MANANCIAL

MANANCIAL
"Jardim fechado és tu, minha irmã, esposa minha, manancial fechado, fonte selada". (Cânticos 4:12)

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A PARÁBOLA DO RICO E LÁZARO (Lucas 16:19-31).

Pregadores já expuseram o texto de Lucas dando as mais variadas interpretações, mas sempre fugindo da verdade textual; alguns disseram que a personagem do rico trata da humanidade perdida que se aproveita de tudo o que o mundo lhe oferece; e outros, dentro dessa mesma perspectiva, afirmaram que o mendigo tipifica Jesus; mas... Espera aí! Jesus por acaso iria querer comer das migalhas da mesa do mundo? É claro que não! Com certeza a parábola trata de outra coisa.

Vejamos a Parábola:
19. Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente. 20. Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele; 21. E desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico, e até os cães vinham lamber-lhes as feridas. 22. Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado. 23. No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio. 24. Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. 25. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; e tu em tormentos. 26. E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós não podem, nem os de lá passar para nós. 27. Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna, 28. Porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento. 29. Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. 30. Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. 31. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos. (Lucas 16:19-31).


Se analisarmos verso a verso nós compreenderemos do que se trata:

19. Um homem rico que se vestia de púrpura e de linho fino e se regalava esplendidamente – Os que tinham as Escrituras sempre à mão, ou seja, os príncipes de Israel viviam regalada e esplendidamente todos os dias, pois estudavam-nas diariamente, e as interpretavam ao seu bel prazer; e vestiam-se de púrpura como reis (Juízes 8:26), pois dominavam com rigor sobre o povo (Ezequiel 34:4); e também de linho fino, as vestes dos justos (Apocalipse 19:8), pois aparentavam sê-lo;

20 e 21. Um mendigo coberto de chagas à porta do rico desejando comer das migalhas da sua mesa, com cães lambendo-lhe as feridas – O povo comum de Israel é o mendigo da parábola de Jesus, sim, pois Deus disse pelo profeta Amós muito tempo antes de Cristo vir ao mundo, que enviaria fome na terra; fome, mas não de pão, e sede, mas não de água, mas fome e sede de ouvir as Palavras de Deus (Amós 8:11); os pobres de Israel, chaguentos, com cães lambendo-lhes as feridas, jaziam famintos e doentes mendigando à porta dos príncipes da nação, e desejavam comer das migalhas caídas da mesa farisaica.

22. Morreram ambos; o mendigo foi levado pelos anjos para o descanso eterno, e o rico, para o tormento eterno – Jesus disse que os publicanos e as prostitutas entrariam no reino do céu, e que os fariseus que lhes fechavam a porta, ficariam de fora (ver: Mateus 21:31 e 23:13, Lucas 11:52, João 12:42,43).

23. O rico vê Abraão e o chama de pai – Os príncipes dos judeus se consideravam os filhos de Abraão, pois orgulhosamente exibiam sua linhagem, mas não imitavam as obras de Abraão (João 8:39).   

24 e 25. O rico pede para que lhe refresque a língua, pois está em ardendo tormentos – Os intérpretes da Lei e dos profetas, não ensinavam ao povo a Palavra do Senhor, pois distorciam a verdade e expunham somente o que lhes interessava (Lucas 13:28,29; ver também: Malaquias 2:7,8), portanto, com justiça a língua do homem rico ficou ressequida porquanto o seu corpo queimava em fogo no Hades (Isaías 41:17).

26. Há um grande abismo – Certa vez, os fariseus, ao referirem-se do povo, disseram: “Esta multidão que não sabe a Lei é maldita” (João 7:49). Jesus disse que qualquer se exaltar será humilhado e que quem se humilhar será exaltado; era exatamente o que os chefes do povo faziam criando um abismo entre eles e os pobres de espírito, portanto eles também clamariam, mas não seriam atendidos, pois um abismo seria o pagamento por suas ações (Miquéias 3:1-4).

27 ao 31. O rico tem cinco irmãos – Os fariseus, os sacerdotes, os levitas, os escribas e as tradições; cinco irmãos condenados ao tormento. O rico, então, pede um sinal: “que Lázaro ressuscite para que seus irmãos creiam”; e ele diz: “Manda Lázaro à casa de meu pai para lhes dar testemunho”; mas se nenhum dos irmãos do rico ouvia o que Moisés e os profetas falavam; como eles poderiam crer se alguém voltasse dos mortos? Jesus disse: “Uma geração má e perversa pede um sinal; porém nenhum outro sinal será dado senão o do profeta Jonas” (Mateus 12:38-40 e cap. 16:4). Jesus ressuscitou a Lázaro, e sendo este milagre o maior do seu ministério como homem, os judeus não creram; Jesus deu-lhes o sinal do profeta Jonas quando ressuscitou dos mortos, e mesmo assim os fariseus, os escribas, os sacerdotes, e os príncipes do povo não creram.

