MANANCIAL

MANANCIAL
"Jardim fechado és tu, minha irmã, esposa minha, manancial fechado, fonte selada". (Cânticos 4:12)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O PECADO.

O que é pecado?

O pecado é rebelião; sim, esta é a melhor definição do que é pecado, porque nele não pensamos em Deus ou em quem amamos, por causa dele desprezamos os bons conselhos, ignoramos a razão e rejeitamos a nossa fé. Foi assim com o primeiro homem e não é diferente conosco.

Como o pecado acontece?

A melhor explicação nós encontraremos nas Escrituras. Vejam o que Tiago escreveu:

“Cada um é tentado quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado, e o pecado sendo consumado gera a morte”. (Tiago 1:14,15).

O que texto nos informa é que as tentações não vêm de fontes externas, mas de dentro de cada indivíduo, isto é, do próprio coração do homem. As coisas que os cinco sentidos captam do mundo ao redor não são as responsáveis pela tentação da carne, mas é o modo que o nosso coração as interpreta por meio duma espécie de “arquivos de paixões” existentes em nós.

Tiago disse: “Cada um é tentado quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência...”; aqui ele explica que é pela própria concupiscência (paixões, desejos carnais) de cada um o meio pelo qual somos atraídos (seduzidos) e enganados e sofremos as tentações; a tentação não está numa outra pessoa, numa jogatina, numa garrafa de bebida, num entorpecente, numa revista pornográfica, numa facilidade para cometer um crime... A tentação está dentro do coração, nas paixões que ele abriga, pois não podemos ser tentados naquilo que não queremos e não desejamos, mas no que cobiçamos somos vulneráveis.

Ser tentado não quer dizer que eu já pequei, pois Cristo também em tudo foi tentado, mas não pecou (Hebreus 4:15); o pecado acontece quando damos vazão aos nossos desejos, quando deixamos que eles nos dominem, quando nos demoramos neles. Ou seja, se vejo algo que me atrai, e esse algo não convém, pois conflita com minha fé, e contraria a moral, e a ética, e fere a minha consciência e a quem amo, não devo dar prosseguimento à contemplação; devo “cortar o mal pela raiz” se quiser preservar-me puro e incontaminado do pecado.

“... havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado”; se eu continuo a olhar para o que me atrai dando seguimento às imaginações da minha mente entregando-me assim às minhas paixões carnais, o resultado desse processo será como “engravidar” a minha própria cobiça que, depois de grávida dará à luz o pecado. Mas mesmo assim há esperança porque mal maior ainda não aconteceu, pois João diz que “há pecado que não é para a morte e há pecado para a morte” (1 João 5:16); sabemos que todos estamos sujeitos às tentações e portanto, se fraquejarmos na fé e no temor pecaremos.   

 “... e o pecado sendo consumado gera a morte”; agora é que a coisa fica difícil. Consumar o pecado é negligenciar tudo o que Deus fez por nós; entregar-se ao ato pecaminoso e consumá-lo é rebelar-se contra tudo e contra todos. Vejamos o exemplo do adultério; o homem casado sente-se atraído por outra mulher, se ele frear seus intentos não terá cometido pecado, porém se ele dá prosseguimento a essa atração com várias imaginações, e pensamentos e sonhos, demorando-se nesses deleites carnais, ele estará engravidando sua cobiça e consequentemente pecará, mas apenas com maus pensamentos, isto é, não pecará para a morte; contudo se consumar o ato traindo sua esposa ele pecará para a morte, pois ferirá profundamente seu lar, e manchará seu leito conjugal.

Sabemos que o sangue de Jesus purifica de todos os pecados. Mas o sangue de Cristo purifica somente quem realmente se arrepende de seus pecados e os deixa, e os confessa e pede perdão aos ofendidos (a Deus e ao próximo), e também restitui o direito àqueles que foram defraudados por causa maus atos praticados.

L. M. S.    

domingo, 1 de janeiro de 2017

O MONSTRO.


Quando criança, eu gostava de assistir filmes de terror, e a minha sessão favorita era o “Cine Mistério”, aquela que passava histórias do Drácula, do Frankenstein e do lobisomem. As películas exibidos naquele tempo não tinham essa violência gratuita como os de hoje, não havia violência explícita, o horror era subentendido, a coisa ficava mais misteriosa por causa das músicas sinistras, pelos cenários góticos de fundo e pela dramaticidade dos atores.  

O filme que me impressionou bastante foi: “O Filho de Frankenstein”; na época eu nem sabia que Frankenstein era o nome do cientista e não da sua criação bizarra, pois para mim um nome tão feio só podia ser de um monstro, porém, na minha ignorância, eu não estava tão errado assim porque o verdadeiro monstro da história era realmente o cientista louco que violava túmulos, decepava membros de cadáveres e os costurava num corpo para criar seu próprio homem, diga-se de passagem, à sua “imagem e semelhança”. Mas o pior de tudo isso é que ele queria ser igual a Deus, pois pensava poder dar vida a tal massa morta de carne e ossos usando da força dos raios de uma tempestade. Embora o monstro de Frankenstein fosse muito feio, ele era apenas uma caricatura; uma expressão grotesca do coração do seu criador. Sim, o seu monstro era apenas o seu espelho!

O usurpador.

O que podemos entender nas Escrituras Sagradas sobre Satanás é que ele se rebelou porque pensou ser igual a Deus e daí tentou usurpar um lugar semelhante ao do Senhor (Isaías 14:13,14). Devido a sua astúcia, ele incitou também a rebeldia numa multidão de anjos nos quais Deus achou loucura (Jó 4:18; Apocalipse 12:4); dessa maneira, todos os anjos que não guardaram seu principado foram lançados profanados no abismo (Judas 1:6).

A mesma ideia satânica de ser igual a Deus que foi “comprada” pelos anjos rebeldes, Satanás também a “vendeu” ao primeiro homem causando, assim, o rompimento da comunhão da criatura com seu Criador (Gênesis 3:5). Ainda hoje ele continua a “vender” a mesma rebeldia para toda humanidade. E vocês sabem a qual preço? Ao preço de suas almas.

