MANANCIAL

MANANCIAL
"Jardim fechado és tu, minha irmã, esposa minha, manancial fechado, fonte selada". (Cânticos 4:12)

sábado, 11 de março de 2017

O SONHO DE NABUCODONOSOR EM DANIEL CAPÍTULO 2.

A Cabeça de Ouro – “Tu, ó rei, és rei de reis, a quem o Deus do céu deu o reino, o poder, a força e majestade, em cujas mãos Ele entregou o domínio em todo o mundo sobre os seres humanos, os animais do campo e as aves do céu. Tu és a cabeça de ouro”. (Daniel 2: 37,38).

O Primeiro Reino.

Nabucodonosor era o Império Babilônico em pessoa. As conquistas militares do seu Império e o esplendor arquitetônico de Babilônia deviam muito às suas proezas. Daniel diz que a cabeça de ouro da estátua era, literalmente, o Império Babilônico representado por Nabucodonosor.

Ouro - O nobre metal foi usado em abundância para embelezar a cidade de Babilônia. Heródoto descreveu a magnificência do resplendor do ouro nos templos da “Grande Cidade”. A imagem de Bel, o deus babilônico, o seu trono, a mesa das oferendas e o altar eram feitos de ouro.

Cabeça - Nabucodonosor era “rei de reis” porque se sobressaía entre os reis da Antiguidade, portanto ele era a “cabeça” dos reinos do mundo.
O Segundo Reino.

Peito e Braços de Prata - Depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu… (Daniel 2: 39 a). Este segundo reino da profecia de Daniel é chamado de Império Medo-Persa, e incluía o mais antigo Império Medo e as aquisições mais recentes de Ciro II, o conquistador persa. É pouco provável que o segundo reino seja somente o Império Medo, o que converteria a Império Aquemênida (Persa) no terceiro reino; principalmente porque o Império Medo foi contemporâneo do Império Neobabilônico, não seu sucessor, e também porque o Império Medo caiu ante Ciro, o persa, antes da queda da Babilônia. Sabe-se que Dario reinou em Babilônia por permissão do verdadeiro conquistador, Ciro, que derrotou Belsasar, rei da Babilônia. O livro de Daniel se refere várias vezes à nação que conquistou a Babilônia, à qual Dario representava, como "os Medos e os Persas". Segundo Heródoto, Ciro havia dito que era parte persa e parte medo. Ciro, que tinha chegado a ser rei da Pérsia, derrotou a Astíages dos Medos no ano 553 ou 550 AC. Assim os persas que anteriormente estavam subordinados aos medos, chegaram a ter o domínio no que tinha sido o Império Medo, já que os persas governaram desde o tempo de Ciro em adiante, e são mencionados normalmente como Império Aquemênida. Mas o prestígio mais antigo se refletia na frase "Medos e Persas" que se aplicava aos conquistadores da Babilônia no tempo de Daniel e ainda mais tarde. A posição honrosa de Dario depois da conquista da Babilônia demonstra o respeito de Ciro para com os Medos, ainda que o mesmo detivesse realmente o poder. Portanto, os “braços de prata” são alusivos a Ciro e Dario, e o “peito de prata” da estátua simboliza a unidade do império Medo-Persa sob o domínio desses dois governantes.

O Império Medo-Persa era bem maior em extensão e população do que o reino de Nabucodonosor. Não só incluiu o reino da Babilônia, mas também a Lídia (parte ocidental da Turquia), o Egito, o Afeganistão, uma grande parte da Ásia Central e da pátria Medo-Persa (atual Irã e leste da Turquia). Além disso, o Império Aquemênida (539-330) durou mais do que o dobro do Império Neobabilônico (626-539), 209 anos contra 87 anos. Portanto, o Império Medo-Persa não foi menor ou menos poderoso do que o império Neobabilônico, contudo, diante da opulência de Nabucodonosor, o império Medo-Persa foi inferior.

Prata - Como a prata é inferior ao ouro, o Império Medo-Persa foi inferior ao Babilônico. Ao contrastar os dois reinos, notamos apesar de o segundo ter durado mais tempo, certamente foi inferior em luxo e magnificência. Os conquistadores medos e persas adotaram a cultura da civilização babilônica, porque ela estava muito mais desenvolvida do que a sua.

O Terceiro Reino.

Ventre e Coxas de Bronze – “... e um terceiro reino, de bronze, que dominará sobre toda a terra”. (Daniel 2: 39 b).

O sucessor do Império Medo-Persa foi o Império de Alexandre, o Grande, e seus sucessores. A Grécia estava dividida em pequenas cidades-estados que tinham um idioma comum, mas pouca ação unificada. Ao pensar na Grécia antiga, pensamos principalmente na idade de ouro da civilização grega sob a liderança de Atenas, no século V a.C. Este florescimento da cultura grega seguiu ao período de maior esforço unido das cidades-estados autônomas, a exitosa defesa de Grécia contra Pérsia, ao redor do tempo da rainha Ester. A "Grécia" do Livro de Daniel (cap. 8: 21), não diz respeito às Cidades-Estados autônomas do período da Grécia clássica, mas ao posterior Reino Macedônico que venceu a Pérsia.

A Macedônia, uma nação consanguínea grega situada ao norte de Grécia propriamente dita, conquistou as cidades gregas e as incorporou pela primeira vez a um Estado forte e unificado. Alexandre, depois de ter herdado de seu pai o recém engrandecido Reino Greco-Macedônico, se pôs em marcha para estender a dominação macedônica e a cultura grega para o oriente e venceu ao Império Aquemênida. A profecia apresenta o reino da Grécia como um reino que viria depois da Pérsia, porque Grécia nunca se uniu para formar um reino até a formação do Império Macedônico, o qual substituiu a Pérsia como principal poder do mundo desse tempo.
O último rei do Império Aquemênida foi Dario III, que foi derrotado por Alexandre nas batalhas de Grânico (334 a.C.), Batalha de Isso (333 a.C.), e Batalha de Gaugamela (331 a.C.).

Ventre e Coxas de Bronze - No Império de Alexandre Magno os soldados gregos se distinguiam por sua armadura de bronze. Seus capacetes, escudos e machados eram de bronze. Heródoto nos diz que Psamético I do Egito viu nos piratas gregos que invadiam suas costas o cumprimento de um oráculo que predizia: "homens de bronze que saem do mar".

"Terá domínio sobre toda a terra" – A história registra que o domínio de Alexandre se estendeu sobre Macedônia, Grécia e o Império Aquemênida. Ele incluiu o Egito e se expandiu pelo oriente até a Índia. Foi o império mais extenso do mundo antigo até esse tempo. Seu domínio foi "sobre toda a terra" no sentido de que nenhum poder da terra era igual a ele, e não porque cobrisse todo mundo, nem ainda toda a terra conhecida nesse tempo. Um "poder mundial" pode definir-se como aquele que está acima de todos os demais, um poder invencível, e não necessariamente porque governa todo mundo. As afirmações superlativas eram comumente usadas pelos reis da Antiguidade. Ciro se denominava como: "rei do mundo… e dos quatro bordes (regiões da terra)"...