A Parábola de Lucas 16 é uma crítica aos religiosos fariseus, escribas e sacerdotes, os quais distinguiam a si mesmos dos demais filhos de Israel; eles eram os sepulcros caiados que, por fora, eram impecáveis, mas por dentro imundos, pois aquilo que dentre os homens é elevado, Deus abomina (Lucas 16:15). E assim são os religiosos que se imunizam dos demais pecadores e se consideram superiores a eles, mas por fim não passam de falsos crentes e de corações incircuncisos.

L. M. S.    

terça-feira, 21 de novembro de 2017

O ESTADO DE ISRAEL, A NAÇÃO DO ANTICRISTO.

Evangélicos de todo o mundo, principalmente os pentecostais, manifestam uma adoração irracional a Jerusalém e ao Estado de Israel. Esses irracionais creem que o anticristo poderá surgir ou do cristianismo, ou do Islamismo, ou da política ocidental e por isso fixam seus olhos na Igreja Católica, nas grandes corporações evangélicas, na religião muçulmana ou então nas superpotências do mundo; vejam que no tempo da “guerra fria” todos evangélicos acreditavam que a “Besta do Apocalipse” figurava os países da “cortina de ferro” (URSS, China etc.), e que do meio comunista o anticristo se revelaria ao mundo. Atualmente, porém, a Rússia está empenhada em resgatar o cristianismo ortodoxo e a China sinaliza uma possível abertura religiosa para os próximos anos, e diante desses fatos, alguns agora dirigem sua atenção para a invasão muçulmana na Europa; contudo esta invasão islâmica decorre como punição pela apostasia do cristianismo ocidental e não da aparição do “homem do pecado”. Portanto, se usarmos um pouco de lógica bíblica, nós compreenderemos que o “iníquo” jamais será revelado assim.

Para sabermos de onde virá o anticristo, deveremos responder esta pergunta: “De onde veio o Cristo”? A resposta é clara: do povo judeu; pois quem esperava a vinda do Messias senão a nação de Israel? Visto que nenhuma nação gentia o aguardava, o apóstolo João assim declarou: “Veio para o que era Seu (o trono do reino de Israel, pois Jesus era o descendente de Davi), e os seus (os súditos do Seu Reino - o povo israelita) não o receberam” (João 1:11). E como a elite judaica rejeitou a Jesus Cristo, então Deus enviou Seu Filho aos pobres e aos desprezados do Seu povo, para conservar dentre eles um remanescente salvo pela fé, por amor aos patriarcas, e por meio desses judeus salvos, os despojos de Israel foram distribuídos a todos os gentios que igualmente creram em Jesus. 


A Bíblia diz que o iníquo fará grandes sinais e prodígios, da mentira, e enganará a muitos; e a adoração ao Estado de Israel é o ponto de partida para a aceitação do anticristo quando ele se revelar o Messias dos judeus, pois muitos evangélicos, católicos e outros grupos cristãos crerão nele por causa dos prodígios que ele realizará. Como isto acontecerá? Muito simples, é só ver a apologia absurda que inúmeros evangélicos fazem, ao afirmar que os judeus são o povo escolhido de Deus; e também as inúmeras igrejas que adotaram em sua liturgia, ritos e símbolos judaicos (kipá, menorah, talit, shofar, peregrinações a Jerusalém, bandeira de Israel, batismo no rio Jordão, etc.).

É preciso lembrar que nós cristãos não esperamos um Messias, isto é, não esperamos a vinda do Cristo em carne, pois Ele já veio em carne e nos salvou da ira e do juízo; agora, O aguardamos como o Filho de Deus vindo em glória e majestade, e não mais como o filho do homem. Porém, já ouvi de algumas pessoas que o homem do pecado falsificará a segunda vinda de Cristo usando de tecnologias de computação gráfica e de hologramas projetados nas nuvens para que creiam nele, porém o sinal do retorno de Jesus em glória será impossível de ser falsificado ou de ser confundido com a revelação do anticristo ao mundo.