O servo do Senhor.

A Bíblia diz que Jesus subsistindo em forma Deus, não usurpou ser igual a Deus, antes, se esvaziou da Sua glória e assumiu a forma de servo. E que na forma de servo, isto é, como homem foi obediente em tudo sendo humilhado e condenado à morte na vergonhosa e dolorosa da cruz (Filipenses 2:5-8). Isto nos quer dizer que Aquele que sendo Deus não quis tomar-Lhe o lugar, mas em tudo O obedeceu e em tudo se humilhou, em tudo O serviu e em tudo O louvou não buscando glórias para Si, mas com sua vida de servo glorificou somente ao Pai. Apesar de tudo o que nos foi ensinado por Jesus, o que vemos hoje são servos querendo ser senhor; homens falíveis pensando ser alguma coisa; pecadores usurpando ser igual a Deus. Porque quanto mais os homens buscam a vaidosa sabedoria do mundo, mais eles se afastam da singela verdade e de Deus, pois quanto mais eles querem saber igual a Deus, mais são enganados pela soberba de seus corações.

A Bíblia orienta a nos humilharmos debaixo da potente mão de Deus, porque assim como Cristo se humilhou e foi exaltado pelo Pai acima de todos os anjos dando-Lhe assento à direita do Seu trono nas alturas – lugar almejado por Satanás – também quem se humilhar e se esvaziar de si mesmo ou do que pensa que é, será exaltado por Deus na Sua glória (1 Pedro 5:6). É Deus quem exalta e quem abate, pois o homem é nada e menos que nada. Qual é a utilidade do pó? Contudo a soberba encontrou guarida até nas Igrejas.

Se alguém cuida ser alguma coisa...

O meio cristão é um grande mercado consumidor da mercadoria de Satanás. O hedonismo*, as láureas*, as lisonjas*, os títulos, os seminários, o narcisismo*, as flâmulas* e as honras são buscadas como meios de se sobrepor aos demais para serem adorados como deuses. Nunca se cultuou tanto a soberba do intelecto humano nas Igrejas como atualmente se faz. Se alguém contesta alguma doutrina que é defendida por algum dos “doutores” da Palavra, o tal é humilhado com os vários títulos e honrarias do “doutor” colocando o “leigo” no seu devido lugar; é uma verdadeira “carteirada eclesiástica” (veja 1 Coríntios 8:2,3 e Gálatas 6:2-4).

*Hedonismo – é uma teoria ou doutrina filosófico-moral, a qual afirma que o prazer é o bem supremo da vida humana.

*Láurea – Coroa de louros; laurel; recompensa ou prêmio; o que se oferece a alguém em retribuição a alguma coisa; homenagem.


*Lisonja - enaltecer exageradamente; elogio feito com intuito de bajular; exaltação. 


*Narcisismo - Amor excessivo pela própria imagem ou por si mesmo.

 

*Flâmula – Bandeira; peça de pano quadrangular, com as cores de determinada nação, país ou agremiação, sendo usada como símbolo; no sentido figurado: partidarismo doutrinário.


Se olharmos para os Evangelhos e para os demais livros do Novo Testamento, tantos os ensinos de Jesus como os dos apóstolos nos orientam a buscar a Deus, a servir a Deus, a viver para Deus e não nos assemelharmos em nada aos mundanos e suas ambições.

E não vos “conformeis” com este século, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Romanos 12:2).

A palavra “conformar” que Paulo emprega no verso acima, significa exatamente “tornar-se semelhante”, “da mesma aparência”, “do mesmo formato”, “igualar-se”; então a exortação do apóstolo é que não podemos nos igualar aos modismos intelectuais, quero dizer, não devemos nos moldar à sabedoria secular, pois a mesma vive em contante metamorfose, e a sabedoria dos crentes não é aprendida nos métodos e nas ciências mundanas, porque todos os que são de Cristo têm a mente de Cristo, sendo, portanto, ensinados por Deus; porque não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito de Cristo, pelo que, como meninos renascidos e desejosos do leite racional não falsificado, clamamos a Deus: “Aba, Pai”. (Romanos 8:15; Gálatas 4:6; 1 Pedro 2:2).

Cegos condutores de cegos.

Tiago, o irmão do Senhor, não disse que quem tem falta de sabedoria deve buscá-la nos homens ou no mundo, mas que o indouto peça sabedoria a Deus, porque Ele liberalmente dará a todos que O buscarem com fé (Tiago 1:5,6). Porém não é isso que acontece, mas cegos estão conduzindo cegos, porque os cheios de si, e não do Espírito, detestam ser retrucados em suas convicções e é por isso que dividiram os cristãos entre clero e leigos nas Igrejas, e também é por isso que se proibiu o dom de línguas, o dom de profecia e o de revelação, pois por meio destes dons o Espírito Santo atuava diretamente com os crentes; por fim, o ministério da Palavra deixou de ser embasado na oração para firmar-se em livros didáticos de teologia.

É claro que Deus usará homens para ensinar outros homens, porém o Senhor se valerá de "servos", isto é, os que "servem" a Deus e aos seus irmãos e não os que "se servem" de Deus e dos irmãos. Os que transmitem a Palavra de Deus devem fazê-lo com temor e submissão ao Espírito Santo e à Palavra, devem ensiná-la com reverência e dedicação, pois a Palavra é do Senhor e não do pregador; a unção da Palavra quem dá é o dono da Palavra; as artimanhas ou técnicas inventadas por homens não ungem os sermões, mas os corrompem. Portanto é fácil entender porque há muitos crentes fracos, muitos que dormem e muitos que já estão mortos para a fé; são sementes lançadas à margem, à beira do caminho, estão ali para serem pisadas pelos homens e roubadas por Satanás.

Revivendo o monstro.

