinagogas localizadas em todo o império, graças ao decreto de Cláudio que, embora banisse os judeus de Roma, não os proibia de ir para outra parte do império, o que promoveu e espalhou a boa semente nas outras regiões.
Coisas de Deus, a Quem toda a honra e toda a glória! Amém!

[1] Romanos 15.22-24.       
[2] Romanos 16.7.
[3] Romanos 16.1-16.
[4] James C. Walters, “Romans, Jews, and Christians: The Impact of the Romans on Jewish/Christian Relations in First-Century Rome,” in Judaism and Christianity in First-Century Rome (ed. Karl P. Donfried and Peter Richardson; Grand Rapids: Eerdmans, 1998), 177.
[5] Pedro emprega o verbo epidemeo (epidhmew), o que indica que eram visitantes de Roma alojados em Jerusalém para as comemorações da festa da Páscoa. O termo ainda abriga os romanos que, por força de governo autoridade imperial, residiam por muito tempo em Jerusalém.
[6] O termo é latino e se aplica aos judeus de cidadania romana que foram libertos por seus compatriotas abastados que já viviam na Itália de há muito.
[7] Schnabel, Christian Mission, 805; Bruce, “Romans Debate,” 178, Cranfield, Romans, 790.


Postado por: FugadeRoma@blogspot.com 

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

A DECEPÇÃO DE PAULO (Atos 21:17-26).

Paulo, ao retornar da terceira viagem missionária, no segundo dia de sua chegada em Jerusalém, reuniu-se com Tiago e os anciãos da Igreja e relatou as grandes obras que Deus fizera por meio de seu ministério entre os gentios; ao ouvirem suas palavras, deram glórias a Deus, porém, eles também tinham algo para relatar...

O apóstolo Paulo, em suas viagens evangelísticas, sofreu muitas afrontas por parte dos judeus, e isto aconteceu porque levava consigo o vinho novo de Cristo e o dava tanto a judeus como a gregos; e porque pregava a verdade da Palavra de Deus, foi perseguido, caluniado e açoitado. Quando em Corinto, após ter anunciado a Cristo na sinagoga local, alguns judeus creram, outros, porém blasfemaram; então ele os deixou e concentrou-se em evangelizar os gentios. Tempos depois, os judeus blasfemadores se levantaram contra Paulo e o conduziram ao tribunal de Gálio acusando-o de ensinar coisas contrárias à Lei de Moisés. Por isso, numa tentativa de apaziguar os ânimos judaicos contra o seu Evangelho, o apóstolo fez uma tolice: um voto de nazireu (Atos 18:18). Certa vez, Paulo escreveu assim: “Fiz-me judeu para ganhar os judeus” (1 Coríntios 9:20); mas esse ardil não funcionou como o esperado; alguns anos mais tarde, em Jerusalém, no próprio seio da Igreja, os falsos crentes o acusaram de dissolução (Atos 21:20,21). Este fato ocorreu aproximadamente dez anos após o Concílio de Jerusalém o qual fora instaurado por causa de fariseus que abraçaram a fé em Cristo, mas que não se despojaram da “carcaça mosaica”, e queriam fazer com que gentios convertidos à fé guardassem também a lei de Moisés, porém a decisão do Concílio favoreceu a verdade. Contudo, os anos se passaram e os judaizantes tornaram-se maioria na Eclésia fazendo-a regredir, pois os rumos a partir do Concílio não avançaram. Esperava-se algo melhor daquela Igreja que viu e chorou a morte de Estevão pelas mãos dos “zeladores da Lei” (Atos 6:11-14, e 7:51-60, e 8:1,2), esperava-se que os crentes de Jerusalém tivessem deixado dos rudimentos do mundo e evoluídos para a fé perfeita em Cristo Jesus, mas não foi isto que aconteceu (Hebreus 5:11-14 e 6:1,2).

Tiago contou ao apóstolo que muitos judeus que aceitaram Jesus continuavam “zelosos da Lei de Moisés”. Estes crentes judaizantes tinham informações de que Paulo ensinava aos compatriotas em outras nações a se apostatarem de Moisés... Que decepção! O ponto de partida do Evangelho voltara à Lei; os que receberam o vinho novo diretamente de Cristo, guardaram-no em odres velhos. Foi por causa desse “zelo sem entendimento” (Romanos 10:2) que Estevão foi morto, e nem assim a Igreja de Jerusalém se deu conta do mal que permitiu adentrar suas portas.

Como o cão torna ao seu vômito, assim o tolo repete a sua estultícia. (Provérbios 26:11).