Aqueles que esperam o retorno de Jesus Cristo segundo a orientação da Sua Palavra, não ficarão confusos, pois um poderoso sinal inerente a vinda de Jesus acontecerá quando Ele aparecer nas nuvens: OS MORTOS QUE DORMEM NO SENHOR SERÃO RESSUSCITADOS. Imediatamente à manifestação de Jesus nos ares, os sepulcros lançarão para fora os que morreram em Cristo, e estes aparecerão a muitos dos seus conservos, depois disto, os crentes que ficarem vivos para a vinda do Senhor terão seus corpos mortais transformados em corpos imortais e aí, ambos, mortos ressurretos e vivos transformados serão arrebatados juntamente a encontrar o Senhor Jesus nas nuvens. Aqui não há engano ou como enganar-se. Porém, aqueles que não creem verdadeiramente que Jesus é o Cristo de Deus, crerão no anticristo quando ele se manifestar ao mundo, e o acolherão julgando-o ser o ungido do Senhor; crerão na mentira porque amam a mentira.

Vi numa reportagem da TV inglesa que os judeus ortodoxos de Londres não aceitam a existência do Estado de Israel, e creem que a sua criação em 1.948 pelas Nações Unidas é uma “afronta ao Eterno” (veja Isaías 9:9,10), pois, segundo eles, o retorno dos judeus à terra prometida só se daria depois da vinda do Messias, ou seja, só depois que o herdeiro de Davi se manifestar ao judeus. Então, acreditam eles, quando o Messias vier, todos os judeus voltarão à terra prometida (Palestina), pois assim escreveram os profetas (veja Isaías cap. 49, Oséias cap. 14), e jamais por meios dos políticos gentios como foi o caso do acordo sionista com a Inglaterra (Tratado de Balfour) confirmado após a 2ª Guerra Mundial.

Visto que os judeus ainda esperam um Messias em carne e ossos que trará de volta às glórias do passado remoto de Israel, será do meio deles que o anticristo aparecerá, e não do meio cristão ou dos incrédulos. Porque eles desde sempre quiseram um rei humano que os governasse. No tempo dos Juízes eles já rejeitavam ao senhorio do Deus Altíssimo, pois quiseram fazer a Gideão o rei de Israel, mas como ele não quis, depois de sua morte, os israelitas de Siquém fizeram rei a Abimeleque, filho bastardo de Gideão (Juízes 8:22,23 e 9:1-6,22).

Certa vez alguém me falou que nós cristãos deveríamos orar pela paz de Jerusalém, pois quem assim o faz é abençoado por Deus, como está escrito no Livro dos Salmos (Salmos 122:6); mas será que é isto mesmo que o salmista estava dizendo? Com certeza não, o salmista refere-se ao tempo em que havia tronos de justiça em Israel (verso 5), isto é, quando Davi reinava e, profeticamente, ao futuro quando Cristo reinar sobre toda Terra, porém não é isso o que muitos crentes pensam.

Tem uma passagem em 2 Crônicas 19:2 (... Deverias tu ajudar o ímpio e amar os que aborrecem ao Senhor?...) que nos dá a realidade dos fatos para sabermos como nos posicionar diante desse falso Israel de hoje. Nesse capítulo, o profeta Jeú repreende Josafá, rei de Judá, por ter apoiado o rei Acabe na peleja contra a Síria, nação levantada por Deus para punir o ímpio reino de Israel. Acabe era tão perverso que pretendia a morte de Josafá na batalha, e assim anexar o reino do sul (Judá) ao reino do norte (Samaria - Israel) (vejam no mesmo livro, o capítulo 18:1,3,19,28-32).

O apóstolo João escreveu: “Quem é o mentiroso (filho do diabo, pois o diabo é o pai da mentira), senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? (os judeus negam que Jesus é o Cristo) Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho. Todo aquele que nega o Filho, esse não tem o Pai; aquele que confessa o Filho tem igualmente o Pai (1 João 2:22,23). E Jesus disse: Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim. Se vós Me tivésseis conhecido, conheceríeis também ao Meu Pai... (João 14:6,7). 

Infelizmente os cristãos têm-se embriagado com o cálice da Grande Prostituta que se assenta sobre a Besta; cálice de prostituição cujo vinho é vertido diariamente pela TV, pelos livros, pelas escolas, pela arte, pelos jornais, pelas revistas e pelos formadores de opinião que emprestaram suas bocas a Satanás.