Voltando ao monstro de Frankenstein, é observável que por causa de várias doutrinas loucas inventadas e que por meio de inúmeras especulações tolas, Igrejas que deveriam gerar filhos de Deus estão criando para si seres disformes, compilados com restos de cadáveres do mundo, aos quais querem dar vida através de forças estranhas e incontroláveis de uma natureza morta e corrompida. É assim mesmo! As denominações estão cheias de “cientistas loucos” experimentando todo tipo de monstruosidade sejam daquelas que assustam ou daquelas que apenas nos deixam em suspense, porque mesmo as que ainda se julgam sóbrias escondem segredos escabrosos nos porões de seus castelos.

O fim do monstro.

No final do filme “O Filho de Frankenstein”, o monstro que foi revivido pelo filho do cientista louco é destruído num poço de lava incandescente, um “lago de fogo” que havia embaixo do castelo. A Bíblia diz que o “Lago de Fogo” foi preparado para o diabo e seus anjos, mas que também será o destino final de todos que amam e cometem a mentira (Mat. 25:41; Apoc. 21:8).

Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo (1 Pedro 1:13) .


L. M. S.           

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

OS DOIS SERVOS.

Dois homens israelitas empobreceram e não tinham mais como prover-se de pão. Então eles se venderam a um homem rico para servi-lo em troca de alimentos. Ambos tinham um mesmo pensamento de que, segundo a Lei, ao passarem os seis anos de serviço, no sétimo ano eles sairiam forros.

O senhor lhes distribuía as tarefas diárias dizendo: “fazei isto; ide até tal lugar; venham para cá”... Ao voltarem dos seus afazeres no campo, o senhor lhes dizia: “lavem-se, sirvam-me o jantar, eu comerei e depois vós comereis”.

A vida deles era trabalhosa, porém eram bem alimentados, não eram maltratados, só eram repreendidos se fizessem algo errado... Enfim, eles tinham um amo justo, embora, essa altura, ambos não pensassem a mesma coisa a dele, pois um via o senhor de um jeito e o outro o via de maneira diferente, porém os dois servos ainda sonhavam com o dia em que receberiam a alforria.

Certo dia o senhor quis lhes dar esposas para que eles não se sentissem sozinhos e pudessem desfrutar do casamento e gerar filhos. Eles se alegraram com o presente, mas um dos servos, apesar de contente, não olhou com bons olhos a dádiva que recebera, pois desconfiava do seu mestre e sabia que quando terminasse seu tempo de servidão não poderia levar consigo sua esposa e os filhos que dela gerasse, porque a Lei de Moisés determinava que se fizesse assim, demais a mais, ele atinava que aquilo era apenas mais uma das recompensas merecidas, tal qual a boa comida e o abrigo que o senhor lhes dava, portanto tudo se devia à dedicação deles pelo serviço, isto é, o seu amo não estava fazendo nada mais que retribuir-lhes com um pagamento justo por trabalhos prestados. 

O outro servo, porém, não entendia do mesmo jeito, mas olhava para as ações do seu mestre através de um sentimento de gratidão, pois via que seu senhor era um homem bondoso e por isso o havia acolhido e alimentado, e que agora o abençoara com uma esposa.

Passaram-se os anos, seis ao total, e o ano desejado chegou. Eles teriam a sonhada liberdade. O senhor deles lhes deu alguns bens para que eles recomeçassem suas vidas independentes (porque a Lei diz para não despedir os servos de mão vazias), e até as esposas e os filhos que pela Lei não sairiam com eles, o senhor lhes deu. O primeiro, sem pestanejar, pegou seu caminho e foi-se embora pensando consigo mesmo: “Vou antes que ele mude de ideia e queira me tirar a esposa e os filhos”. O segundo, porém, olhou para a sua esposa e para o seu filho, olhou para os bens que recebera, e por último olhou para seu senhor... Algo se moveu dentro de seu íntimo, o seu coração bateu mais forte, a comoção turbou-lhe a alma e um nó se fez na garganta... E com seus olhos cheios de lágrimas disse: Não meu senhor! Não quero sair forro; eu amo ao meu senhor! Eu o servi todos estes anos por amor e não por obrigação, e quero servi-lo até o fim da minha vida. Então o seu amo o levou aos juízes, e a sua orelha foi furada com uma sovela no umbral da porta do seu senhor, e o seu sangue marcou para sempre aquela casa. (Êxodo 21:1-6; Lev. 25:39-43; Deut. 15:12-17).     

Se o caminho da vida que nos foi aberto por Cristo (o véu rasgado na cruz) for trilhado por obrigação e não por amor, seremos apenas os servos inúteis, pois só obedeceremos porque nos foi mandado (Lucas 17:7-10). 

Que espécie de servo nós somos? Dos os que executam as ordens por obrigação e por medo? Ou somos dos que amam ao Senhor e por isso obedecemos a Sua Palavra?


L. M. S.  

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A FÉ QUE MOVE MONTANHAS.

Ora sem fé é “impossível” agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima Dele “creia” que Ele existe e que é “galardoador” daqueles que O buscam (Hebreus 11:6).

Quem é Deus para você? Deus é um ser duro e cruel? O Deus Onipresente não está perto de você? Porventura Deus não é seu Pai? Por acaso o Deus que fez o olho é cego? Será possível que o Deus que amou o mundo de maneira indescritível, te excluiu desse amor? Poderia o Deus que não poupou Seu Filho Unigênito para resgatar os perdidos das mãos de Satanás, não querer te salvar? Será Deus surdo aos seus clamores ou indiferente à sua dor? Ou será que a resposta para tudo isto é que você não entendeu quem Ele é? Sim! Você não entendeu ainda que Deus é amor, e que a fé que Lhe agrada é aquela que O reconhece como o único Deus vivo, o único Deus que existe e também o único galardoador dos que O amam e O buscam por amor.

Agora, pois, ó Israel, que é que o Senhor teu Deus requer de ti, senão que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma, que guardes os mandamentos do Senhor, e os Seus estatutos, que Eu hoje te ordeno para o teu bem? (Deut. 10:12,13).

Ouve ó Israel! O Senhor vosso Deus é o único Deus. Amarás, pois o teu Deus de todo o vosso coração, de todo o vosso entendimento e com todas as vossas forças (Deut. 6:4,5; Marcos 12:29,30). Não terás outros deuses no meio de vós, não fareis para vós imagens de esculturas, não vos curvareis a elas; Eu Sou o Senhor vosso Deus... Eu vos tirei da terra do Egito com mão forte e com braço estendido... (Deut. 5:7-9 e cap. 26:8; Números 15:41).  