O Quarto Reino.

Pernas de Ferro – “O quarto reino será forte como o ferro, pois, como o ferro esmiúça e despedaça tudo, como o ferro quebra todas as coisas, ele esmiuçará e quebrará”. (Daniel 2: 40).

Esta não é a etapa posterior quando se dividiu o império de Alexandre, mas do império que conquistou o mundo macedônico. Muito antes da tradicional data de 753 a.C., Roma tinha sido estabelecida por tribos latinas que tinham vindo à Itália em ondas sucessivas ao redor do tempo em que outras tribos indo-europeias se tinham estabelecido na Grécia. Desde aproximadamente o século VIII a.C. até o V a.C. a cidade-estado latina foi governada por reis etruscos vizinhos. A civilização romana foi muito influída pelos etruscos, que vieram à Itália no século X a.C. e especialmente pelos gregos que chegaram dois séculos mais tarde. Pelo ano 500 a.C. o Estado romano se converteu em república, e seguiu sendo-o por quase 500 anos. Em 265 a.C. toda Itália estava sob o domino romano.

Em 200 a.C. Roma saiu vitoriosa da luta mortal que tinha sustentado com sua poderosa rival do norte de África, Cartago (originalmente uma colônia fenícia); desde então se fez dona do Mediterrâneo Ocidental e era mais poderosa do que qualquer dos estados do oriente.
Roma primeiro dominou e depois absorveu, um a um, os três reinos que sobraram dos sucessores de Alexandre, e assim chegou a ser o seguinte grande poder mundial depois dele. Este quarto império foi o que mais durou e o mais extenso dos quatro, pois no século II estendia-se desde Inglaterra até o Eufrates.

"Como o Ferro" - Edward Gibbon chamou muito adequadamente Roma de “a monarquia de ferro”, ainda que não fosse monarquia no tempo em que chegou a ser o principal poder do mundo.

"Quebra e Despedaça Tudo" - Tudo o que se pôde reconstruir da história romana confirma esta descrição. Roma ganhou seu território pela força ou pelo temor que infundia seu poderio armado. Ao princípio interveio em conflitos internacionais numa luta pela sobrevivência contra Cartago, sua rival, e depois se viu envolvida numa guerra após outra; esmiuçando seus adversários um a um, tornou-se finalmente na agressiva e irresistível conquistadora do mundo mediterrâneo e da Europa Ocidental. No princípio da era cristã, e um pouco mais tarde, o poder de ferro das legiões romanas respaldava à Pax Romana (a paz de Roma). Roma era o império maior e mais forte do que o mundo tinha conhecido até então.

O Quinto Reino.

Dedos de Ferro e Barro – “Quanto o que viste dos pés e dos dedos em parte de barro de oleiro e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro; pois, como que viste o ferro misturado com barro de oleiro”. (Daniel 2: 41).
Ainda que mencione os dedos, Daniel não chama especificamente atenção a seu número. Declara que o reino seria dividido. Isso significa que esse Reino representa a forma atual de governo em que se encontra a sociedade humana; dividida, mas com alguns reinos fortes como o ferro e outros frágeis como o barro.

Barro e Ferro, Fraco e Forte – Ao longo dos séculos, Roma foi perdendo sua tenacidade férrea através de sucessores débeis, isto significa que Roma permaneceria até os dias de hoje, porém como uma mistura do ferro (Império Romano) com o barro (nações, povos e línguas). Atualmente o que sobrou do Império Romano foram o papado (Igreja Católica) e a cultura de Roma herdada pelo ocidente, contudo, segundo a interpretação de Daniel, ainda haveria uma parte forte. Os reinos bárbaros que foram cristianizados diferiam grandemente em valor militar, como o diz Gibbon ao referir-se às poderosas monarquias dos francos e os visigodos, e dos reinos subordinados dos suevos e burgúndios.

"Não Ficarão Unidos" - Os versos 42 e 43 de Daniel capítulo 2 dizem: "Como os artelhos (dedos) dos pés eram, em parte de ferro e em parte de barro, assim, por uma parte o reino será forte e, por outra, será frágil. Quando ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão (com semente humana) pelo casamento, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro".

A profecia do Livro de Daniel suportou a prova do tempo. Algumas potências mundiais da era Cristã foram débeis e outras fortes, porém o “nacionalismo romano” continuou vigoroso; mas as tentativas de converter num império único e grande as diversas nações que surgiram terminaram em fracasso. Certas nações se uniram transitoriamente, mas a união delas não resultou nem pacífica nem permanente.

Já houve muitas alianças políticas entre as nações, mas todas as tentativas de unificação se frustraram. A profecia não declara especificamente que não poderá haver uma união transitória de vários elementos por meio da força das armas ou de uma dominação política, no entanto, ela afirma que essa união não funcionará organicamente, pois seus integrantes continuarão com receios mútuos e hostis. Uma federação formada sobre tal fundamento será um reino divido e estará condenada à ruína. O sucesso passageiro de algum ditador ou de algum povo não deve assinalar-se como o fracasso da interpretação de Daniel.

O Último Reino.

Poder-se-ia dizer que os dez dedos (artelhos) dos pés são dez reinos que segundo Apocalipse 17: 12 são os dez chifres da Besta que receberão autoridade por “uma hora” juntamente com ela, e nesta oportunidade cairá a “Pedra do Céu” e exterminará a civilização contemporânea, dando lugar a um “Novo Reino”, o Milênio de Paz. Só depois deste milênio, o sétimo, o sábado da Terra, ela se restaurará. O Milênio de Paz será uma preparação para o surgimento do “Novo Céu” e a “Nova Terra”. Deve-se considerar que dedos são “articulações” e chifres não são, portanto, Daniel 2:41-43 e Apocalipse 17:12  estão indicando que, como dedos, “reinos” (ideologias, religiões, culturas ou tradições) se “dobrarão” e se “conformarão” uns aos outros para terem o domínio sobre a Terra, porém contra a sua natureza, pois não é natural que chifres se “dobrem” ou se “amoldem”.

"A Pedra cortada sem o auxílio de mãos" – O verso 44 diz: No tempo desses reis, o Deus do céu fará aparecer um reino que nunca será destruído, nem será conquistado por outro reino. Pelo contrário, esse reino acabará com todos os outros e durará para sempre. É isso o que quer dizer a pedra que o rei viu soltar-se da montanha, sem auxílio de mãos, e que despedaçou a estátua feita de ferro, bronze, prata, barro e ouro. O Grande Deus está revelando o que vai acontecer no futuro. Foi este o sonho e esta é a sua fiel interpretação.