Todos os meios de comunicação de massa compõem um sistema midiático mundial que a Bíblia chama de “o falso profeta”, o qual tem o propósito único de destruir os princípios cristãos da sociedade ocidental empurrando-a para a corrupção e assim fazê-la adorar a Besta. Esse sistema tem propositalmente propagado e enaltecido a mentira, seja no âmbito científico, histórico ou jornalístico, convertendo o falso em verdadeiro e o verdadeiro em falso. Portanto, sejam sóbrios e vigiem...

L. M. S.

domingo, 5 de novembro de 2017

O POVO ESCOLHIDO.

Isaías 66:8. “Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisa semelhante? Pode, acaso, nascer uma terra num só dia? Ou nasce uma nação de uma só vez? Pois Sião, antes que lhe viessem as dores, deu à luz seus filhos”. 

A quem se refere este verso? Ao Estado de Israel criado em 1.948, ou à Igreja de Cristo nascida no Dia de Pentecostes? Se lermos o verso anterior, o verso 7, já teremos mais luz: “Antes que estivesse de parto, deu à luz; antes que lhe viessem as dores, NASCEU-LHE UM MENINO”.

“Porque UM MENINO NOS NASCEU, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o Seu Nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6).

Agora ficou claro que Isaías 66 não trata da criação do Estado de Israel em 1.948 pelas Nações Unidas, mas do nascimento, morte e ressurreição de Cristo pelo qual a Sua Igreja veio a existir.

A quem Deus designou as promessas de Abraão? Aos seus descendentes, isto é, os judeus, ou ao seu descendente que é Jesus Cristo? Gálatas 3:16 – “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência... Que é Cristo”.  

As promessas feitas a Abraão, Isaque e Jacó são realmente de ter uma pátria neste mundo?

Gênesis 12:1-3. ... Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa do teu pai... E far-te-ei uma grande nação... E tu serás uma bênção... Em ti serão benditas todas as famílias da Terra. Gênesis 15:4,5. ... Aquele que de tuas entranhas sair; este será o teu descendente... Olha agora para os Céus... Assim será a tua descendência. Gên. 22:17,18, 26:4, 28:14, 35:11. ... Multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos Céus... E em tua descendência serão benditas todas as nações da Terra.

Gênesis 17:5 –... Abraão será o teu nome, porque por pai de muitas nações (povos, tribos e línguas – gentios) te tenho posto...
Gálatas 3:7-9,26 – Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão... Deus havia de justificar pela fé os gentios... De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão... Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.
Eis-me aqui, e aos filhos que Deus me deu... (Hebreus 2:13).
Gálatas 3:17. Tendo sido anteriormente confirmada a aliança de Deus em Cristo (o descendente de Abraão), a Lei que veio 430 anos depois não a invalida de modo a abolir a promessa.

Então por qual motivo Deus criou a nação de Israel? Deus a criou por causa de Jesus Cristo, porque tudo foi feito por Ele e para Ele (Col 1:16). É por isso que houve uma nação Israel na Terra, e é por isso que a Lei foi dada a Moisés no Sinai; Deus estava preparando um lugar neste mundo para que Seu Filho nascesse e reinasse entre os homens. Isaías 66:8 não diz nada a respeito do Estado de Israel que conhecemos hoje, mas da Igreja, a nação santa, o Israel de Deus, dos milhares de milhões que foram gerados em Jesus Cristo por Sua morte e ressurreição.

Col. 2:9,11. Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens (judaísmo), segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo... Nele fostes circuncidados, não por homens, mas na mortificação da carne, que é a circuncisão de Cristo.

O VERDADEIRO ISRAEL É DO ALTO. Colossenses 3:1-4. Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória.    

ABRAÃO É O PAI DA FÉ, LOGO, OS FILHOS TAMBÉM SÃO DA FÉ. Gálatas 3:6-9. Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão. Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti. De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão.

A ALIANÇA DE DEUS É A QUE SE CONFIRMA EM CRISTO JESUS. Gálatas 3:24-29. De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio. Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa.

A REAL JERUSALÉM É A CELESTIAL. Gálatas 4:22-26. Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da livre. Todavia, o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era da livre, por promessa. O que se entende por alegoria; porque estas são as duas alianças; uma, do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar. Ora, esta Agar é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde à Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é mãe de todos nós.

O VERDADEIRO ISRAELITA, A VERDADEIRA CIRCUNCISÃO. Romanos 2:28,29. Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus. Filipenses 3:3. Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne.