A bênção de Deus não é alcançada por uma fé gigantesca, mas por uma fé que crê que o Deus vivo nos ama acima de qualquer coisa e que não poupará prodígios e maravilhas para atender quem crer Nele desta maneira.

“Pois se vós sendo maus sabeis dar boas coisas aos vossos filhos; quanto mais vosso Pai que está nos céus não vos dará o Espírito Santo a tantos quantos Lho pedirem?” (Mateus 7:11; Lucas 11:13).

Mas, por que Deus não atende a alguns clamores?

De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. (Tiago 4:1,3).

Se um filho pedir pão, o seu pai lhe dará pão, se o filho pedir ao seu pai um peixe, o seu pai lhe dará um peixe e se o filho lhe pedir um ovo, o pai lhe dará um ovo. Mas, e se o filho lhe pedir uma pedra em lugar pão, ou uma serpente ao invés de lhe pedir um peixe, ou então se pedir um escorpião no lugar de um ovo? Certamente o pai negará e não dará o que o filho pediu. Assim também é com Deus, o nosso Pai, Ele não nos dará nada que venha nos atrapalhar no caminho para o Céu (Mateus 7:7-11).

Estamos peregrinando pelos reinos do mundo, somos estrangeiros neles e estamos buscando a nossa verdadeira pátria, a Jerusalém celestial, o Reino de Deus. Sendo assim, não podemos nos embaraçar com coisas fúteis ou com os negócios desse mundo que combatem contra a nossa fé. As pessoas que querem ser ricos neste mundo caem em muitas tentações engendradas pelos desejos carnais que são nocivos a uma vida espiritual pura. Nessa cobiça, muitos se apostataram e ainda se apostatarão da fé (1 Timóteo 6:9).

Um colega de serviço me falou de um velho ditado judeu que diz mais ou menos assim: “Peregrinando no caminho para Jerusalém, só se deve levar consigo aquilo que se pode carregar”; a verdade desta frase pode ser aplicada aos que buscam a verdadeira Jerusalém, a Celestial, pois se nos sobrecarregarmos de coisas inúteis, fatalmente ficaremos para trás. Se nós fomos escolhidos por Deus para habitar nas regiões celestiais; porque O provocaremos a zelos com os ídolos* do mundo? Deus nos chamou para uma santa vocação e é por isso que os que são de Cristo crucificaram a carne com suas concupiscências, isto é, a partir da cena do calvário ignoramos os desejos das coisas nocivas do mundo que antes da fé nós cobiçávamos, pois esses ídolos que nos dominavam ficaram para trás cravados na cruz. Portanto esqueçamo-nos daquilo que para trás ficou e avancemos para aquelas que estão adiante de nós, pois Deus, o nosso Pai e Jesus Cristo, o Seu Filho e o nosso Senhor, querem nos abraçar naquele glorioso dia que está por vir. (1 Cor 10:22; Gál. 5:24; Fil. 3:13; 2 Tim. 1:9).

*Ídolos – São quaisquer coisas que adoramos, cobiçamos ou buscamos do mundo entregando-lhes nosso coração por amá-las mais do que amamos a Deus.

Deus nos dá o que precisamos para viver aqui, Ele nos concede coisas úteis e necessárias para o tempo que ainda nos resta na carne (1 Pedro 4:2); se queremos ser curados de enfermidades, se precisarmos de algo útil, se necessitamos de trabalho honesto e de condições para saldar nossos compromissos, sejam petições de coisas boas para nós ou para os outros, peçamos tudo a Deus em Nome de Jesus crendo Nele, e tendo-O como o único Deus, e sabendo, com inteireza de fé, que Ele é o nosso Pai amoroso e que é por esta causa que o Senhor nos responderá. Porque se pedimos alguma coisa segundo a Sua vontade, isto quer dizer, se pedimos algo que não nos fará nenhum dano, Deus nos ouvirá. Pois a Sua vontade é boa perfeita e agradável e Nele não há treva nenhuma (Romanos 12:2; 1 João 1:5).   

O Pai vos ama (João 16:27); pedi e dar-se-vos-á, buscai e o achareis, batei e abrir-se-vos-á; porque ao que pede recebe, e ao que busca acha, e ao que bate se abre (Mat. 7:7,8; Lucas 11:9,10). Até agora não pediste nada em Meu Nome – o nome de Jesus significa uma identidade e não uma palavra mágica; pedir “em Nome de Jesus” é identificar-se com Ele, é ser seu irmão mais novo, é comungar do Seu sangue e corpo; também significa estar envolto no amor de Deus, pois Jesus é o amor de Deus que se fez carne, o crente deve entender que a nova criatura gerada em Cristo vive nesse amor, desse amor e para esse amor – pedi ao Pai para que a vossa alegria seja completa e o vosso gozo se cumpra (João 16:23,24).

A fé que opera pelo amor (Gálatas 5:6).

É nisto que muitos pregadores falham ao anunciar o Evangelho de Cristo Jesus. Os preguiçosos, os presunçosos, os ignorantes, os amantes do mundo e os que não têm o Espírito dizem que os sinais e prodígios foram somente para a era apostólica ou para o povo judeu; os descrentes e ignorantes da Palavra dizem que a falta de fé é a causa, pois eles afirmam que só se alcança curas com grandes demonstrações de fé, mas isso não verdade.

Deus quer verdadeiros adoradores, adoradores que O adoram em Espírito e em verdade, e esses verdadeiros são aqueles que o amam de espírito, alma e corpo, pois só assim fé do crente será um instrumento do amor de Deus e um tributo a Sua honra e glória, porque jamais a fé que produzirá os sinais e prodígios servirá à soberba humana. 

Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus. E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele. (1 João 4:15,16).