"Fará Aparecer um Reino" – Este detalhe é uma predição da primeira vinda de Cristo e da Sua posterior conquista do mundo pelo Seu Evangelho, mas este novo "Reino" não poderá coexistir com nenhum daqueles quatro reinos (“Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo”... João 18: 36) porque ele sucederá aos pés de ferro e barro misturados. Portanto, o Reino de Deus de fato ainda está por vir como Jesus afirmou a seus discípulos em Lucas 21: 25-28, porque ainda não vemos todas as coisas sujeitas aos Seus pés, o que experimentamos agora é um nuance espiritual do Reino do Céu (Hebreus 2:8-11). Porém, este último Reino será estabelecido na Terra quando Cristo voltar para resgatar aqueles que O aceitaram como Salvador, primeiro como um reinado de mil anos sob o domínio de Jesus Cristo e Sua Igreja na cidade de Jerusalém, posteriormente, como o Reino eterno de um Novo Céu e uma Nova Terra na Jerusalém Celestial. Confira 2 Timóteo 4: 1 e Mateus 25: 31-34.

Curiosidades: Pedra - Em Aramaico “ében”, é uma palavra idêntica a palavra “eben” do Hebraico. Sua tradução é "pedra" e é usada para se referir a lousas, pedras para atirar com funda, pedras talhadas, vasilhas de pedra, pedras preciosas. A palavra “rocha” é usada frequentemente na Bíblia como uma referência a Deus (Deut. 32:4, 18; 1 Sam. 2:2; etc.). Esta palavra “rocha” vem da palavra hebraica “tsur”. A palavra usada no original por Daniel foi “tsur” (Rocha) e não “ében”. Daniel é claro em sua interpretação para o rei Nabucodonosor, pois apresenta e descreve precisamente todos os símbolos usados no sonho profético.

"Cortada do monte sem auxílio de mãos" – este é um indicador de que este último reino tem origem sobre-humana. O último Reino não será erigido pelas hábeis mãos dos homens (as civilizações antigas “talhavam” pedras para com elas construírem suas cidades), mas pela poderosa mão de Deus. Assim como todo reino do mundo foi e ainda é estabelecido por Deus, este novo reino também será, contudo, “sem o auxílio de mãos” humanas.

BÍBLIA, A PALAVRA VIVA DE DEUS.

L. M. S.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

CEMITÉRIO, O DORMITÓRIO DOS CRENTES EM JESUS.

Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os demais que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que dormem em Jesus, Deus os tornará a trazer com Ele. (1 Tessalonicenses 4:13,14).

Cemitério vem do Latim "coemeterium", palavra que vem do Grego "koimeterion", que tem o significado de local de repouso, dormitório.

A palavra "cemitério" (do latim tardio coemeterium, derivado do grego κοιμητήριον [kimitírion], a partir do verbo κοιμάω [kimáo] "pôr a jazer" ou "fazer deitar") foi dada pelos primeiros cristãos aos terrenos destinados à sepultura de seus entes queridos. Portanto ela vem dos cristãos primitivos. Porque os romanos chamavam de "necropolis" (cidade dos mortos) onde eles enterravam seus mortos, mas os cristãos por crerem na ressurreição decidiram dar um nome diferente ao local onde sepultariam os seus mortos, e assim chamaram-no de "cemitério", palavra que vem do termo grego kimitírion (koimeterion), significando "dormitório".

Por que os cristãos primitivos deram o nome de "dormitório" para o lugar dos mortos, ao invés de manterem o de "necropolis"? Porque, diferentemente dos romanos pagãos, os cristãos criam na imortalidade da alma e acreditavam que os mortos estavam realmente "dormindo" até a volta de Jesus e a consequente ressurreição para a vida, pois segundo as Escrituras, os que morrem no Senhor na verdade não morrem, mas dormem no Senhor.

E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os seguem. (Apocalipse 14:13).

L. M. S.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O PECADO.

O que é pecado?

O pecado é rebelião; sim, esta é a melhor definição do que é pecado, porque nele não pensamos em Deus ou em quem amamos, por causa dele desprezamos os bons conselhos, ignoramos a razão e rejeitamos a nossa fé. Foi assim com o primeiro homem e não é diferente conosco.

Como o pecado acontece?

A melhor explicação nós encontraremos nas Escrituras. Vejam o que Tiago escreveu:

“Cada um é tentado quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado, e o pecado sendo consumado gera a morte”. (Tiago 1:14,15).

O que texto nos informa é que as tentações não vêm de fontes externas, mas de dentro de cada indivíduo, isto é, do próprio coração do homem. As coisas que os cinco sentidos captam do mundo ao redor não são as responsáveis pela tentação da carne, mas é o modo que o nosso coração as interpreta por meio duma espécie de “arquivos de paixões” existentes em nós.

Tiago disse: “Cada um é tentado quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência...”; aqui ele explica que é pela própria concupiscência (paixões, desejos carnais) de cada um o meio pelo qual somos atraídos (seduzidos) e enganados e sofremos as tentações; a tentação não está numa outra pessoa, numa jogatina, numa garrafa de bebida, num entorpecente, numa revista pornográfica, numa facilidade para cometer um crime... A tentação está dentro do coração, nas paixões que ele abriga, pois não podemos ser tentados naquilo que não queremos e não desejamos, mas no que cobiçamos somos vulneráveis.

Ser tentado não quer dizer que eu já pequei, pois Cristo também em tudo foi tentado, mas não pecou (Hebreus 4:15); o pecado acontece quando damos vazão aos nossos desejos, quando deixamos que eles nos dominem, quando nos demoramos neles. Ou seja, se vejo algo que me atrai, e esse algo não convém, pois conflita com minha fé, e contraria a moral, e a ética, e fere a minha consciência e a quem amo, não devo dar prosseguimento à contemplação; devo “cortar o mal pela raiz” se quiser preservar-me puro e incontaminado do pecado.

“... havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado”; se eu continuo a olhar para o que me atrai dando seguimento às imaginações da minha mente entregando-me assim às minhas paixões carnais, o resultado desse processo será como “engravidar” a minha própria cobiça que, depois de grávida dará à luz o pecado. Mas mesmo assim há esperança porque mal maior ainda não aconteceu, pois João diz que “há pecado que não é para a morte e há pecado para a morte” (1 João 5:16); sabemos que todos estamos sujeitos às tentações e portanto, se fraquejarmos na fé e no temor pecaremos.   

 “... e o pecado sendo consumado gera a morte”; agora é que a coisa fica difícil. Consumar o pecado é negligenciar tudo o que Deus fez por nós; entregar-se ao ato pecaminoso e consumá-lo é rebelar-se contra tudo e contra todos. Vejamos o exemplo do adultério; o homem casado sente-se atraído por outra mulher, se ele frear seus intentos não terá cometido pecado, porém se ele dá prosseguimento a essa atração com várias imaginações, e pensamentos e sonhos, demorando-se nesses deleites carnais, ele estará engravidando sua cobiça e consequentemente pecará, mas apenas com maus pensamentos, isto é, não pecará para a morte; contudo se consumar o ato traindo sua esposa ele pecará para a morte, pois ferirá profundamente seu lar, e manchará seu leito conjugal.