TODO O JUDEU (SEGUNDO A CARNE) SERÁ SALVO? Não! Mas um remanescente eleito por graça, e se é por graça já não é por obras (Rom. 11:5,6); mas esse remanescente só poderá ser salvo da ira de Deus se for re-enxertado em Cristo Jesus, a Oliveira divina, para se completar o número dos salvos, a plenitude do Corpo de Cristo, e assim o Israel de Deus estará completo e todo o Israel será salvo na ressurreição dos mortos e na transformação dos vivos em corpos incorruptíveis, por ocasião da vinda de Jesus em glória (Rom. 11:11-16, 25,26).

L. M. S.   

domingo, 15 de outubro de 2017

O DEVER DE JULGAR.

Acerca de uma declaração nada cristã de um cantor gospel, um jovem disse mais ou menos assim: “Quem somos nós para julgá-lo, nós somos pó e cinza; quem somos nós para julgar a quem Deus levantou? Não julgueis para que não sejais julgados”.

É certo que Deus é quem levanta e também quem abate; homens são levantados e homens são abatidos, tudo está sob o controle de Deus. Foi Deus quem levantou reinos e reis na história do mundo e Ele mesmo os destruiu, pois ninguém pode escapar das Suas mãos; porém não é porque Deus levantou certos homens, que estes sejam intocáveis. Vejamos, por exemplo, homens como Stalin, Hitler, Mussolini, e outros líderes históricos, eles só chegaram ao poder por permissão divina assim como os impérios babilônicos, persa, grego, e romano que só existiram e se engrandeceram na Terra por anuência de Deus, e que no seu devido tempo Ele os derrubou então isentar-se de um juízo crítico a esses tronos e seus personagens é o mesmo que concordar com tudo o que eles fizeram.

Em Ezequiel 14 o Senhor diz que se homens vierem a consultá-lo, e se esses homens levantaram seus ídolos em seus corações, e puseram o tropeço da sua maldade diante de seus olhos, Deus lhes responderá conforme a multidão dos seus ídolos, para eles sejam apanhados em seus corações idólatras. O que o Senhor está dizendo é que quem se chegar a Ele, mas não quiser receber a verdade para ser liberto da mentira, o Senhor o entregará ao desejo maligno do seu próprio coração para que creia na mentira (2 Tess. 2:10,11), já que ele a ama... Assim acontece com muitos que não querem acolher o “amor da verdade”, mas preferem amar a mentira.

Estes compõem o grande número dos bodes que se abrigaram no seio das igrejas; eles às frequentam e são batizados, cantam louvores nos cultos e ouvem pregações, dão ofertas e trabalham na obra, mas não nasceram da água e do Espírito, pois seus corações ainda são os altares dos seus ídolos pessoais.

A Bíblia diz que o juízo deve começar pela Casa de Deus. E por que ela diz isso? Porque se no lugar onde deve reinar a justiça, imperar o erro, que saída haverá para os perdidos que em trevas clamam por luz? Sim, pois se não houver profecia, o povo perecerá (Provérbios 29:18), isto é, se os que se dizem justos não ouvem e nem obedecem a voz divina; como o ímpio a ouvirá? A candeia deve estar no velador para que todos da casa vejam a luz e não andem mais em trevas (Mateus 5:15).

Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça (João 7:24).

“Julgar segundo a reta justiça” significa julgar segundo os parâmetros de Deus os quais encontramos na Sua Palavra, fazer isto é agradável ao Senhor, pois manterá o rebanho saudável e livre das heresias, por isso Cristo adverte-nos a tirar a trave dos nossos olhos antes de tirar o cisco dos olhos de outros, pois se estamos cegos, isto é, se os nossos olhos não foram abertos pelas Escrituras, qualquer julgamento que fizermos será maligno, pois passa a ser acusação e Jesus nos proibiu fazermos juízos sem base, isto é, fora da Sua Palavra. Se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova; certamente é o que diariamente se vê nas igrejas com pastores não convertidos levando rebanhos inteiros para o abismo.

Julgar é o dever de todo crente, pois o diabo, o nosso adversário, anda em derredor, rugindo como leão, buscando a quem possa tragar. Que seria de nós se ao ouvirmos certas doutrinas estranhas aos ensinos bíblicos não as julgássemos?