Pai nosso que habitas no Céu. Santo! Santo! Santo é o Teu Nome. Oh! Venha o Teu Reino e seja feita a Tua vontade. Dá-nos o pão da nossa necessidade. Perdoa-nos e nos ensine a perdoar como Tu nos perdoaste. Livra-nos do mal e das tentações; concede-nos a bênção de sermos fiéis a Ti até a morte. Porque somos o Teu Reino para a Tua glória e Tu és o dono de todo o poder no Céu e na Terra para todo o sempre. Amém! 


L. M. S.       

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

O DÍZIMO E A ÁRVORE DE NATAL.

Uma das melhores lembranças de minha infância foi na época natalina do período de 1967 a 1969, pois chegado o fim de ano meu pai punha na vitrola de casa músicas de natal e nos presenteava com brinquedos; lembro-me que tínhamos dois discos de músicas natalinas, um “LP” (Long Play – disco de vinil com várias músicas) e um “compacto duplo” (disco de vinil com duas músicas de cada lado) que eram tocados sagradamente em dezembro e que o título do primeiro era “A Harpa da Cristandade”, o outro eu não me lembro o nome, apenas que tinha o selo da RCA Victor. Havia no ar um clima diferente, talvez porque os comerciais de TV alardeavam mensagens de “Feliz Natal, Boas Festas e um Próspero Ano Novo”; e também por causa das imagens de árvores enfeitadas, presentes, crianças sorrindo, famílias felizes... Porém, em casa nunca tivemos uma árvore de natal para encontrarmos presentes debaixo dela, meu pai não permitia, mas mesmo assim, era muito gostoso acordar de manhã com um brinquedo nos pés da cama.

Todo esse clima fantasioso e mágico proporcionado pelo natal em minha infância ficou gravado em minha mente. Hoje ainda me lembro do “jingle” natalino das Casas Pernambucanas e das chamadas de outros comerciais, lembro das canções que eram ouvidas na vitrola, das mensagens, dos filmes sobre o nascimento de Cristo e dos presentes que recebíamos, de tanto que, nos primeiros anos do meu casamento, eu montava e enfeitava uma árvore que ganhei de minha sogra. Pura “magia e fantasia”, sim, pura ilusão.

Mais tarde, na minha adolescência, descobri que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro, e hoje sei que o natal não passa de uma miscigenação do cristianismo com cultura pagã, que a árvore enfeitada é uma crença idólatra dos “druidas” (*), e que tudo isso foi feito visando o aquecimento de comércio no final de ano. É claro que quando criança eu já sabia que Papai Noel não existia e que a neve era apenas um motivo dos cartões, mas o “feitiço” era inebriante e entorpecia minha mente infantil e eu fui enganado nos meus sonhos.

(*) Druidas – povo indo-europeu que adorava e sacrificava crianças às árvores para que elas lhes dessem frutos e remédios de suas folhas e caules.

Ao recordar estas coisas veio a mente uma comparação da árvore de natal com o dízimo, uma ordenança pregada e defendida ferrenhamente nas igrejas por inúmeros pastores e fiéis. Assim como a árvore é um símbolo da mentira natalina introduzida no meio cristão, o dízimo também é uma mentira imposta como ordenança cristã e como o meio condicional das bênçãos de Deus. O dízimo é uma mistura do cristianismo com o judaísmo pela introdução da aliança sacerdotal levítica na Aliança da Graça, o dízimo é o fermento velho contaminando a nova massa, ele é também a hipocrisia daqueles dizem viver por fé, mas que fazem dela um negócio lucrativo.

Se os defensores dessa ordenança fossem mais honestos, eles não chamariam de dízimo essa contribuição forçada, mas de mensalidade obrigatória. Por que digo que o dízimo é uma contribuição forçada e obrigatória? Em primeiro porque se alguém deseja e tem chamada para o ministério, jamais será separado para ele se não for dizimista, em segundo, se um crente não dizima, a teologia dos “dizimeiros” diz que tal pessoa rouba a Deus e, portanto, está debaixo de maldição.

Os teólogos “Bento Carneiro” que vivem “pichando maldição” nos crentes, são como vampiros sugando em benefício próprio o sangue dos ingênuos e dos ignorantes. Eles dizem que há bases bíblicas para a cobrança do dízimo e as apresentam orgulhosamente, mas o que eles se esquecem, ou intencionalmente ignoram é que versos bíblicos fora do contexto bíblico são bases de todas as falsas doutrinas que estão espalhadas por aí. Sim, pois, se isolarmos os versos da Bíblia nós pensaremos ter encontrado as bases do espiritismo, do adventismo, do calvinismo, do arminianismo, do dispensacionalismo e de um monte de coisas, mas o que precisamos verificar é se essas bases são fiéis às Escrituras porque qualquer doutrina só terá fundamento sólido se o exame for de todo o contexto bíblico.  

Apresentar o texto de Malaquias 3:8-11 isolado do contexto do livro todo é uma péssima exegese* porque ignora as regras cabais da hermenêutica*. Da mesma forma eles fazem quando apresentam as justificativas para o dízimo quando citam Mateus 23:23 totalmente ausente do contexto do capítulo todo, ou então Hebreus 7:1-10. Mas os parasitas fazem pior ainda ao apelarem para o sentimento de culpa, exibindo o capítulo 9 de Coríntios àqueles que têm uma fé titubeante. Brincadeira! Eles querem se comparar ao apóstolo Paulo, o qual perdeu tudo (família, bens, títulos e posição) e deixou de tudo por amor a Cristo e que em nem um momento exigiu alguma recompensa dos homens por isso. Para esses eu deixo o “mandamento” que Deus deu a Adão e, por conseguinte, a todos os homens: NO SUOR DO TEU ROSTO COMERÁS O TEU PÃO, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás (Gênesis 3:19). Viram? “No suor do teu rosto comerás o teu pão” e não no suor do rosto do teu próximo. 

*Exegese – estudo cuidadoso e sistemático de um texto para comentários, visando o esclarecimento ou interpretação do mesmo. 

*Hermenêutica – ciência que estabelece os princípios, leis e métodos de interpretação.

Obs.: Hermenêutica estabelece as regras da interpretação e a Exegese é a interpretação. A Exegese está subordinada à Hermenêutica, pois deve aplicar suas normas na interpretação dos textos.  