Sabemos que o sangue de Jesus purifica de todos os pecados. Mas o sangue de Cristo purifica somente quem realmente se arrepende de seus pecados e os deixa, e os confessa e pede perdão aos ofendidos (a Deus e ao próximo), e também restitui o direito àqueles que foram defraudados por causa maus atos praticados.

L. M. S.    

domingo, 1 de janeiro de 2017

O MONSTRO.


Quando criança, eu gostava de assistir filmes de terror, e a minha sessão favorita era o “Cine Mistério”, aquela que passava histórias do Drácula, do Frankenstein e do lobisomem. As películas exibidos naquele tempo não tinham essa violência gratuita como os de hoje, não havia violência explícita, o horror era subentendido, a coisa ficava mais misteriosa por causa das músicas sinistras, pelos cenários góticos de fundo e pela dramaticidade dos atores.  

O filme que me impressionou bastante foi: “O Filho de Frankenstein”; na época eu nem sabia que Frankenstein era o nome do cientista e não da sua criação bizarra, pois para mim um nome tão feio só podia ser de um monstro, porém, na minha ignorância, eu não estava tão errado assim porque o verdadeiro monstro da história era realmente o cientista louco que violava túmulos, decepava membros de cadáveres e os costurava num corpo para criar seu próprio homem, diga-se de passagem, à sua “imagem e semelhança”. Mas o pior de tudo isso é que ele queria ser igual a Deus, pois pensava poder dar vida a tal massa morta de carne e ossos usando da força dos raios de uma tempestade. Embora o monstro de Frankenstein fosse muito feio, ele era apenas uma caricatura; uma expressão grotesca do coração do seu criador. Sim, o seu monstro era apenas o seu espelho!

O usurpador.

O que podemos entender nas Escrituras Sagradas sobre Satanás é que ele se rebelou porque pensou ser igual a Deus e daí tentou usurpar um lugar semelhante ao do Senhor (Isaías 14:13,14). Devido a sua astúcia, ele incitou também a rebeldia numa multidão de anjos nos quais Deus achou loucura (Jó 4:18; Apocalipse 12:4); dessa maneira, todos os anjos que não guardaram seu principado foram lançados profanados no abismo (Judas 1:6).

A mesma ideia satânica de ser igual a Deus que foi “comprada” pelos anjos rebeldes, Satanás também a “vendeu” ao primeiro homem causando, assim, o rompimento da comunhão da criatura com seu Criador (Gênesis 3:5). Ainda hoje ele continua a “vender” a mesma rebeldia para toda humanidade. E vocês sabem a qual preço? Ao preço de suas almas.

O servo do Senhor.

A Bíblia diz que Jesus subsistindo em forma Deus, não usurpou ser igual a Deus, antes, se esvaziou da Sua glória e assumiu a forma de servo. E que na forma de servo, isto é, como homem foi obediente em tudo sendo humilhado e condenado à morte na vergonhosa e dolorosa da cruz (Filipenses 2:5-8). Isto nos quer dizer que Aquele que sendo Deus não quis tomar-Lhe o lugar, mas em tudo O obedeceu e em tudo se humilhou, em tudo O serviu e em tudo O louvou não buscando glórias para Si, mas com sua vida de servo glorificou somente ao Pai. Apesar de tudo o que nos foi ensinado por Jesus, o que vemos hoje são servos querendo ser senhor; homens falíveis pensando ser alguma coisa; pecadores usurpando ser igual a Deus. Porque quanto mais os homens buscam a vaidosa sabedoria do mundo, mais eles se afastam da singela verdade e de Deus, pois quanto mais eles querem saber igual a Deus, mais são enganados pela soberba de seus corações.

A Bíblia orienta a nos humilharmos debaixo da potente mão de Deus, porque assim como Cristo se humilhou e foi exaltado pelo Pai acima de todos os anjos dando-Lhe assento à direita do Seu trono nas alturas – lugar almejado por Satanás – também quem se humilhar e se esvaziar de si mesmo ou do que pensa que é, será exaltado por Deus na Sua glória (1 Pedro 5:6). É Deus quem exalta e quem abate, pois o homem é nada e menos que nada. Qual é a utilidade do pó? Contudo a soberba encontrou guarida até nas Igrejas.

Se alguém cuida ser alguma coisa...

O meio cristão é um grande mercado consumidor da mercadoria de Satanás. O hedonismo*, as láureas*, as lisonjas*, os títulos, os seminários, o narcisismo*, as flâmulas* e as honras são buscadas como meios de se sobrepor aos demais para serem adorados como deuses. Nunca se cultuou tanto a soberba do intelecto humano nas Igrejas como atualmente se faz. Se alguém contesta alguma doutrina que é defendida por algum dos “doutores” da Palavra, o tal é humilhado com os vários títulos e honrarias do “doutor” colocando o “leigo” no seu devido lugar; é uma verdadeira “carteirada eclesiástica” (veja 1 Coríntios 8:2,3 e Gálatas 6:2-4).

*Hedonismo – é uma teoria ou doutrina filosófico-moral, a qual afirma que o prazer é o bem supremo da vida humana.

*Láurea – Coroa de louros; laurel; recompensa ou prêmio; o que se oferece a alguém em retribuição a alguma coisa; homenagem.


*Lisonja - enaltecer exageradamente; elogio feito com intuito de bajular; exaltação. 


*Narcisismo - Amor excessivo pela própria imagem ou por si mesmo.

 

*Flâmula – Bandeira; peça de pano quadrangular, com as cores de determinada nação, país ou agremiação, sendo usada como símbolo; no sentido figurado: partidarismo doutrinário.


Se olharmos para os Evangelhos e para os demais livros do Novo Testamento, tantos os ensinos de Jesus como os dos apóstolos nos orientam a buscar a Deus, a servir a Deus, a viver para Deus e não nos assemelharmos em nada aos mundanos e suas ambições.

E não vos “conformeis” com este século, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Romanos 12:2).

A palavra “conformar” que Paulo emprega no verso acima, significa exatamente “tornar-se semelhante”, “da mesma aparência”, “do mesmo formato”, “igualar-se”; então a exortação do apóstolo é que não podemos nos igualar aos modismos intelectuais, quero dizer, não devemos nos moldar à sabedoria secular, pois a mesma vive em contante metamorfose, e a sabedoria dos crentes não é aprendida nos métodos e nas ciências mundanas, porque todos os que são de Cristo têm a mente de Cristo, sendo, portanto, ensinados por Deus; porque não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito de Cristo, pelo que, como meninos renascidos e desejosos do leite racional não falsificado, clamamos a Deus: “Aba, Pai”. (Romanos 8:15; Gálatas 4:6; 1 Pedro 2:2).

Cegos condutores de cegos.