Esse negócio de manter as aparências foi extremamente condenado por Cristo, e Ele mesmo disse aos fariseus hipócritas: Raça de víboras! Como vós sendo maus podeis dizer coisas boas?... (Mateus 12:34). Talvez mais tarde Tiago tenha compreendido que não se pode colher uvas de espinheiros, nem figos do abrolhos (Lucas 6:44), já que ele mesmo escreveu coisa parecida em sua epístola, só que de forma mais branda (Tiago 3:11,12).

Ouvi a palavra do Senhor, vós poderosos de Sodoma; dai ouvidos à lei do nosso Deus, ó povo de Gomorra. De que Me serve a Mim a multidão de vossos sacrifícios? Diz o Senhor. Já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; nem Me agrado de sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecer perante Mim, quem requereu isto de vossas mãos, que viésseis a pisar os Meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para Mim abominação, e as luas novas, e os sábados, e a convocação das assembleias; não posso suportar iniquidade com ajuntamento solene. As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a Minha alma as odeia; já Me são pesadas; já estou cansado de sofrê-las. (Isaías 1:10-14).

É isso aí, “crentões”, mantenham as aparências para que o “Templo de Herodes” continue de pé e mais e mais fariseus sejam congregados à Igreja, “encham a medida dos vossos pais”, para os quais a Escritura só consistia em mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, um pouco aqui e um pouco ali (Isaías 28:13); voltem à purificação na carne e não no Espírito, circuncidem os vossos prepúcios e não os vossos corações, e sejam presos, e torne-se-lhes a “mesa” em laço e caiam para traz... (Salmos 69:22).

... Falsos irmãos que se intrometeram, e secretamente entraram para espreitar a liberdade que temos em Cristo Jesus, e nos pôr em servidão (Gálatas 2:4).

Para apaziguar o Evangelho com o judaísmo, Tiago e os demais coagiram Paulo a praticar o rito mosaico do nazireado e juntar-se a outros quatro judeus que de antemão se prepararam para esse fim. Cegos conduzindo outros cegos! E olha que isto aconteceu na Igreja que anos atrás recebera a virtude do alto, o Espírito Santo de Deus para dar testemunho da verdade. Esses mesmos judeus que estavam passando fome, e que pelas mãos de Paulo e de outros recebiam ajuda financeira dos gentios, o abandonaram na sua fé só porque desejavam ficar de bem com os costumes e as tradições.

Isaías 28:9,11,12,14-18 – A quem, pois, se ensinaria o conhecimento? E a quem se daria a entender doutrina? Ao desmamado do leite, e ao arrancado dos seios?... Assim por lábios gaguejantes, e por outra língua, falará a este povo. Ao qual disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério; porém não quiseram ouvir... Ouvi, pois, a palavra do Senhor, homens escarnecedores, que dominais este povo que está em Jerusalém. Porquanto dizeis: Fizemos aliança com a morte, e com o inferno fizemos acordo; quando passar o dilúvio do açoite, não chegará a nós, porque pusemos a mentira por nosso refúgio, e debaixo da falsidade nos escondemos. Portanto assim diz o Senhor DEUS: EIS QUE EU ASSENTEI EM SIÃO UMA PEDRA, UMA PEDRA JÁ PROVADA, PEDRA PRECIOSA DE ESQUINA, QUE ESTÁ BEM FIRME E FUNDADA; AQUELE QUE CRER NÃO SE APRESSE. E regrarei o juízo pela linha, e a justiça pelo prumo, e a saraiva varrerá o refúgio da mentira, e as águas cobrirão o esconderijo. E a vossa aliança com a morte se anulará; e o vosso acordo com o inferno não subsistirá; e, quando o dilúvio do açoite passar, então sereis por ele pisados.

A destruição de Jerusalém no ano 70 d. C. foi providência divina, pois esses crentes que se acomodaram em Jerusalém do mesmo modo que Ló se acomodara em Sodoma, tiveram suas casas destruídas, seus bens saqueados, perderam amigos e familiares e a sua “aliança com a morte foi desfeita”.

Se porventura houver cinquenta justos na cidade, destruirás também, e não pouparás o lugar por causa dos cinquenta justos que estão dentro dela?... Então disse o Senhor: Se Eu, em Sodoma, achar cinquenta justos dentro da cidade, pouparei a todo o lugar por amor deles. (Gênesis 18:24,26).

L. M. S. 

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

EVANGELHO DENOREX.