No natal há regras para ser presenteado pelo papai Noel: você tem que ser bonzinho o ano todo, tem que passar de ano na escola, tem que fazer suas tarefas e não fazer “má-criação”; se as crianças agirem assim, os presentes estarão garantidos na árvore. Com os dízimos ocorre coisa parecida. Se o crente paga o dízimo fielmente na sua igreja, ele poderá ser presenteado com um ministério, e se porventura algum dia passar por dificuldades o tesoureiro da sua congregação verá que ele foi um “bom menino” o ano todo e lhe dará uma ajuda, ou seja, os dízimos são como um investimento para ingresso na carreira ministerial e como uma cooperativa para saques. Nada mais nada menos que mundanismo. 

Pelo que me lembro meu pai nunca foi um dizimista fiel e por conta disso nunca pode exercer o ministério do diaconato para o qual foi separado, não nas Assembleias de Deus. Ele era um conhecedor das Escrituras mesmo sem ter cursado alguma escola de teologia, e era justamente por isso que não se dobrava aos falsos ensinamentos. Sua teologia estava fundamentada na leitura diária da Bíblia e numa vida de oração cuidando sempre de um exame submisso ao que o Espírito Santo ensinava, não apenas num versículo, mas em todo o contexto bíblico. Mais tarde, numa outra denominação que pregava o Evangelho e não o dinheiro, ele foi consagrado a presbítero. Então assim como meu pai não permitia árvores de natal em casa, ele também não consentia com a doutrina do dízimo. Pois se as bênçãos de Deus advêm de obras e não da fé, então Cristo morreu debalde (leia Gálatas 2:21).

A Escritura diz que Abraão creu em Deus e isso foi lhe imputado para a justiça, Ela não diz que isso aconteceu quando ele deu o dízimo a Melquisedeque, contudo, os dizimeiros usam Hebreus 7:1-10 como uma prova de que a ordenança foi transportada do Velho Testamento para o Novo, e usam-na, porém, capciosamente, pois o texto não está fazendo nenhuma apologia ao dízimo, mas uma comparação do sacerdócio levítico com o de Cristo para mostrar a superioridade de Jesus como o Sumo-sacerdote de uma Nova Aliança e em figura o escritor relata o que ocorreu em Gênesis 14:18-20. 

A montagem de uma árvore de natal envolve a “compra” de um estereótipo da cristandade, isto é, a árvore em si, envolve também a sua montagem no melhor canto da sala e a colocação dos enfeites de bolas brilhantes, guirlandas, luzes e estrelas, inclui-se ainda a magia da esperança de que na manhã do dia 25 os presentes estejam no local presumido. Tal qual o dízimo. O dizimista compra a ideia de que o dízimo é o estereótipo da fidelidade cristã, isto é, do cristão fiel; depois dessa “compra” os seus argumentos são montados no melhor canto do coração ignorando toda a exegese bíblica, pois os enfeites de “janelas do céu abertas, de bênçãos de grande abastança e de devorador repreendido” são tão atraentes como as luzes e as bolas reluzentes da árvore natalina.

Os “enfeites” fazem o néscio acreditar que ele pode ignorar a justiça e a misericórdia, e fazem-no crer que ele não precisa nem da santidade e nem da retidão em seu caminhar, pois os dízimos pagos serão a causa das misericórdias divinas sobre a sua vida e não de um viver piedoso no Senhor. O crianção pensa em Deus apenas como um papai Noel que traz nas costas um saco cheio de presentes para distribuir. Isto é tão verdadeiro, que tem gente que nunca aceitou a Cristo como seu Salvador e mesmo assim costumeiramente dizima as “primícias do seu trabalho” esperando receber os frutos do seu “sacrifício”.

Ouvi a Palavra do Senhor, vós príncipes de Sodoma; prestai ouvidos à Lei do nosso Deus, vós povo de Gomorra. De que me serve a Mim a multidão de vossos sacrifícios?... Estou farto dos holocaustos... e da gordura de animais cevados, e não me agrado do sangue de novilhos... Quem vos requereu o só pisardes os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs;... não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene. (Isaías 1:10-13). 

Há um mandamento na Lei que diz assim: “Não trarás salário de prostituição nem preço de sodomita à Casa do Senhor teu Deus por qualquer voto; porque uma e outra coisa são igualmente abomináveis ao Senhor teu Deus” (Deut. 23:18); porém, os líderes “mão grande” e “braço curto” não estão nem aí para o mandamento. As ofertas nas igrejas deveriam ser arrecadadas apenas entre os crentes e jamais se poderiam aceitar contribuições dos incrédulos, mas não é o que se vê nos cultos públicos onde vergonhosamente a “sacolinha” é passada coagindo as pessoas a contribuírem.

Os que não têm compromisso com Deus também não têm compromisso com a Sua obra, simples assim. Porque tudo que o crente fiel tem sob sua guarda é santificado por Deus, mas aquilo que o ímpio possui é maldito; Jesus disse que é o altar que santifica a oferta; Paulo disse que o cônjuge crente santifica o não crente para que seus filhos sejam benditos; Deus fez separação entre trevas e luz e viu que a luz era boa; Paulo ainda escreveu que não podemos beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios (Mat. 23:19; 1 Cor. 7:14; Gên. 1:4; 1 Cor. 10:21). Então o ato de passar a “salva” em cultos públicos pode acabar por recolher ofertas de altares impuros como de ladrões, de sodomitas, de adúlteros, de traficantes e de prostituição. Que comunhão tem as trevas com a luz? (2 Cor. 6:14).

Certo dia, ouvi algo mais ou menos assim: “A ideia de perfeição da Igreja do primeiro século só existe na mente romântica de alguns”. Quem já leu o Livro de Atos dos Apóstolos sabe que havia problemas na Igreja primitiva, mas que o Espírito Santo tinha a palavra final para encerrar qualquer questão fosse doutrinária ou evangelística, e é nisto que consiste a perfeição da Eclésia, pois é o Espírito quem provê as “juntas e ligaduras” do corpo do Senhor visando o aperfeiçoamento dos crentes fiéis.