É exatamente pela falta de julgamento que muitas seitas vieram a existir, e olhem que muitas delas se fundamentaram encima de doutrinas sutis, ou seja, de trechos ardilosamente extraídos das Escrituras, mas totalmente fora do seu contexto. Isto faz com que aqueles que não examinam todo o contexto bíblico aceitem as heresias como se fossem verdades divinas.

Em Êxodo capítulo 16 o povo murmurou contra Moisés e Arão porque não tinham pão para comer, então o Senhor disse que pela manhã eles comeriam pão a fartar, mas o povo deveria colher o maná diariamente e não guardá-lo para o outro dia, assim Deus os provaria para ver se andavam na Sua Lei. Alguns não obedeceram e deixaram parte do maná para a manhã seguinte; o pão do céu deu bichos e cheirou mal. Esta passagem quer nos ensinar que quando lemos um trecho da Bíblia, isto é, a porção do nosso pão do céu, nós deveremos comê-lo todo e não em parte, ou seja, precisamos estudá-lo em seu escopo, minuciosamente, pois assim teremos mais luz do trecho em questão; se basearmos as doutrinas da Igreja em apenas uma fração de um texto escriturístico e deixar de lado os outros que o completam, estaremos fazendo exatamente como os desobedientes israelitas que comeram uma porção do maná e deixaram o resto para o dia seguinte; as heresias são como os bichos do maná que o fazem cheirar mal. É assim que Deus nos prova para ver se nós andamos na Sua Lei ou não.

“E falem dois ou três profetas, e os outros JULGUEM” (1 Cor. 14:29). Se até as profecias devem ser julgadas pelos crentes para saber se realmente são de Deus, que dirá os maus comportamentos de quem está em evidência na cristandade. Pois se alguém profetizar em Nome do Senhor ou fizer um prodígio e tal prodígio suceder, e se esse alguém disser: “Vamos, sigamos outros deuses”; não devemos segui-lo, mesmo que ele realize milagres em Nome de Deus, pois se sua doutrina for contraria à de Cristo, o tal é um falso profeta e faz milagres em nome da mentira. É por meio de falsos profetas que Deus prova os corações e vê se estes temem a Sua Palavra (Deut. 13; Ez. 14).

À Lei a ao Testemunho, se não falarem segundo esta Palavra é porque neles não há Luz (Isaías 8:20). 

Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Como poderemos fazer isto se não nos julgamos a nós mesmos? Temos o dever de julgar. Julgar não é condenar, julgar é discernir entre o certo e o errado, entre o santo e o profano; fazemos isso o tempo todo. É assim que se descobre onde está o engano. Portanto, nós julgamos, mas não condenamos, porque cada um condena a si mesmo naquilo que faz e aprova. Não podemos sentar à mesa do Senhor e depois à mesa do diabo, não podemos beber do cálice do Senhor e também do cálice dos demônios... 

Um mecânico para achar um problema num carro, primeiro ele deve conhecer a sua mecânica e depois as queixas do seu condutor, após isso, com a “mão na massa” encontrará o defeito por eliminação. Exemplo: o motor não “pega” na partida, verificar: bateria, motor de arranque, injeção/carburação, bomba de combustível etc. Sem essa capacidade de julgar como interagem os itens que fazem o motor “pegar”, o conserto não acontecerá. Da mesma forma faz o crente quando se depara com o que não está de acordo com a fé cristã; de posse de sua Bíblia e do conhecimento do alto, julgando entre o mandamento de Deus e o mandamento de homens, por eliminação textual se descobrirá o defeito.


L. M. S.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

ABRAÃO DEU O DÍZIMO DE TUDO O QUE POSSUIA? (Gênesis 14:12-24).

Esta pergunta não parece importar aos defensores do dízimo, mas é crucial para a verdade, visto que os apologistas dessa “ordenança mosaica” desconsideram este fato. Sim, de antemão digo: o dízimo é uma ordenança mosaica; pois não há no Novo Testamento nenhuma prescrição para praticá-la. Se não acreditam, então leiam Atos 15:23-29 e comprovem que nenhuma ordenança foi dada aos cristãos gentios para a prática do dízimo.