Por Sebastião Dos Passos Machado.
Uberlândia – MG 

SHAMPOO DENOREX


No Brasil, a mídia veiculou uma campanha para vender um xampu anticaspa. A propaganda na TV dizia que "Denorex" tinha cheiro, cor e gosto de remédio, mas não era remédio. Denorex, o novo xampu, prometia acabar com as caspas. Por isso, "Denorex" ganhou o estigma "daquilo que parece, mas não é".

Ao pensar neste produto faço uma conexão com o Evangelho. Pois, falsos profetas estão pregando um "evangelho Denorex". Ele tem cheiro, cor e gosto de boas novas, mas é Denorex, um pseudo-evangelho. Este não tem a essência do remédio de Deus que perdoa os pecados pelo sangue de Jesus Cristo. O evangelho Denorex não chama as pessoas ao arrependimento e fé, não fala sobre carregar a cruz e nem ensina que o compromisso com Cristo requer renuncia de si mesmo. Ao contrário, a mensagem Denorex, promete o céu aqui na terra. Proclama que o crente de "fé" pode todas as coisas, tem o direito a saúde perfeita, bens materiais e uma vida sem sofrimento.

EVANGELHO DENOREX 1
O cristão autêntico precisa rejeitar este espírito materialista que penetrou os arraiais da Igreja. Paulo admoestou o pastor Timóteo a se engajar nesta batalha: "você, porém, homem de Deus fuja de tudo isso... combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna..." - (I Tm 6:11-12, NVI). Nesta passagem Paulo fala sobre o "desejo de ficar rico". E o apóstolo afirma que algumas pessoas se desviaram da fé cristã para seguir o evangelho Denorex por causa do amor ao dinheiro. Paulo nos deu exemplo da sua luta contra este pseudo-evangelho até o final: "combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé..." - (II Tm 4:7-8 - NVI).

EVANGELHO DENOREX 2
 Judas também advertiu os cristãos para lutarem contra o evangelho Denorex: "Amados, embora estivesse muito ansioso por lhes escrever acerca da salvação que compartilhamos, senti que era necessário escrever-lhes insistindo que batalhassem pela fé de uma vez por todas confiada aos santos" – (Jd 3, NVI).


CEGOS CONDUZINDO OUTROS CEGOS

EVANGELHO DENOREX 3
Amados, Deus confiou aos cristãos a mensagem da Cruz. O Evangelho é a verdade revelada de Deus e, é este, o autentico remédio que cura o homem de todo o mal. Por isso, exorto vocês a se afastarem do evangelho Denorex, pois ele tem cor, cheiro e gosto de remédio, mas não cura ninguém. Deus nos abençoe!

EVANGELHO DENOREX 4

Revista: ULTIMATO ONLINE – Palavra do Leitor.

07 de AGOSTO de 2.008.

LEVANTA-TE, MATA E COME.

Os três verbos (ações) para um pescador de almas. (Atos cap. 10).

O evangelista (pescador de almas) tem, no labor do Evangelho, a incumbência da execução de três ações que determinarão seu futuro de obreiro aprovado: levantar-se, matar e comer. Parece meio estranho esta referência com o evangelismo, visto que a pregação do Evangelho em nossos dias afastou-se em muito da ordenança prescrita na Palavra de Deus, mas o que digo é bíblico, portanto, eficaz.

Antes de ser chamado à casa do Centurião Cornélio para pregar a Palavra de Deus, Pedro, com fome, esperando que o almoço lhe fosse preparado, pois já era a hora sexta, isto é, por volta do meio dia; teve um “arrebatamento dos sentidos”. No êxtase viu “o céu aberto” e dele descer como que um grande lençol “atado pelas quatro pontas” contendo toda sorte de animais da Terra: quadrúpedes, feras, répteis e aves. Logo a seguir, uma voz lhe é dirigida: Levante-te, Pedro, mata e come...


Os judeus sempre foram adeptos de uma religião ascética, mas não do ponto de vista positivo da palavra, mas de uma separação hipócrita e soberba que julgava os gentios imundos, e esqueciam-se de que Deus os havia separado dos demais povos, não para que eles vivessem na sua “panelinha religiosa”, mas para serem mediadores do Altíssimo a todas as nações da Terra, levando-as ao conhecimento e à adoração do único Deus (Gênesis 28:14 – “...em ti e na tua descendência serão benditas todas as nações da Terra”).

Devido ao ascetismo judaico, os israelitas não permaneciam nem debaixo do mesmo teto que os incircuncisos, e que dirá comer com eles (Atos 11:2,3), porém essa era uma interpretação errônea da Lei Mosaica (Levítico 18; Deut. 20:10-18). Contudo a Lei distinguia o que comer e o que não comer (Lev.11), pois Deus visava um povo saudável.