Infelizmente o que se vê hoje é um paradoxo de uma fé que move montanhas, mas só se tiver dinheiro para isso; constata-se no cristianismo atual uma crença contraditória, pois crê no que está diante dos olhos e não no que se espera em Deus; é o ventre cheio e o coração vazio; é a circuncisão feita pelas mãos dos homens e não pelo Espírito do Senhor; é o vinho velho rompendo os odres novos...

Em Malaquias, os que roubavam a Deus eram justamente os sacerdotes quando eles ofereciam no altar animais cegos, coxos e enfermos desonrando o Nome do Senhor; por causa deles, a nação toda se corrompeu imitando suas más atitudes.

Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento e da sua boca devem os homens procurar a instrução, porque ele é mensageiro do Senhor. Mas vós tendes desviado do caminho e, por vossa instrução, tendes desviado a muitos... (Malaquias 2:7,8).

Leia sobre os dízimos em Números 18:21-32; Deuteronômio 14:22-29 e cap. 26:12-15.

Nossas obras são como escória e nossos atos de justiça são com trapos de imundícia (Isaías 64:6). Quem nos livrará do corpo dessa morte? (Romanos 7:24). Mas graças a Deus que nos dá vitória por Cristo Jesus (1 Cor. 15:57). Amém! 


L. M. S.             

terça-feira, 29 de novembro de 2016

A MORTE DE FIDEL.

Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Não deis lugar ao diabo. (Efésios 4:26,27). 

Ó Senhor Deus, a quem a vingança pertence, ó Deus, a quem a vingança pertence, mostra-te resplandecente. (Salmos 94:1).
Jubilai, ó nações, o seu povo, porque ele vingará o sangue dos seus servos, e sobre os seus adversários retribuirá a vingança, e terá misericórdia da sua terra e do seu povo. (Deuteronômio 32:43).

O SENHOR é um Deus zeloso e que toma vingança; o SENHOR toma vingança e é cheio de furor; o SENHOR toma vingança contra os seus adversários e guarda a ira contra os seus inimigos. (Naum 1:2).

É difícil para nós cristãos não nos alegrarmos e não desejarmos a morte de tiranos tais como Hitler, Mussolini, Stalin, Mao Tse-tung e Fidel Castro; ainda vivemos nas fraquezas da carne e lutando contra elas, porém o que não podemos fazer é tomar a vingança nas nossas mãos, pois isto seria dar lugar ao diabo e ele não pode ter domínio sobre nós. Portanto, levemos tudo a Deus o qual é justo juiz e o perfeito vingador, Ele retribuirá a cada um segundo as suas obras. Resta-nos esperarmos somente Nele.

E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram. (Apocalipse 6:9-11).

L. M. S.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

ADESTRADORES E ADESTRADOS.

Sei que muito além dos atributos físicos, o que verdadeiramente se valoriza no mundo real é a inteligência, pois dela advém a capacidade de criar tecnologias, de resolver cálculos matemáticos complicados, de discernir ontologicamente* o mundo ao redor e dar respostas às grandes indagações humanas.

*Ontologia – Significa “estudo do ser” e consiste em uma parte da filosofia que estuda a natureza do ser, a existência e a realidade. A palavra é formada através dos termos gregos “ontos” (ser) e “logos” (estudo, razão).

A maioria das pessoas, assim como eu, pensa que são sábios, mas a verdade é que a maioria não é; nós somos, em grande parte, humanos de inteligência mediana e por isso somos capazes de ser treinados para executar tarefas, sendo algumas delas fáceis e outras com certo grau de dificuldade. Não estou chamando ninguém de “burro”, nem a mim mesmo, mas apenas expondo a realidade factual.

Pense comigo! Se perguntarmos a todos os que usam celulares, do modelo mais simples ao mais sofisticado o que eles sabem a respeito do seu funcionamento, certamente a maioria não saberá, mas um pequeno número arriscará um palpite e, talvez, se houver dentre eles algum técnico, então conseguiremos uma resposta satisfatória. Mas isto não implica que o tal é mais inteligente do que os outros e sim que ele foi treinado numa área específica e absorveu bem o que aprendeu.

Há algum tempo atrás eu me achava muito inteligente, mas descobri que eu era na verdade muito arrogante em relação às pessoas. Hoje sei que não sou especial, pois o conhecimento que angariei não foi descoberto por mim mesmo, mas fui ensinado e aprendi como qualquer outra pessoa e, portanto, estou no mesmo patamar de alguns e abaixo de outros.

Tomemos o exemplo de uma classe escolar com quarenta alunos; menos de 2% dos alunos se destacam em todas as disciplinas e um grande número de alunos em apenas algumas ou em nenhuma delas e isto é um fato. Os professores que ensinam os alunos dessa classe e usam um simples giz para escrever no quadro negro, às vezes nem sabem como ele foi fabricado; e aqueles que utilizam computadores no dia a dia, quase todos não são capazes de construir um micro chip sequer!...

Quero ressaltar que o “acúmulo de conhecimento” nem sempre se traduz num Q. I. acima da média, porque a inteligência superior vai além da capacidade de utilizar as informações acumuladas de maneira prática, porque quem a possui sempre se portará acima dos demais níveis de inteligência devido a uma aptidão natural para a ciência. A verdade é que a inteligência superior é aquela que consegue enxergar, entender e solucionar coisas que pessoas comuns não conseguem fazer.

Despindo-nos de todas as máscaras, temos que concordar que muito do que aprendemos, sabemos e usamos diariamente das descobertas científicas e suas tecnologias, nós não podemos provar, explicar ou reproduzir e é por isso que aceitamos as informações que recebemos como verdades incontestáveis. Por exemplo, o ar que respiramos não se pode vê-lo ou tocá-lo, contudo podemos senti-lo, então, Lavoisier, depois Cavendish, e mais tarde Ramsay descobriram que ele é composto de nitrogênio, oxigênio, gás carbônico, vapor de água e outros gases, porém a população em geral não pode reproduzir ou entender quase nada das experiências que esses cientistas realizaram para que suas teses fossem provadas.   