Sim, Abraão, quando ainda Abrão, deu o dízimo de tudo, mas de tudo o que despojou dos reis Quedorlaomer, Tidal, Anrafel e Arioque, pois o escritor da Epístola aos Hebreus confirma este fato no capítulo 7:4. Então, dizer que Abrão era “dizimista fiel”, isto é, que pagava dízimos periodicamente é uma bobagem. Ele pagou os dízimos uma vez, dos despojos de uma guerra (ele consagrou aquela peleja a Deus) e a um sacerdote do Deus Altíssimo; naquela época havia mediadores* humanos porque Jesus ainda estava no “seio do Pai”, mas vindo a “plenitude dos tempos”, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, para nos remir do jugo da Lei e nos trazer, por meio de Jesus Cristo, ao Seu regaço, logo, não temos mais pontífices (que fazem a ponte – sacerdotes terrenos que nos ligam a Deus), não precisamos mais deles, pois Cristo é o nosso mediador, e por causa Dele temos acesso irrestrito, por meio do Seu sangue, à presença do Pai.

A história do encontro de Melquisedeque com Abraão figura exatamente a vinda de Cristo Jesus – o Sumo Sacerdote do Deus Altíssimo – para abençoar a descendência do patriarca da fé, porque, da mesma forma como Abrão lutou contra a tirania daqueles quatro reis e os venceu; também os que são da fé de Abraão vencem o mundo e tudo (vida e propósitos) consagram a Jesus, o Cristo. Pensar que com os tesouros do mundo angariaremos os favores de Deus é um ultraje. Deus não quer e nem precisa de dinheiro, pois do Senhor é a Terra e a sua plenitude, Ele quer que vivamos Nele e para Ele, pois só assim o mundo será um lugar melhor para todos os homens, animais e plantas.  


L. M. S. 

O SELO DE DEUS.

Todavia o fundamento de Deus permanece tendo este Selo: “O Senhor conhece os que são Seus”; e todo aquele que professa o Nome de Deus aparte-se do mal.

Deus não se agrada de sacrifícios, mas da obediência. Hoje, o que se vê para todo o lado são “louvores”, isto é, canções gospels – como se louvor fosse isso – louvores de língua, apenas de lábios, mas não de coração, porém, assim como Samuel disse a Saul (Tem o Senhor tanto prazer em sacrifícios do que se obedeça a Sua voz?), assim também devem ser questionados a esses louvores de aparência, mas não em verdade, pois cantam-se muitos “louvores” nas igrejas, porém vive-se muito pouco para o louvor da glória de Deus.

A mulher samaritana questionou a Jesus sobre o local para verdadeira adoração Deus, e Cristo lhe disse: “Os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em Espírito e em verdade”... A adoração externa – “no monte” ou em Jerusalém – não tem nenhum valor se não partir do Espírito Santo, e os propósitos do Espírito são desprovidos dos interesses materiais (dinheiro, a fama e as aclamações). A adoração verdadeira é a de Jó, que mesmo depois de perder tudo ainda glorifica ao seu Deus dizendo: “Deus o deu, Deus o tirou; louvado seja o Seu santo Nome”.  

O altar, local onde se oferecem dons à divindade está no coração do crente, pois a boca falará daquilo que o coração está cheio, porque “não é judeu aquele que o é no exterior, nem é circuncisão aquela que é na carne, mas é judeu aquele que o é no interior e é circuncisão a que é do coração no espírito, cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus”. O que Paulo está afirmando nestas palavras é que crente não é aquele aparenta sê-lo, mas que o é de fato; adorador é quem nasceu “da água e do Espírito”, isto é, do casamento da Palavra de Deus ouvida, e do Espírito Santo que a “fecundou no coração” de quem a ouviu.

... E o Espírito de Deus pairava sobre as águas. E disse Deus: Haja luz! E houve luz...

Cristãos são aqueles que professam a Cristo no coração, na alma, no espírito; nestes a Semente caiu em boa terra; estes darão frutos perfeitos e por seus frutos o Senhor será glorificado.

A expressão do amor que o marido e mulher sentem um pelo outro não reside nas palavras, mas nas atitudes; sim, são as atitudes que comprovam o amor entre eles; a fidelidade, o cuidado, o respeito, os afetos, a presteza e a admiração mútua são as marcas fiéis de um amor verdadeiro e não em meras palavras ao vento. Da mesma forma, o louvor a Deus não são as apresentações nem os paramentos, mas as vidas transformadas, vidas que testemunham as misericórdias do Senhor e que se revelam nas boas atitudes do falar, do agir e do pensar, pois com tais sacrifícios de uma fé obediente, Deus se agrada. A genuína fé cristã gera fidelidade, a fidelidade gera obediência, a obediência gera boas obras, e as boas obras redundam em louvor a Deus.


L. M. S.    

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

HORIZONTE DE ÁGUIA – UMA PARÁBOLA JUDAICA.