Pedro, sendo israelita, guardava o mandamento de não comer animais que, segundo a Lei eram impuros, mas também observava pela tradição judaica que não era “lícito” achegar-se a estrangeiros, porém Deus mostrou-lhe que ninguém é melhor do que ninguém (Atos 10:14,15,28).

“Levanta-te, Pedro, mata e come” (Atos 10:13).

1. LEVANTA-TE – Jesus ordenou ao paralítico de Cafarnaum: LEVANTA, TOMA O TEU LEITO, E VAI PARA TUA CASA (Marcos 2:11); e ao homem que jazia enfermo no tanque de Betesda disse: LEVANTA-TE, TOMA O TEU LEITO, E ANDA (João 5:8); e também exortou aos seus discípulos dizendo: Se alguém quiser vir após Mim, RENUNCIE-SE A SI MESMO, TOME SOBRE SI A SUA CRUZ, E SIGA-ME (Mateus 16:24, Marcos 8:34; Lucas 9:23). O que podemos entender da ordem de LEVANTAR-SE àqueles que foram libertos por Cristo e chamados ao Seu Evangelho é que as vontades da carne devem ser renunciadas e substituídas pela vontade do Pai. Os pregadores pecam por não obedecer esta ordenança de dizer não à carne e seus devaneios; pois todas as invencionices de mentes carnais produzem os mais variados ardis visando transformar as Igrejas em locais atrativos aos pecadores, contudo, na verdade, esses ardis nunca produzirão crentes verdadeiros, mas apenas ímpios chamados de cristãos.

Escrevendo estas linhas, lembro-me agora do profeta Jonas que chegando lá em Nínive não “inventou moda”, mas pregou apenas o que Deus lhe mandou: “E começou Jonas a entrar pela cidade caminho de um dia, e pregava, dizendo: Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida” (Jonas 3:4). Viram? Jonas nem se preocupou com apresentações pessoais, ele sequer mostrou suas “credenciais de profeta”, se é que profeta precisa de credenciais. Sabe? “Eu sou o profeta Jonas, filho de Amitai, da nação de Israel”. Não! Ele não fez isso, mas apenas contentou-se em dizer o que Deus lhe mandou e a sua pregação foi eficaz, pois produziu frutos em toda a grande cidade, desde o menor até o maior, desde o servo até o rei; porque anunciando Jonas a Palavra do Senhor sem tirar-lhe um “jota” e nem acrescentar-lhe um “til” (Deut. 12:32; Mateus 5:18), os homens de Nínive creram em Deus; e proclamaram um jejum, e se humilharam perante o Senhor (Jonas 3:5).

2. MATA – A Bíblia nos é apresentada como uma ESPADA do Espírito (Efésios 6:17), aguda de dois fios (Apocalipse 1:16 e 2:12) e mais penetrante do qualquer outra de dois gumes (Hebreus 4:12). A utilidade de uma espada bem afiada é ferir e MATAR. Sim, ferir e matar a velha natureza para que a nova nasça. O evangelismo é débil porque a Espada da Palavra foi substituída por palavras suaves aos sentidos dos ouvintes e massagear-lhes o ego. Porém, a Palavra da Verdade deve cortar a carne, e provocar-lhe dor, e penetrá-la até atingir-lhe a alma. Jesus não suavizava suas pregações, aos hipócritas Ele os chamava de hipócritas, e aos ignorantes ensinava a verdade. Pedro, o discípulo que “fez a lição de casa”, cheio do Espírito Santo no dia de pentecostes, explicou que o quê estava acontecendo era o fim dos tempos predito pelo profeta Joel, e aproveitando o ensejo anunciou a Jesus Cristo como Senhor e também como o Salvador de todos os que invocassem o Seu Nome, e ainda acusou os seus ouvintes de terem matado o Cristo pelas mãos dos romanos, e por fim pregou-lhes a boa nova da ressurreição de Jesus Cristo predita há muito tempo por Davi no Livro dos Salmos (Atos 2:16-37). Sabem o que aconteceu logo em seguida?! Os ouvintes se sentiram pesarosos em seus corações, arrependidos pelo que fizeram, e ali Deus acrescentou quase três mil almas de uma só vez à Igreja. O sucesso dos apóstolos nunca foi a capacitação pessoal de cada um na filosofia grega ou a psicologia freudiana, mas somente no falar de Cristo segundo o que Cristo lhes falou: “... E ser-me-eis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda Judeia e Samaria, e até os confins da Terra” (Atos 1:8).