Tiago, o irmão do Senhor, não disse que quem tem falta de sabedoria deve buscá-la nos homens ou no mundo, mas que o indouto peça sabedoria a Deus, porque Ele liberalmente dará a todos que O buscarem com fé (Tiago 1:5,6). Porém não é isso que acontece, mas cegos estão conduzindo cegos, porque os cheios de si, e não do Espírito, detestam ser retrucados em suas convicções e é por isso que dividiram os cristãos em "castas" (clero e leigos) nas Igrejas, e também é por isso que se proibiu o dom de línguas, o dom de profecia e o de revelação, pois por meio destes dons o Espírito Santo atuava diretamente com os crentes; por fim, o ministério da Palavra deixou de ser embasado na oração para firmar-se em livros didáticos de teologia.

É claro que Deus usará homens para ensinar outros homens, porém o Senhor se valerá de "servos", isto é, os que "servem" a Deus e aos seus irmãos e não os que "se servem" de Deus e dos irmãos. Os que transmitem a Palavra de Deus devem fazê-lo com temor e submissão ao Espírito Santo e à Palavra, devem ensiná-la com reverência e dedicação, pois a Palavra é do Senhor e não do pregador; a unção da Palavra quem dá é o dono da Palavra; as artimanhas ou técnicas inventadas por homens não ungem os sermões, mas os corrompem. Portanto é fácil entender porque há muitos crentes fracos, muitos que dormem e muitos que já estão mortos para a fé; são sementes lançadas à margem, à beira do caminho, estão ali para serem pisadas pelos homens e roubadas por Satanás.

Revivendo o monstro.

Voltando ao monstro de Frankenstein, é observável que por causa de várias doutrinas loucas inventadas e que por meio de inúmeras especulações tolas, Igrejas que deveriam gerar filhos de Deus estão criando para si seres disformes, compilados com restos de cadáveres do mundo, aos quais querem dar vida através de forças estranhas e incontroláveis de uma natureza morta e corrompida. É assim mesmo! As denominações estão cheias de “cientistas loucos” experimentando todo tipo de monstruosidade sejam daquelas que assustam ou daquelas que apenas nos deixam em suspense, porque mesmo as que ainda se julgam sóbrias escondem segredos escabrosos nos porões de seus castelos.

O fim do monstro.

No final do filme “O Filho de Frankenstein”, o monstro que foi revivido pelo filho do cientista louco é destruído num poço de lava incandescente, um “lago de fogo” que havia embaixo do castelo. A Bíblia diz que o “Lago de Fogo” foi preparado para o diabo e seus anjos, mas que também será o destino final de todos que amam e cometem a mentira (Mat. 25:41; Apoc. 21:8).

Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo (1 Pedro 1:13) .


L. M. S.           

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

OS DOIS SERVOS.

Dois homens israelitas empobreceram e não tinham mais como prover-se de pão. Então eles se venderam a um homem rico para servi-lo em troca de alimentos. Ambos tinham um mesmo pensamento de que, segundo a Lei, ao passarem os seis anos de serviço, no sétimo ano eles sairiam forros.

O senhor lhes distribuía as tarefas diárias dizendo: “fazei isto; ide até tal lugar; venham para cá”... Ao voltarem dos seus afazeres no campo, o senhor lhes dizia: “lavem-se, sirvam-me o jantar, eu comerei e depois vós comereis”.

A vida deles era trabalhosa, porém eram bem alimentados, não eram maltratados, só eram repreendidos se fizessem algo errado... Enfim, eles tinham um amo justo, embora, essa altura, ambos não pensassem a mesma coisa a dele, pois um via o senhor de um jeito e o outro o via de maneira diferente, porém os dois servos ainda sonhavam com o dia em que receberiam a alforria.

Certo dia o senhor quis lhes dar esposas para que eles não se sentissem sozinhos e pudessem desfrutar do casamento e gerar filhos. Eles se alegraram com o presente, mas um dos servos, apesar de contente, não olhou com bons olhos a dádiva que recebera, pois desconfiava do seu mestre e sabia que quando terminasse seu tempo de servidão não poderia levar consigo sua esposa e os filhos que dela gerasse, porque a Lei de Moisés determinava que se fizesse assim, demais a mais, ele atinava que aquilo era apenas mais uma das recompensas merecidas, tal qual a boa comida e o abrigo que o senhor lhes dava, portanto tudo se devia à dedicação deles pelo serviço, isto é, o seu amo não estava fazendo nada mais que retribuir-lhes com um pagamento justo por trabalhos prestados. 

O outro servo, porém, não entendia do mesmo jeito, mas olhava para as ações do seu mestre através de um sentimento de gratidão, pois via que seu senhor era um homem bondoso e por isso o havia acolhido e alimentado, e que agora o abençoara com uma esposa.

Passaram-se os anos, seis ao total, e o ano desejado chegou. Eles teriam a sonhada liberdade. O senhor deles lhes deu alguns bens para que eles recomeçassem suas vidas independentes (porque a Lei diz para não despedir os servos de mão vazias), e até as esposas e os filhos que pela Lei não sairiam com eles, o senhor lhes deu. O primeiro, sem pestanejar, pegou seu caminho e foi-se embora pensando consigo mesmo: “Vou antes que ele mude de ideia e queira me tirar a esposa e os filhos”. O segundo, porém, olhou para a sua esposa e para o seu filho, olhou para os bens que recebera, e por último olhou para seu senhor... Algo se moveu dentro de seu íntimo, o seu coração bateu mais forte, a comoção turbou-lhe a alma e um nó se fez na garganta... E com seus olhos cheios de lágrimas disse: Não meu senhor! Não quero sair forro; eu amo ao meu senhor! Eu o servi todos estes anos por amor e não por obrigação, e quero servi-lo até o fim da minha vida. Então o seu amo o levou aos juízes, e a sua orelha foi furada com uma sovela no umbral da porta do seu senhor, e o seu sangue marcou para sempre aquela casa. (Êxodo 21:1-6; Lev. 25:39-43; Deut. 15:12-17).     

Se o caminho da vida que nos foi aberto por Cristo (o véu rasgado na cruz) for trilhado por obrigação e não por amor, seremos apenas os servos inúteis, pois só obedeceremos porque nos foi mandado (Lucas 17:7-10). 

Que espécie de servo nós somos? Dos os que executam as ordens por obrigação e por medo? Ou somos dos que amam ao Senhor e por isso obedecemos a Sua Palavra?


L. M. S.  

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A FÉ QUE MOVE MONTANHAS.

Ora sem fé é “impossível” agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima Dele “creia” que Ele existe e que é “galardoador” daqueles que O buscam (Hebreus 11:6).