A conclusão é que há no mundo poucas pessoas com inteligência superior; “raros como o xenônio*”! Porém, a “grande massa” pensa que sabe alguma coisa, contudo ela é sábia somente aos seus próprios olhos e dessa “sapiência ventral” surgem alguns arrogantes que, como papagaios, repetem as teses e as teorias absurdas lidas ou ouvidas de algum cientista: “Ah! O universo é em sua maior parte matéria escura”; “a vida é fruto de mais de um bilhão de anos de evolução”; “o Big Bang deu origem as galáxias”; “a Terra tem mais de quatro bilhões de anos”; “os dinossauros foram extintos há sessenta e cinco milhões de anos”...

*Xenônio é um gás raro na natureza, pode ser encontrado em pequenas proporções no ar atmosférico e a partir daí é isolado. Uma de suas aplicações é a iluminação.

OS FALSOS MESTRES.

“Os mestres receberão o mais duro juízo”.

Um macaco foi treinado para reagir a estímulos luminosos e assim apertar alguns botões toda vez que eles acendessem, cada vez que isso acontecia um petisco era dado ao animal. Muito bem! Depois disso os adestradores puseram o macaco dentro de um foguete e o mandaram para o espaço. O animalzinho foi e voltou são e salvo de uma missão que parece fantástica para qualquer pessoa. Mas não havia nada de fantástico com o bicho, ele foi apenas treinado e a nave nem estava sob o seu controle.

Liderar é algo muito perigoso, porque quem lidera sabe que está à frente de outros para conduzi-los, e se esse líder for movido por gananciosos interesses pessoais e não pelos anseios do grupo, os guiados serão usados por ele como massa de manobra para alcançar as suas ambições. É por isso que Tiago diz: “Não queirais ser mestres, porque os mestres receberão o mais duro juízo” (Tiago 3:1). Paulo também advertiu: “Se anuncio o Evangelho não tenho que me gloriar, pois me é imposta esta obrigação, e ai de mim se não o fizer” (1 Cor. 9:16). Jesus também fez referência aos maus líderes assim: “Se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova” (Mateus 15:14). Destarte, o mundo caminha a passos largos para a sua destruição, pois a humanidade segue os sábios eleitos dentre os homens segundo as suas próprias concupiscências (2 Timóteo 3:13; 1 João 4:5). 

“Porque, vede irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados” (1 Coríntios 1:26). Ouvi meus amados irmãos: Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé, e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam? (Tiago 2:5).

“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5:3). E toda a multidão procurava tocar-lhe, porque saía dele virtude, e curava a todos. E, levantando ele os olhos para os seus discípulos, dizia: Bem-aventurados vós, os pobres, porque VOSSO É O REINO DE DEUS (Lucas 6:19,20).

Amigos! Quem entre vocês ainda pensa que a sabedoria do mundo pode desvendar os mistérios de Deus? Quem ainda pode crer que Deus chamou os sábios dentre os homens para por meio deles anunciar a Sua salvação?

Alguns argumentarão que Barnabé, Paulo, Lúcio de Cirene, Manaém, colaço* do tetrarca Herodes e Simeão, o Níger; eram “doutores” e profetas na Palavra em Antioquia (Atos 13:1). Sim! Paulo e Barnabé eram homens instruídos na Lei e nos Profetas, sendo que Barnabé era um levita e Paulo antes de conhecer a verdade foi fariseu, um “doutor da Lei” instruído por Gamaliel. Mas que por ocasião da conversão ao Evangelho, Barnabé vendeu um campo que possuía e trouxe a soma aos pés dos apóstolos (Atos 4:36,37) em sinal se submissão (*); e Paulo considerou tudo o que era e possuía como refugo, lixo, escória, como perda para ganhar a Cristo (Filipenses 3:8).

*Colaço – irmão de criação, isto é, não do mesmo sangue, mas amamentado no mesmo peito.

(*) Os levitas eram os responsáveis por receber os dízimos dos filhos de Israel, visto que eles não possuíam herança na terra, ou seja, herdades agrícolas para produção de alimentos e criação de gado. Eles não pagavam dízimos, mas recebiam-nos. No gesto de alguém ofertar ou dizimar a outro alguém está a seguinte figura: “o menor oferta ou paga dízimos ao maior; o maior recebe a oferta ou dízimo do menor; o menor é abençoado pelo maior” (Hebreus 7:1-7). Portanto, quando Barnabé vende seu campo, sua herdade, traz o seu preço e o deposita aos pés dos apóstolos, ele está reconhecendo a superioridade do sacerdócio de Cristo, e que o menor oferta ao maior, e o maior abençoa o menor (Hebreus 7). Uma figura disso são as autoridades constituídas que recebem os impostos; nós pagamos tributos aos poderes de nosso país porque eles estão acima de nós (Romanos 13:1-7).  

Não sou ignorante, sei e creio que a Igreja é um corpo e, como tal, possui vários membros, sendo diferentes uns dos outros, mas dependentes entre si. O que enfatizo é que os instruídos não devem se estribar no seu entendimento, e que os ricos não devem confiar em seus tesouros, mas que ambos se gloriem em humilhar-se ante o Senhor, o qual exalta os humildes e abate os soberbos (Salmos 147:6; Provérbios 3:5; Tiago 1:9,10 e cap. 4:6).

O Senhor usa quem Ele quer e do modo que quer. Assim como Ele “encheu” da Sua Palavra a boca do indouto apóstolo Pedro no dia de Pentecostes, para anunciar o Evangelho e converter quase três mil almas, também usou o letrado apóstolo Paulo como Seu arauto diante dos reis e príncipes do mundo de então.

“Destruindo conselhos e levando cativo todo o entendimento a Cristo”. Porque neste tempo que ainda nos resta para vivermos na carne, não militaremos mais segundo a carne, porque as nossas armas não são carnais, mas espirituais. (2 Cor. 10:3-5).

Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes. Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo? Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. (1 Coríntios 1:18-21).

Este é o poderoso conselho de Deus.

L. M. S.