3. COME – Deus chamou primeiro os judeus ao Evangelho e só depois os gentios, porque era necessário que àqueles aos quais se confiaram os oráculos do Senhor recebessem a boa nova antes dos demais, porém Jesus disse que suas testemunhas deveriam evangelizar toda a Terra sem distinção, isto é, a Igreja de Cristo “comeria”, comungaria, levaria para dentro de si, seria composta e absorveria povos de todas as tribos e nações do mundo, e levaria toda carne ser uma só no Corpo de Cristo. Os que se separam uns dos outros por questões étnicas ou sociais, não são e nunca foram de Jesus, porque esses facciosos não têm parte na Sua Igreja, pois o Corpo de Cristo é indivisível (João 19:36).

Na casa de Cornélio, Pedro lembrou-se das Palavras do Senhor: “João certamente batizou com água; mas vós sereis batizados com o Espírito Santo”. Pedro quis dizer (e Paulo escreveria mais tarde) que todos os crentes foram batizados em um só Espírito para formar uma só Igreja composta de judeus e de gentios; um só Corpo por meio do qual todos beberiam do mesmo Espírito (1 Cor. 12:13; Ef. 4:4) para glória de Deus Pai.


L. M. S.      

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O ESTADO DE ISRAEL, A NAÇÃO DO ANTICRISTO (2).

A Bíblia diz em Hebreus (Heb. 3:17-19 e cap. 4:1,2) que os israelitas que saíram do Egito, liderados por Moisés, não puderam entrar na em Canaã por causa de sua incredulidade. Então, depois de 40 anos, aquela geração incrédula pereceu no deserto e os seus filhos foram autorizados a entrar na terra de Terra Prometida porque eles criam em Deus. Mais tarde, os filhos de Israel adoraram outros deuses e Deus os expulsou da sua herança e lhes mandou para o cativeiro na Babilônia (Jeremias 11:10-17). Depois de 70 anos, os judeus se arrependeram, e deixaram os seus falsos deuses, então Deus os fez voltar a Israel. E quando os judeus rejeitaram a Jesus Cristo, como o Messias, o Filho de Deus, eles novamente foram removidos da terra de Israel e espalhados pelo mundo, pois quebraram a Aliança que Deus fez com a Casa de Davi, e, portanto Deus os rejeitou como reino e sacerdotes (Oséias 4:6; Mateus 21:46; João 1:11), outorgando a Nova Aliança da fé pelo sangue de Jesus; e de judeus e gentios fez um só povo, a saber, a Igreja de Cristo, a Jerusalém Celestial; e derrubou a parede que nos separava em povos distintos porque na carne de Cristo, a qual foi moída pelos nossos pecados, Deus desfez a inimizade que havia entre judeus e gentios, isto é, a inimizade da lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças; e através de sua oblação perfeita, Cristo criou em Si mesmo dos dois povos (judeus e gentios) um novo homem, isto é, a nova criatura à semelhança do Filho de Deus, nos pacificando com o Pai; e assim pela cruz nos reconciliou (judeus e gentios) com Deus em um só corpo, a Igreja (Efésios 2:14-16).

Então façamos a seguinte pergunta: Esse Estado de Israel que foi criado em 1947, veio existir porque todos os judeus sionistas acreditavam no senhor Jesus Cristo? Claro que não! Até hoje os judeus sionistas não creem em Jesus Cristo, aliás, eles nem creem na Torah, mas no Talmude que são discussões rabínicas sobre a Lei baseadas na “tradição dos anciãos” – condenadas por Jesus (Mateus 15:1-9). Portanto a volta dos judeus à Palestina não foi Deus operando em favor deles, pois esse Israel que está aí nunca foi o povo escolhido de Deus, porque eles não creem em Jesus como o Messias, e não o aceitam como o Filho de Deus (1 João 2:23. Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai...)

Então quem fez os judeus sionistas retornarem para a Palestina? Resposta: O espírito do “anticristo”. Foi o espírito do anticristo quem os trouxe de volta à Palestina; pois foi a ONU a responsável pela criação do Estado de Israel, e operou isto como os braços dos EUA e da Inglaterra, os quais não servem a Deus, mas ao diabo. Portanto parem de exaltar esses escravos de Satanás (EUA/ONU – a Besta; Israel/Jerusalém – a mulher sentada sobre a Besta) como se algo de bom viesse ao mundo por meio deles.