"Não te fatigues para enriqueceres; e não apliques nisso a tua sabedoria. Porventura fixarás os teus olhos naquilo que não é nada? porque certamente criará asas e voará ao céu como a águia" (Provérbios 23:4-5).

Certamente o escritor de Provérbios está dizendo que coisas superiores às terrenas esperam por aqueles que aplicam os seus corações ao exame e à prática das Escrituras Sagradas, pois o que ele escreve, escreve aos filhos que atentam para a sabedoria (Provérbios 1).

Eu estava pesquisando alguns temas e deparei-me com algo muito interessante: uma parábola judaica; bem, pelo menos é assim que o texto foi apresentado. O seu título é: "HORIZONTE DE ÁGUIA".

Vejamos o que a Parábola nos conta:
"Era uma vez um camponês que queria um pássaro e com esse objetivo foi até uma floresta e capturou um filhote águia criando-o porém, junto com as galinhas. E assim a águia cresceu pensando e vivendo como uma galinha. Alguns anos depois, ele recebeu a visita de um naturalista de passagem por aquelas bandas que, ao ver uma águia vivendo com galinhas, ficou abismado. O naturalista explicou ao camponês que aquele pássaro não era uma galinha e sim uma águia. O camponês retrucou que embora realmente o animal houvesse nascido águia, depois de todos aqueles anos havia se tornado uma galinha. O naturalista replicou que isso era errado, uma vez que se nasceu águia, a sua natureza será essa para sempre, e resolveu provar sua tese. No dia seguinte colocou a águia bem alta em seu braço, dizendo a ela que voasse. A águia olhava distraída ao redor e quando viu as galinhas ciscando pulou para junto delas para fazer o lhe era comum: ciscar o chão também. Diante do resultado o homem disse ao naturalista que este deveria reconhecer que equivocara-se, pois a águia havia se tornado uma galinha. O naturalista não satisfeito propôs fazer uma segunda e última tentativa, caso a águia não voasse seria realmente forçado a reconhecer que se transformara numa galinha. Ao amanhecer o camponês e o naturalista pegaram a águia e levaram-na para o alto de uma montanha. O sol estava nascendo e dourava os picos das montanhas. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe que voasse. A águia olhou ao redor e tremia, como se experimentasse uma nova vida, mas não voou. Então, o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, de sorte que seus olhos pudessem se encher de claridade e ganhar as dimensões do vasto horizonte. Foi quando ela abriu suas potentes asas, ergueu-se soberana sobre si mesma, e começou a voar, voar para o alto e voou cada vez mais alto. Voou e nunca mais retornou".

Dá o que pensar não é? Na minha mente consigo entender que esta parábola está intrinsecamente ligada aos cristãos, isto é, à vida cristã. O cristianismo primitivo com o passar dos séculos foi subestimado perdendo gradativamente o seu valor e assim doutrinas estranhas foram introduzidas em meio à ausência da leitura bíblica e do juízo crítico por parte dos professos cristãos.

A coisa é assim mesmo: tem águia pensando que é galinha; isto é, tem cristão pensando que é do mundo, pois age como mundano, veste-se como um mundano, pensa como o ímpio pensa, gosta das migalhas oferecidas por este mundo e tem apreço ao que é material; ele ainda não se tocou que Deus o escolheu para ser de cima e não debaixo. Tudo isso por causa da ignorância em que vive e que lhe é confortável.

Tem um trecho em Isaías 40 que diz: "Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, SUBIRÃO COM ASAS COMO ÁGUIAS; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão" (Isaías 40:31). Creio que muitos crentes já ouviram alguns pregadores lerem esta passagem, mas nunca aplicaram os seus corações ao texto, pois se o aplicassem mudariam os seus comportamentos diante do Senhor.

Jesus disse aos seus discípulos que os escolhera deste mundo e que como Ele era de cima, naturalmente os seus escolhidos também seriam (João 8:23; 15:19) e ignorar este fato é viver fora da realidade, como uma águia no meio de galinhas. Deus nos escolheu para algo maior, pois a Escritura diz: "o que o olho não viu, o ouvido não ouviu, nem sequer a mente humana pôde imaginar, é o que Deus preparou para aqueles que O amam" (1 Coríntios 2:9). Portanto já que fostes comprados por bom preço, preço de sangue, derramado numa cruz; não vos façais servos dos homens; mas cada um fique diante de Deus no estado em que foi chamado (1 Coríntios 7:23-24). Amém!


L. M. S.