Quem é Deus para você? Deus é um ser duro e cruel? O Deus Onipresente não está perto de você? Porventura Deus não é seu Pai? Por acaso o Deus que fez o olho é cego? Será possível que o Deus que amou o mundo de maneira indescritível, te excluiu desse amor? Poderia o Deus que não poupou Seu Filho Unigênito para resgatar os perdidos das mãos de Satanás, não querer te salvar? Será Deus surdo aos seus clamores ou indiferente à sua dor? Ou será que a resposta para tudo isto é que você não entendeu quem Ele é? Sim! Você não entendeu ainda que Deus é amor, e que a fé que Lhe agrada é aquela que O reconhece como o único Deus vivo, o único Deus que existe e também o único galardoador dos que O amam e O buscam por amor.

Agora, pois, ó Israel, que é que o Senhor teu Deus requer de ti, senão que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma, que guardes os mandamentos do Senhor, e os Seus estatutos, que Eu hoje te ordeno para o teu bem? (Deut. 10:12,13).

Ouve ó Israel! O Senhor vosso Deus é o único Deus. Amarás, pois o teu Deus de todo o vosso coração, de todo o vosso entendimento e com todas as vossas forças (Deut. 6:4,5; Marcos 12:29,30). Não terás outros deuses no meio de vós, não fareis para vós imagens de esculturas, não vos curvareis a elas; Eu Sou o Senhor vosso Deus... Eu vos tirei da terra do Egito com mão forte e com braço estendido... (Deut. 5:7-9 e cap. 26:8; Números 15:41).  

A bênção de Deus não é alcançada por uma fé gigantesca, mas por uma fé que crê que o Deus vivo nos ama acima de qualquer coisa e que não poupará prodígios e maravilhas para atender quem crer Nele desta maneira.

“Pois se vós sendo maus sabeis dar boas coisas aos vossos filhos; quanto mais vosso Pai que está nos céus não vos dará o Espírito Santo a tantos quantos Lho pedirem?” (Mateus 7:11; Lucas 11:13).

Mas, por que Deus não atende a alguns clamores?

De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites. (Tiago 4:1,3).

Se um filho pedir pão, o seu pai lhe dará pão, se o filho pedir ao seu pai um peixe, o seu pai lhe dará um peixe e se o filho lhe pedir um ovo, o pai lhe dará um ovo. Mas, e se o filho lhe pedir uma pedra em lugar pão, ou uma serpente ao invés de lhe pedir um peixe, ou então se pedir um escorpião no lugar de um ovo? Certamente o pai negará e não dará o que o filho pediu. Assim também é com Deus, o nosso Pai, Ele não nos dará nada que venha nos atrapalhar no caminho para o Céu (Mateus 7:7-11).

Estamos peregrinando pelos reinos do mundo, somos estrangeiros neles e estamos buscando a nossa verdadeira pátria, a Jerusalém celestial, o Reino de Deus. Sendo assim, não podemos nos embaraçar com coisas fúteis ou com os negócios desse mundo que combatem contra a nossa fé. As pessoas que querem ser ricos neste mundo caem em muitas tentações engendradas pelos desejos carnais que são nocivos a uma vida espiritual pura. Nessa cobiça, muitos se apostataram e ainda se apostatarão da fé (1 Timóteo 6:9).

Um colega de serviço me falou de um velho ditado judeu que diz mais ou menos assim: “Peregrinando no caminho para Jerusalém, só se deve levar consigo aquilo que se pode carregar”; a verdade desta frase pode ser aplicada aos que buscam a verdadeira Jerusalém, a Celestial, pois se nos sobrecarregarmos de coisas inúteis, fatalmente ficaremos para trás. Se nós fomos escolhidos por Deus para habitar nas regiões celestiais; porque O provocaremos a zelos com os ídolos* do mundo? Deus nos chamou para uma santa vocação e é por isso que os que são de Cristo crucificaram a carne com suas concupiscências, isto é, a partir da cena do calvário ignoramos os desejos das coisas nocivas do mundo que antes da fé nós cobiçávamos, pois esses ídolos que nos dominavam ficaram para trás cravados na cruz. Portanto esqueçamo-nos daquilo que para trás ficou e avancemos para aquelas que estão adiante de nós, pois Deus, o nosso Pai e Jesus Cristo, o Seu Filho e o nosso Senhor, querem nos abraçar naquele glorioso dia que está por vir. (1 Cor 10:22; Gál. 5:24; Fil. 3:13; 2 Tim. 1:9).

*Ídolos – São quaisquer coisas que adoramos, cobiçamos ou buscamos do mundo entregando-lhes nosso coração por amá-las mais do que amamos a Deus.

Deus nos dá o que precisamos para viver aqui, Ele nos concede coisas úteis e necessárias para o tempo que ainda nos resta na carne (1 Pedro 4:2); se queremos ser curados de enfermidades, se precisarmos de algo útil, se necessitamos de trabalho honesto e de condições para saldar nossos compromissos, sejam petições de coisas boas para nós ou para os outros, peçamos tudo a Deus em Nome de Jesus crendo Nele, e tendo-O como o único Deus, e sabendo, com inteireza de fé, que Ele é o nosso Pai amoroso e que é por esta causa que o Senhor nos responderá. Porque se pedimos alguma coisa segundo a Sua vontade, isto quer dizer, se pedimos algo que não nos fará nenhum dano, Deus nos ouvirá. Pois a Sua vontade é boa perfeita e agradável e Nele não há treva nenhuma (Romanos 12:2; 1 João 1:5).   

O Pai vos ama (João 16:27); pedi e dar-se-vos-á, buscai e o achareis, batei e abrir-se-vos-á; porque ao que pede recebe, e ao que busca acha, e ao que bate se abre (Mat. 7:7,8; Lucas 11:9,10). Até agora não pediste nada em Meu Nome – o nome de Jesus significa uma identidade e não uma palavra mágica; pedir “em Nome de Jesus” é identificar-se com Ele, é ser seu irmão mais novo, é comungar do Seu sangue e corpo; também significa estar envolto no amor de Deus, pois Jesus é o amor de Deus que se fez carne, o crente deve entender que a nova criatura gerada em Cristo vive nesse amor, desse amor e para esse amor – pedi ao Pai para que a vossa alegria seja completa e o vosso gozo se cumpra (João 16:23,24).

A fé que opera pelo amor (Gálatas 5:6).

É nisto que muitos pregadores falham ao anunciar o Evangelho de Cristo Jesus. Os preguiçosos, os presunçosos, os ignorantes, os amantes do mundo e os que não têm o Espírito dizem que os sinais e prodígios foram somente para a era apostólica ou para o povo judeu; os descrentes e ignorantes da Palavra dizem que a falta de fé é a causa, pois eles afirmam que só se alcança curas com grandes demonstrações de fé, mas isso não verdade.

Deus quer verdadeiros adoradores, adoradores que O adoram em Espírito e em verdade, e esses verdadeiros são aqueles que o amam de espírito, alma e corpo, pois só assim fé do crente será um instrumento do amor de Deus e um tributo a Sua honra e glória, porque jamais a fé que produzirá os sinais e prodígios servirá à soberba humana. 

Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele, e ele em Deus. E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele. (1 João 4:15,16).

Pai nosso que habitas no Céu. Santo! Santo! Santo é o Teu Nome. Oh! Venha o Teu Reino e seja feita a Tua vontade. Dá-nos o pão da nossa necessidade. Perdoa-nos e nos ensine a perdoar como Tu nos perdoaste. Livra-nos do mal e das tentações; concede-nos a bênção de sermos fiéis a Ti até a morte. Porque somos o Teu Reino para a Tua glória e Tu és o dono de todo o poder no Céu e na Terra para todo o sempre. Amém! 


L. M. S.       

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

O DÍZIMO E A ÁRVORE DE NATAL.

Uma das melhores lembranças de minha infância foi na época natalina do período de 1967 a 1969, pois chegado o fim de ano meu pai punha na vitrola de casa músicas de natal e nos presenteava com brinquedos; lembro-me que tínhamos dois discos de músicas natalinas, um “LP” (Long Play – disco de vinil com várias músicas) e um “compacto duplo” (disco de vinil com duas músicas de cada lado) que eram tocados sagradamente em dezembro e que o título do primeiro era “A Harpa da Cristandade”, o outro eu não me lembro o nome, apenas que tinha o selo da RCA Victor. Havia no ar um clima diferente, talvez porque os comerciais de TV alardeavam mensagens de “Feliz Natal, Boas Festas e um Próspero Ano Novo”; e também por causa das imagens de árvores enfeitadas, presentes, crianças sorrindo, famílias felizes... Porém, em casa nunca tivemos uma árvore de natal para encontrarmos presentes debaixo dela, meu pai não permitia, mas mesmo assim, era muito gostoso acordar de manhã com um brinquedo nos pés da cama.

Todo esse clima fantasioso e mágico proporcionado pelo natal em minha infância ficou gravado em minha mente. Hoje ainda me lembro do “jingle” natalino das Casas Pernambucanas e das chamadas de outros comerciais, lembro das canções que eram ouvidas na vitrola, das mensagens, dos filmes sobre o nascimento de Cristo e dos presentes que recebíamos, de tanto que, nos primeiros anos do meu casamento, eu montava e enfeitava uma árvore que ganhei de minha sogra. Pura “magia e fantasia”, sim, pura ilusão.

Mais tarde, na minha adolescência, descobri que Jesus não nasceu no dia 25 de dezembro, e hoje sei que o natal não passa de uma miscigenação do cristianismo com cultura pagã, que a árvore enfeitada é uma crença idólatra dos “druidas” (*), e que tudo isso foi feito visando o aquecimento de comércio no final de ano. É claro que quando criança eu já sabia que Papai Noel não existia e que a neve era apenas um motivo dos cartões, mas o “feitiço” era inebriante e entorpecia minha mente infantil e eu fui enganado nos meus sonhos.

(*) Druidas – povo indo-europeu que adorava e sacrificava crianças às árvores para que elas lhes dessem frutos e remédios de suas folhas e caules.

Ao recordar estas coisas veio a mente uma comparação da árvore de natal com o dízimo, uma ordenança pregada e defendida ferrenhamente nas igrejas por inúmeros pastores e fiéis. Assim como a árvore é um símbolo da mentira natalina introduzida no meio cristão, o dízimo também é uma mentira imposta como ordenança cristã e como o meio condicional das bênçãos de Deus. O dízimo é uma mistura do cristianismo com o judaísmo pela introdução da aliança sacerdotal levítica na Aliança da Graça, o dízimo é o fermento velho contaminando a nova massa, ele é também a hipocrisia daqueles dizem viver por fé, mas que fazem dela um negócio lucrativo.

Se os defensores dessa ordenança fossem mais honestos, eles não chamariam de dízimo essa contribuição forçada, mas de mensalidade obrigatória. Por que digo que o dízimo é uma contribuição forçada e obrigatória? Em primeiro porque se alguém deseja e tem chamada para o ministério, jamais será separado para ele se não for dizimista, em segundo, se um crente não dizima, a teologia dos “dizimeiros” diz que tal pessoa rouba a Deus e, portanto, está debaixo de maldição.

Os teólogos “Bento Carneiro” que vivem “pinchando maldição” nos crentes, são como vampiros sugando em benefício próprio o sangue dos ingênuos e dos ignorantes. Eles dizem que há bases bíblicas para a cobrança do dízimo e as apresentam orgulhosamente, mas o que eles se esquecem, ou intencionalmente ignoram é que versos bíblicos fora do contexto bíblico são bases de todas as falsas doutrinas que estão espalhadas por aí. Sim, pois, se isolarmos os versos da Bíblia nós pensaremos ter encontrado as bases do espiritismo, do adventismo, do calvinismo, do arminianismo, do dispensacionalismo e de um monte de coisas, mas o que precisamos verificar é se essas bases são fiéis às Escrituras porque qualquer doutrina só terá fundamento sólido se o exame for de todo o contexto bíblico.  

Apresentar o texto de Malaquias 3:8-11 isolado do contexto do livro todo é uma péssima exegese* porque ignora as regras cabais da hermenêutica*. Da mesma forma eles fazem quando apresentam as justificativas para o dízimo quando citam Mateus 23:23 totalmente ausente do contexto do capítulo todo, ou então Hebreus 7:1-10. Mas os parasitas fazem pior ainda ao apelarem para o sentimento de culpa, exibindo o capítulo 9 de Coríntios àqueles que têm uma fé titubeante. Brincadeira! Eles querem se comparar ao apóstolo Paulo, o qual perdeu tudo (família, bens, títulos e posição) e deixou de tudo por amor a Cristo e que em nem um momento exigiu alguma recompensa dos homens por isso. Para esses eu deixo o “mandamento” que Deus deu a Adão e, por conseguinte, a todos os homens: NO SUOR DO TEU ROSTO COMERÁS O TEU PÃO, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás (Gênesis 3:19). Viram? “No suor do teu rosto comerás o teu pão” e não no suor do rosto do teu próximo. 

*Exegese – estudo cuidadoso e sistemático de um texto para comentários, visando o esclarecimento ou interpretação do mesmo. 

*Hermenêutica – ciência que estabelece os princípios, leis e métodos de interpretação.

Obs.: Hermenêutica estabelece as regras da interpretação e a Exegese é a interpretação. A Exegese está subordinada à Hermenêutica, pois deve aplicar suas normas na interpretação dos textos.  

No natal há regras para ser presenteado pelo papai Noel: você tem que ser bonzinho o ano todo, tem que passar de ano na escola, tem que fazer suas tarefas e não fazer “má-criação”; se as crianças agirem assim, os presentes estarão garantidos na árvore. Com os dízimos ocorre coisa parecida. Se o crente paga o dízimo fielmente na sua igreja, ele poderá ser presenteado com um ministério, e se porventura algum dia passar por dificuldades o tesoureiro da sua congregação verá que ele foi um “bom menino” o ano todo e lhe dará uma ajuda, ou seja, os dízimos são como um investimento para ingresso na carreira ministerial e como uma cooperativa para saques. Nada mais nada menos que mundanismo. 