L. M. S.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A PARÁBOLA DO RICO E LÁZARO (Lucas 16:19-31).

Pregadores já expuseram o texto de Lucas dando as mais variadas interpretações, mas sempre fugindo da verdade textual; alguns disseram que a personagem do rico trata da humanidade perdida que se aproveita de tudo o que o mundo lhe oferece; e outros, dentro dessa mesma perspectiva, afirmaram que o mendigo tipifica Jesus; mas... Espera aí! Jesus por acaso iria querer comer das migalhas da mesa do mundo? É claro que não! Com certeza a parábola trata de outra coisa.

Vejamos a Parábola:
19. Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente. 20. Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele; 21. E desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico, e até os cães vinham lamber-lhes as feridas. 22. Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. 23. No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. 24. Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. 25. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; e tu em tormentos. 26. E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós não podem, nem os de lá passar para nós. 27. Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, 28. Porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento. 29. Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. 30. Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. 31. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos. (Lucas 16:19-31).


Se analisarmos verso a verso nós compreenderemos do que se trata:

19. Um homem rico que se vestia de púrpura e de linho fino e se regalava esplendidamente – Os que tinham as Escrituras sempre à mão, ou seja, os príncipes de Israel viviam regalada e esplendidamente todos os dias, pois estudavam-nas diariamente, e as interpretavam ao seu bel prazer; e vestiam-se de púrpura como reis (Juízes 8:26), pois dominavam com rigor sobre o povo (Ezequiel 34:4); e também de linho fino, as vestes dos justos (Apocalipse 19:8), pois aparentavam sê-lo;

20 e 21. Um mendigo coberto de chagas à porta do rico desejando comer das migalhas da sua mesa, com cães lambendo-lhe as feridas – O povo comum de Israel é o mendigo da parábola de Jesus, sim, pois Deus disse pelo profeta Amós muito tempo antes de Cristo vir ao mundo, que enviaria fome na terra; fome, mas não de pão, e sede, mas não de água, mas fome e sede de ouvir as Palavras de Deus (Amós 8:11); os pobres de Israel, chaguentos, com cães lambendo-lhes as feridas, jaziam famintos e doentes mendigando à porta dos príncipes da nação, e desejavam comer das migalhas caídas da mesa farisaica.

22. Morreram ambos; o mendigo foi levado pelos anjos para o descanso eterno, e o rico, para o tormento eterno – Jesus disse que os publicanos e as prostitutas entrariam no reino do céu, e que os fariseus que lhes fechavam a porta, ficariam de fora (ver: Mateus 21:31 e 23:13, Lucas 11:52, João 12:42,43).

23. O rico vê Abraão e o chama de pai – Os príncipes dos judeus se consideravam os filhos de Abraão, pois orgulhosamente exibiam sua linhagem, mas não imitavam as obras de Abraão (João 8:39).   

24 e 25. O rico pede para que lhe refresque a língua, pois está em ardendo tormentos – Os intérpretes da Lei e dos profetas, não ensinavam ao povo a Palavra do Senhor, pois distorciam a verdade e expunham somente o que lhes interessava (Lucas 13:28,29; ver também: Malaquias 2:7,8), portanto, com justiça a língua do homem rico ficou ressequida porquanto o seu corpo queimava em fogo no Hades (Isaías 41:17).

26. Há um grande abismo – Certa vez, os fariseus, ao referirem-se do povo, disseram: “Esta multidão que não sabe a Lei é maldita” (João 7:49). Jesus disse que qualquer se exaltar será humilhado e que quem se humilhar será exaltado; era exatamente o que os chefes do povo faziam criando um abismo entre eles e os pobres de espírito, portanto eles também clamariam, mas não seriam atendidos, pois um abismo seria o pagamento por suas ações (Miquéias 3:1-4).

27 ao 31. O rico tem cinco irmãos – Os fariseus, os sacerdotes, os levitas, os escribas e as tradições; cinco irmãos condenados ao tormento. O rico, então, pede um sinal: “que Lázaro ressuscite para que seus irmãos creiam”; e ele diz: “Manda Lázaro à casa de meu pai para lhes dar testemunho”; mas se nenhum dos irmãos do rico ouvia o que Moisés e os profetas falavam; como eles poderiam crer se alguém voltasse dos mortos? Jesus disse: “Uma geração má e perversa pede um sinal; porém nenhum outro sinal será dado senão o do profeta Jonas” (Mateus 12:38-40 e cap. 16:4). Jesus ressuscitou a Lázaro, e sendo este milagre o maior do seu ministério como homem, os judeus não creram; Jesus deu-lhes o sinal do profeta Jonas quando ressuscitou dos mortos, e mesmo assim os fariseus, os escribas, os sacerdotes, e os príncipes do povo não creram.

A Parábola de Lucas 16 é uma crítica aos religiosos fariseus, escribas e sacerdotes, os quais distinguiam a si mesmos dos demais filhos de Israel; eles eram os sepulcros caiados que, por fora, eram impecáveis, mas por dentro imundos, pois aquilo que dentre os homens é elevado, Deus abomina (Lucas 16:15). E assim são os religiosos que se imunizam dos demais pecadores e se consideram superiores a eles, mas por fim não passam de falsos crentes e de corações incircuncisos.

L. M. S.    

terça-feira, 21 de novembro de 2017

O ESTADO DE ISRAEL, A NAÇÃO DO ANTICRISTO.

Evangélicos de todo o mundo, principalmente os pentecostais, manifestam uma adoração irracional a Jerusalém e ao Estado de Israel. Esses irracionais creem que o anticristo poderá surgir ou do cristianismo, ou do Islamismo, ou da política ocidental e por isso fixam seus olhos na Igreja Católica, nas grandes corporações evangélicas, na religião muçulmana ou então nas superpotências do mundo; vejam que no tempo da “guerra fria” todos evangélicos acreditavam que a “Besta do Apocalipse” figurava os países da “cortina de ferro” (URSS, China etc.), e que do meio comunista o anticristo se revelaria ao mundo. Atualmente, porém, a Rússia está empenhada em resgatar o cristianismo ortodoxo e a China sinaliza uma possível abertura religiosa para os próximos anos, e diante desses fatos, alguns agora dirigem sua atenção para a invasão muçulmana na Europa; contudo esta invasão islâmica decorre como punição pela apostasia do cristianismo ocidental e não da aparição do “homem do pecado”. Portanto, se usarmos um pouco de lógica bíblica, nós compreenderemos que o “iníquo” jamais será revelado assim.

Para sabermos de onde virá o anticristo, deveremos responder esta pergunta: “De onde veio o Cristo”? A resposta é clara: do povo judeu; pois quem esperava a vinda do Messias senão a nação de Israel? Visto que nenhuma nação gentia o aguardava, o apóstolo João assim declarou: “Veio para o que era Seu (o trono do reino de Israel, pois Jesus era o descendente de Davi), e os seus (os súditos do Seu Reino - o povo israelita) não o receberam” (João 1:11). E como a elite judaica rejeitou a Jesus Cristo, então Deus enviou Seu Filho aos pobres e aos desprezados do Seu povo, para conservar dentre eles um remanescente salvo pela fé, por amor aos patriarcas, e por meio desses judeus salvos, os despojos de Israel foram distribuídos a todos os gentios que igualmente creram em Jesus. 


A Bíblia diz que o iníquo fará grandes sinais e prodígios, da mentira, e enganará a muitos; e a adoração ao Estado de Israel é o ponto de partida para a aceitação do anticristo quando ele se revelar o Messias dos judeus, pois muitos evangélicos, católicos e outros grupos cristãos crerão nele por causa dos prodígios que ele realizará. Como isto acontecerá? Muito simples, é só ver a apologia absurda que inúmeros evangélicos fazem, ao afirmar que os judeus são o povo escolhido de Deus; e também as inúmeras igrejas que adotaram em sua liturgia, ritos e símbolos judaicos (kipá, menorah, talit, shofar, peregrinações a Jerusalém, bandeira de Israel, batismo no rio Jordão, etc.).

É preciso lembrar que nós cristãos não esperamos um Messias, isto é, não esperamos a vinda do Cristo em carne, pois Ele já veio em carne e nos salvou da ira e do juízo; agora, O aguardamos como o Filho de Deus vindo em glória e majestade, e não mais como o filho do homem. Porém, já ouvi de algumas pessoas que o homem do pecado falsificará a segunda vinda de Cristo usando de tecnologias de computação gráfica e de hologramas projetados nas nuvens para que creiam nele, porém o sinal do retorno de Jesus em glória será impossível de ser falsificado ou de ser confundido com a revelação do anticristo ao mundo.