Pelo que me lembro meu pai nunca foi um dizimista fiel e por conta disso nunca pode exercer o ministério do diaconato para o qual foi separado, não nas Assembleias de Deus. Ele era um conhecedor das Escrituras mesmo sem ter cursado alguma escola de teologia, e era justamente por isso que não se dobrava aos falsos ensinamentos. Sua teologia estava fundamentada na leitura diária da Bíblia e numa vida de oração cuidando sempre de um exame submisso ao que o Espírito Santo ensinava, não apenas num versículo, mas em todo o contexto bíblico. Mais tarde, numa outra denominação que pregava o Evangelho e não o dinheiro, ele foi consagrado a presbítero. Então assim como meu pai não permitia árvores de natal em casa, ele também não consentia com a doutrina do dízimo. Pois se as bênçãos de Deus advêm de obras e não da fé, então Cristo morreu debalde (leia Gálatas 2:21).

A Escritura diz que Abraão creu em Deus e isso foi lhe imputado para a justiça, Ela não diz que isso aconteceu quando ele deu o dízimo a Melquisedeque, contudo, os dizimeiros usam Hebreus 7:1-10 como uma prova de que a ordenança foi transportada do Velho Testamento para o Novo, e usam-na, porém, capciosamente, pois o texto não está fazendo nenhuma apologia ao dízimo, mas uma comparação do sacerdócio levítico com o de Cristo para mostrar a superioridade de Jesus como o Sumo-sacerdote de uma Nova Aliança e em figura o escritor relata o que ocorreu em Gênesis 14:18-20. 

A montagem de uma árvore de natal envolve a “compra” de um estereótipo da cristandade, isto é, a árvore em si, envolve também a sua montagem no melhor canto da sala e a colocação dos enfeites de bolas brilhantes, guirlandas, luzes e estrelas, inclui-se ainda a magia da esperança de que na manhã do dia 25 os presentes estejam no local presumido. Tal qual o dízimo. O dizimista compra a ideia de que o dízimo é o estereótipo da fidelidade cristã, isto é, do cristão fiel; depois dessa “compra” os seus argumentos são montados no melhor canto do coração ignorando toda a exegese bíblica, pois os enfeites de “janelas do céu abertas, de bênçãos de grande abastança e de devorador repreendido” são tão atraentes como as luzes e as bolas reluzentes da árvore natalina.

Os “enfeites” fazem o néscio acreditar que ele pode ignorar a justiça e a misericórdia, e fazem-no crer que ele não precisa nem da santidade e nem da retidão em seu caminhar, pois os dízimos pagos serão a causa das misericórdias divinas sobre a sua vida e não de um viver piedoso no Senhor. O crianção pensa em Deus apenas como um papai Noel que traz nas costas um saco cheio de presentes para distribuir. Isto é tão verdadeiro, que tem gente que nunca aceitou a Cristo como seu Salvador e mesmo assim costumeiramente dizima as “primícias do seu trabalho” esperando receber os frutos do seu “sacrifício”.

Ouvi a Palavra do Senhor, vós príncipes de Sodoma; prestai ouvidos à Lei do nosso Deus, vós povo de Gomorra. De que me serve a Mim a multidão de vossos sacrifícios?... Estou farto dos holocaustos... e da gordura de animais cevados, e não me agrado do sangue de novilhos... Quem vos requereu o só pisardes os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs;... não posso suportar iniquidade associada ao ajuntamento solene. (Isaías 1:10-13). 

Há um mandamento na Lei que diz assim: “Não trarás salário de prostituição nem preço de sodomita à Casa do Senhor teu Deus por qualquer voto; porque uma e outra coisa são igualmente abomináveis ao Senhor teu Deus” (Deut. 23:18); porém, os líderes “mão grande” e “braço curto” não estão nem aí para o mandamento. As ofertas nas igrejas deveriam ser arrecadadas apenas entre os crentes e jamais se poderiam aceitar contribuições dos incrédulos, mas não é o que se vê nos cultos públicos onde vergonhosamente a “sacolinha” é passada coagindo as pessoas a contribuírem.

Os que não têm compromisso com Deus também não têm compromisso com a Sua obra, simples assim. Porque tudo que o crente fiel tem sob sua guarda é santificado por Deus, mas aquilo que o ímpio possui é maldito; Jesus disse que é o altar que santifica a oferta; Paulo disse que o cônjuge crente santifica o não crente para que seus filhos sejam benditos; Deus fez separação entre trevas e luz e viu que a luz era boa; Paulo ainda escreveu que não podemos beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios (Mat. 23:19; 1 Cor. 7:14; Gên. 1:4; 1 Cor. 10:21). Então o ato de passar a “salva” em cultos públicos pode acabar por recolher ofertas de altares impuros como de ladrões, de sodomitas, de adúlteros, de traficantes e de prostituição. Que comunhão tem as trevas com a luz? (2 Cor. 6:14).

Certo dia, ouvi algo mais ou menos assim: “A ideia de perfeição da Igreja do primeiro século só existe na mente romântica de alguns”. Quem já leu o Livro de Atos dos Apóstolos sabe que havia problemas na Igreja primitiva, mas que o Espírito Santo tinha a palavra final para encerrar qualquer questão fosse doutrinária ou evangelística, e é nisto que consiste a perfeição da Eclésia, pois é o Espírito quem provê as “juntas e ligaduras” do corpo do Senhor visando o aperfeiçoamento dos crentes fiéis.

Infelizmente o que se vê hoje é um paradoxo de uma fé que move montanhas, mas só se tiver dinheiro para isso; constata-se no cristianismo atual uma crença contraditória, pois crê no que está diante dos olhos e não no que se espera em Deus; é o ventre cheio e o coração vazio; é a circuncisão feita pelas mãos dos homens e não pelo Espírito do Senhor; é o vinho velho rompendo os odres novos...

Em Malaquias, os que roubavam a Deus eram justamente os sacerdotes quando eles ofereciam no altar animais cegos, coxos e enfermos desonrando o Nome do Senhor; por causa deles, a nação toda se corrompeu imitando suas más atitudes.

Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento e da sua boca devem os homens procurar a instrução, porque ele é mensageiro do Senhor. Mas vós tendes desviado do caminho e, por vossa instrução, tendes desviado a muitos... (Malaquias 2:7,8).

Leia sobre os dízimos em Números 18:21-32; Deuteronômio 14:22-29 e cap. 26:12-15.

Nossas obras são como escória e nossos atos de justiça são com trapos de imundícia (Isaías 64:6). Quem nos livrará do corpo dessa morte? (Romanos 7:24). Mas graças a Deus que nos dá vitória por Cristo Jesus (1 Cor. 15:57). Amém! 


L. M. S.