Aqueles que esperam o retorno de Jesus Cristo segundo a orientação da Sua Palavra, não ficarão confusos, pois um poderoso sinal inerente a vinda de Jesus acontecerá quando Ele aparecer nas nuvens: OS MORTOS QUE DORMEM NO SENHOR SERÃO RESSUSCITADOS. Imediatamente à manifestação de Jesus nos ares, os sepulcros lançarão para fora os que morreram em Cristo, e estes aparecerão a muitos dos seus conservos, depois disto, os crentes que ficarem vivos para a vinda do Senhor terão seus corpos mortais transformados em corpos imortais e aí, ambos, mortos ressurretos e vivos transformados serão arrebatados juntamente a encontrar o Senhor Jesus nas nuvens. Aqui não há engano ou como enganar-se. Porém, aqueles que não creem verdadeiramente que Jesus é o Cristo de Deus, crerão no anticristo quando ele se manifestar ao mundo, e o acolherão julgando-o ser o ungido do Senhor; crerão na mentira porque amam a mentira.

Vi numa reportagem da TV inglesa que os judeus ortodoxos de Londres não aceitam a existência do Estado de Israel, e creem que a sua criação em 1.948 pelas Nações Unidas é uma “afronta ao Eterno” (veja Isaías 9:9,10), pois, segundo eles, o retorno dos judeus à terra prometida só se daria depois da vinda do Messias, ou seja, só depois que o herdeiro de Davi se manifestar ao judeus. Então, acreditam eles, quando o Messias vier, todos os judeus voltarão à terra prometida (Palestina), pois assim escreveram os profetas (veja Isaías cap. 49, Oséias cap. 14), e jamais por meios dos políticos gentios como foi o caso do acordo sionista com a Inglaterra (Tratado de Balfour) confirmado após a 2ª Guerra Mundial.

Visto que os judeus ainda esperam um Messias em carne e ossos que trará de volta às glórias do passado remoto de Israel, será do meio deles que o anticristo aparecerá, e não do meio cristão ou dos incrédulos. Porque eles desde sempre quiseram um rei humano que os governasse. No tempo dos Juízes eles já rejeitavam ao senhorio do Deus Altíssimo, pois quiseram fazer a Gideão o rei de Israel, mas como ele não quis, depois de sua morte, os israelitas de Siquém fizeram rei a Abimeleque, filho bastardo de Gideão (Juízes 8:22,23 e 9:1-6,22).

Certa vez alguém me falou que nós cristãos deveríamos orar pela paz de Jerusalém, pois quem assim o faz é abençoado por Deus, como está escrito no Livro dos Salmos (Salmos 122:6); mas será que é isto mesmo que o salmista estava dizendo? Com certeza não, o salmista refere-se ao tempo em que havia tronos de justiça em Israel (verso 5), isto é, quando Davi reinava e, profeticamente, ao futuro quando Cristo reinar sobre toda Terra, porém não é isso o que muitos crentes pensam.

Tem uma passagem em 2 Crônicas 19:2 (... Deverias tu ajudar o ímpio e amar os que aborrecem ao Senhor?...) que nos dá a realidade dos fatos para sabermos como nos posicionar diante desse falso Israel de hoje. Nesse capítulo, o profeta Jeú repreende Josafá, rei de Judá, por ter apoiado o rei Acabe na peleja contra a Síria, nação levantada por Deus para punir o ímpio reino de Israel. Acabe era tão perverso que pretendia a morte de Josafá na batalha, e assim anexar o reino do sul (Judá) ao reino do norte (Samaria - Israel) (vejam no mesmo livro, o capítulo 18:1,3,19,28-32).

O apóstolo João escreveu: “Quem é o mentiroso (filho do diabo, pois o diabo é o pai da mentira), senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? (os judeus negam que Jesus é o Cristo) Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho. Todo aquele que nega o Filho, esse não tem o Pai; aquele que confessa o Filho tem igualmente o Pai (1 João 2:22,23). E Jesus disse: Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim. Se vós Me tivésseis conhecido, conheceríeis também ao Meu Pai... (João 14:6,7). 

Infelizmente os cristãos têm-se embriagado com o cálice da Grande Prostituta que se assenta sobre a Besta; cálice de prostituição cujo vinho é vertido diariamente pela TV, pelos livros, pelas escolas, pela arte, pelos jornais, pelas revistas e pelos formadores de opinião que emprestaram suas bocas a Satanás.

Todos os meios de comunicação de massa compõem um sistema midiático mundial que a Bíblia chama de “o falso profeta”, o qual tem o propósito único de destruir os princípios cristãos da sociedade ocidental empurrando-a para a corrupção e assim fazê-la adorar a Besta. Esse sistema tem propositalmente propagado e enaltecido a mentira, seja no âmbito científico, histórico ou jornalístico, convertendo o falso em verdadeiro e o verdadeiro em falso. Portanto, sejam sóbrios e vigiem...

L. M. S.